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Segunda-feira, Dezembro 6, 2021
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Covid-19 | VN Barquinha é um dos seis concelhos do país em “risco muito elevado” de contágio

Com uma taxa de incidência nos últimos 14 dias superior a 700 novas infeções de covid-19 por cada 100 mil habitantes (de acordo com os cálculos das autoridades de saúde para determinar o grau de risco de contágio), Vila Nova da Barquinha é um dos seis concelhos do país que se encontram em “estado vermelho”. O presidente da Câmara explica que os focos de contágio estão devidamente identificados e que uma testagem em massa à população só acontecerá se for essa a indicação das autoridades de saúde.

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“Não vale a pena entrarmos numa situação de pânico”, começa por apaziguar Fernando Freire, presidente da Câmara Municipal da Barquinha, em declarações aos jornalistas, não escondendo que o concelho está perante “um problema complicado”, transversal à região em que se insere.

Com 702 novos casos por 100 mil habitantes, o concelho barquinhense tem registado novas infeções praticamente todos os dias (com o dia 10 de novembro a ser o único dia nos últimos seis dias sem registo de novas infeções no concelho, num total atual de 61 casos ativos, de acordo com o boletim da Unidade de Saúde Pública do Médio Tejo), situação que o coloca em risco “muito elevado”.

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“Estamos a entrar já no vermelhão, vermelhão”, constata o edil. À data, em todo o país, neste mesmo patamar ou acima – em risco extremamente elevado – estão apenas seis concelhos: Pampilhosa da Serra, Ponte da Barca, Penedono, Penamacor, Redondo e Vila Nova da Barquinha.

Na origem deste agravamento da pandemia no concelho estão três focos “já devidamente identificados”: duas turmas da Escola Ciência Viva, que “replicaram nos próprios agregados familiares”, uma família de 13 pessoas infetadas na sequência de uma festa de aniversário e outro foco de infeção num estabelecimento onde estavam 10 pessoas.

ÁUDIO | Fernando Freire (PS) sobre focos de infeção no concelho

Com uma nova realidade, a de pessoas vacinadas a ficarem infetadas, Fernando Freire fala na “complexidade que neste momento temos perante esta nova pandemia que vem aí, com as estirpes variáveis”, dando conta de ter já reunido com o delegado de saúde sobre a situação.

O agravamento da situação pandémica no concelho foi abordada na sessão camarária de 10 de novembro. Imagem: mediotejo.net

Com todos os utentes em estruturas residenciais para idosos já vacinados com a terceira dose da vacina contra a covid-19, uma possível testagem em massa só após orientação das autoridades de saúde, admite o presidente barquinhense. “Saúde pública é o nosso delegado de saúde que é o coordenador deste processo. O presidente da Câmara em conformidade agirá, e segundo as instruções da DGS”, disse, dando também conta de uma reunião do Conselho Intermunicipal da CIM Médio Tejo onde irá ser debatida a questão, uma vez que a situação tem-se vindo também a agravar em concelhos vizinhos, com um registo de casos diários elevado no Entroncamento, Tomar e Torres Novas.

VN BARQUINHA É O ÚNICO CONCELHO DO MÉDIO TEJO COM PLANO DE CONTINGÊNCIA ATIVO

O concelho barquinhense é o único do Médio Tejo e da Lezíria que se mantém com um plano de contingência ativo, numa decisão tomada “pela teoria das cautelas”.

“Com o plano de contingência é muito mais fácil impor determinadas condutas e normas, por exemplo, acesso aos lugares públicos, alguma retenção das pessoas na aproximação em termos físicos, o uso de máscara, e outros procedimentos que estão como recomendações”, refere Fernando Freire.

Com este plano ativo, encontram-se ainda em vigor as estruturas de retaguarda, preparadas para situações de emergência, como é o caso de um pavilhão na freguesia de Praia do Ribatejo.

PSD PROPÕE CRIAÇÃO DE CENTROS DE TESTAGEM MÓVEIS

“Esta última semana tem sido triste e preocupante para o nosso Município. (…) O concelho encontra-se à frente, em terceiro lugar, não pelas melhores razões, mas sim como o pior dos concelhos com registo de infeções covid nos últimos seis meses”, expôs a vereadora Paula Gomes da Silva (PSD) na última sessão do executivo camarário.

Admitindo ser “obrigação deste executivo cuidar dos seus munícipes”, a vereadora social-democrata sublinhou na sua intervenção a chegada do inverno como agravante de uma situação que “está longe de estar ganha” e defendeu ser fundamental “continuar a investir no combate a esta pandemia”. “Quando baixamos os braços, pensando que o vírus já não podia atacar, veja-se o que acontece”, acrescentou.

Vereadora Paula Gomes da Silva (PSD) propôs a criação de centros de testagem móveis para estancar casos ativos “silenciosos” de Covid-19. Imagem: mediotejo.net

Numa pandemia que “não tem qualquer cor partidária”, o PSD mostrou-se disponível para colaborar e propôs à Câmara um plano de ação para quebrar as cadeias silenciosas de transmissão: “o aumento da testagem da população, com a criação de centros de testagem móvel, em articulação com as forças de segurança/bombeiros (os quais já nos ajudaram no período de vacinação), implementando de imediato um plano local de testagem, com testes antigénio gratuitos a toda a população residente no concelho”.

ÁUDIO | Paula Gomes da Silva (PSD) sobre situação da pandemia no concelho

Paula Gomes da Silva (PSD) questionou ainda o presidente da autarquia sobre quais as medidas que pretende tomar de imediato, bem como quais as verbas orçamentais ainda disponíveis para afetar à área da saúde. Perguntas às quais o edil socialista respondeu com uma ação conjunta a ser debatida em sede de Comunidade Intermunicipal, tal como já vem acontecendo desde março de 2020.

Abrantina mas orgulhosa da sua costela maçaense, rumou a Lisboa com o objetivo de se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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