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Domingo, Setembro 19, 2021

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Covid-9 | Agravamento da pandemia no Entroncamento ligado ao alívio das restrições (C/ÁUDIO)

O número de infeções por Covid-19 no Entroncamento desde o final do mês de julho tem vindo a aumentar, com o concelho a ser dos municípios com risco mais elevado na região do Médio Tejo. Questionada pela autarquia, a autoridade de saúde local admite não existirem focos identificados justificando o crescimento da pandemia como consequência do abrandar das restrições e de atitudes inconscientes de menor cautela por parte dos cidadãos.

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Desde o início do mês de agosto e até dia 9 o concelho do Entroncamento somava 53 novos casos de infeção por Covid-19, de acordo com o relatório diário divulgado pelo ACES Médio Tejo sobre a pandemia. Números que representam um crescimento “galopante”, nas palavras de José Miguel Baptista, vereador do PSD na Câmara Municipal do Entroncamento, e que o levaram na última reunião do executivo camarário a questionar sobre a que se deve este aumento de novos casos, que coloca o Entroncamento “como concelho de maior risco no Médio Tejo”.

As preocupações fizeram-se sentir em todo o executivo municipal, tendo inclusive o vereador Henrique Leal (BE) deixado três questões no ar: “Onde é que estamos a falhar? O que é que estamos a fazer mal? E o que é necessário corrigir?”.

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A resposta, da vice-presidente da autarquia entroncamentense, Ilda Joaquim, foi a mesma que lhe foi dada pela autoridade de saúde pública local, questionada recentemente sobre a situação vivida na cidade. “Questionei o doutor José Cunha se poderíamos tirar alguma conclusão em termos de faixa etária, de camada populacional, de localização geográfica no concelho, se haveria alguma coisa que, enquanto autoridade de saúde pública, pudesse recomendar ao município. A resposta a todas as questões colocadas foi ‘não’ ”, disse.

“Não é possível dizer que é próprio de uma determinada faixa etária, não é admissível dizer que é uma determinada camada populacional que está mais desatenta ou menos cuidadosa. Não temos focos na cidade para dizer que é mais naquela zona mais na outra”, elucidou a vice-presidente do Município, explanando que a justificação dada pela autoridade de saúde para tal aumento do número de casos está relacionada como o abrandar das restrições e também com “o fenómeno de as pessoas se habituarem a viver nesta situação e, até de uma forma inconsciente, também irmos desacautelando alguns comportamentos que nos protegeriam”.

ÁUDIO | Ilda Joaquim, vice-presidente da CM Entroncamento, sobre estado da pandemia no concelho

Além das campanhas de testagem que o Município tem vindo a promover, a edil refere que, segundo a informação transmitida pela saúde pública, “não há nada que possamos fazer em termos de gestão da cidade, do que são as nossas competências, que possibilite ultrapassar esta situação”.

No entanto, a vice-presidente do Município do Entroncamento reforça o apelo já feito por diversas vezes à população de que “o mais importante de tudo são os nossos comportamentos individuais”.

Nas últimas 24 horas, o ACES Médio Tejo reportou 7 novos casos de doença por covid-19 no Entroncamento, município que tem ao dia de hoje 68 pessoas em vigilância ativa.

Abrantina mas orgulhosa da sua costela maçaense, rumou a Lisboa com o objetivo de se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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