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Segunda-feira, Dezembro 6, 2021
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Covid-19 | Vários concelhos da região no “vermelho”, governo anuncia novas medidas para conter pandemia

Entroncamento, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha encontram-se em "risco elevado", com mais de 600 casos por cada 100 mil habitantes. O número de infeções disparou em toda a região mas os casos de internamentos e mortes mantêm-se em níveis abaixo dos registados há um ano.

O número de casos de covid-19 continua a aumentar na região do Médio Tejo, em consonância com a situação a nível nacional, embora existam três concelhos que ultrapassam as chamadas “linhas vermelhas”: Entroncamento, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha estão com mais de 600 casos por cada 100 mil habitantes, quando o limite de risco se situa nos 240 casos. Só em Torres Novas houve 219 casos confirmados de covid-19 nos últimos 14 dias.

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Constância, Ourém e Tomar estão em nível de alerta (amarelo), havendo ainda a notar um aumento substancial de casos positivos nos concelhos de Abrantes e Alcanena, já acima dos 200 por cada 100 mil habitantes.

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Esta quinta-feira, 25 de novembro, será aprovado em Conselho de Ministros um conjunto de medidas para conter o aumento de infeções, esperando-se que volte a ser declarada a “situação de calamidade”, para permitir nomeadamente a implementação de algumas medidas de controlo de movimentos dos cidadãos.

A situação atual, contudo, está longe de ser tão grave como a que vivíamos há um ano. A pressão sobre os serviços de saúde é muito menor e em vários parâmetros, com o número de infeções, de óbitos, de internamentos em enfermaria e doentes em cuidados intensivos cerca de 75% mais baixos do que os registados há um ano, segundo os dados da DGS entre 01 de outubro e 22 de novembro deste ano, em relação ao período homólogo do ano anterior.

O governo deverá seguir, em linhas gerais, o plano apresentado na reunião do Infarmed de 19 de novembro por Raquel Duarte, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, e que defende a necessidade de adotar algumas medidas antes do período de Natal, para minimizar o risco de aumento exponencial de casos, que podem duplicar ou triplicar em poucas semanas.

Quais os fatores que aumentam o risco?
O grupo de peritos que aconselha o Governo na gestão da pandemia considera que a vacinação incompleta, o contacto regular com pessoas não vacinadas e a frequência de espaços com aglomerações ou sem a ventilação adequada são alguns dos fatores de aumentam o risco de contrair covid-19.

Quais as ameaças que requerem atenção?
O contexto pandémico dos países vizinhos, a diminuição do efeito protetor das vacinas, a redução da perceção de risco, associado a um alívio das medidas protetoras, a elevada transmissibilidade do coronavírus e a chegada do inverno, propício à propagação de vírus respiratórios, constituem algumas das ameaças identificadas pelos especialistas. A estas acresce o facto de Portugal ter uma das populações mais envelhecidas da Europa, assim como o ritmo da administração da terceira dose da vacina e a época de Natal, com grande mobilidade de pessoas e concentrações familiares.

Qual a melhor estratégia?
Face à evolução da pandemia, o grupo de peritos avança com a adaptação da estratégia de controlo da covid-19 assente em cinco eixos: vacinação, qualidade do ar interior, distanciamento social, utilização de máscara e testagem regular.

Recomendações gerais
Como recomendações gerais, os especialistas defendem a necessidade de acelerar o processo de reforço da vacinação e a testagem voluntária e gratuita, incluindo das pessoas vacinadas, dos grupos vulneráveis e em situações de maior concentração de pessoas ou em situações de risco. Além disso, recomendam que o certificado digital passe a incluir o resultado do teste das últimas 48 horas nas situações em que isso seja justificado, como nos casos de aglomerações em espaços interiores sem máscara. Preconizam ainda a monitorização das variantes em circulação do coronavírus, mas também que o certificado digital seja utilizado como uma garantia adicional de segurança no controlo das fronteiras.

2020-2021

Menos 70% de infeções
Se entre 01 de outubro e 22 de novembro do ano passado o país somou um total acumulado de 180.841 casos positivos, no mesmo período de 2021 esse número baixou para os 54.429, o que representa menos cerca de 70% de infeções pelo vírus SARS-CoV-2. No período de 2020, o dia com maior número de infeções foi a 19 de novembro, com 6.994 casos, e em 2021, foi esta quarta-feira, 24 de novembro, com 3.773.

Redução de 81% de mortes
Entre os vários parâmetros, a redução mais significativa é a dos óbitos associados a covid-19, que apresenta uma diminuição de 81% na comparação entre os dois períodos: em 2020, morreram 1.926 pessoas por covid-19, mas esse número baixou para os 364 em 2021. Em 2020, 11 de novembro foi o dia com mais mortes, 82, enquanto, no mesmo período de 2021, foi a 22 de novembro, com 18 óbitos.

Redução de quase 80% dos internamentos
Outra diminuição significativa registou-se nos internamentos em enfermaria, que baixaram 79,6% na comparação entre 01 de outubro e 22 de novembro deste ano com o mesmo período de 2020. Em 2020, a média diária nestes 53 dias foi de 1.795 pessoas internadas em enfermaria, baixando em 2021 para 366 doentes que necessitaram deste tipo de cuidados clínicos.

Redução de 75% de cuidados intensivos
Nos doentes em unidades de cuidados intensivos, a redução da média diária entre os dois períodos foi de 75%. No ano passado, esta média cifrou-se nos 259 doentes por dia, mas este ano baixou para 64, o que representa 25% do valor crítico definido na análise de risco da pandemia de 255 camas ocupadas. Esta pressão tem vindo a subir nos últimos dias e os 93 doentes que estavam em cuidados intensivos na segunda-feira, 22 de novembro, eleva este limiar para 36%.

Vacinação acima dos 86%
Considerada pela generalidade dos especialistas como o fator determinante para a redução da pressão que se verifica sobre os serviços de saúde, Portugal tem hoje mais de 86% da população totalmente vacinada contra o SARS-CoV-2, o que representa cerca de nove milhões de pessoas.

A vacinação em Portugal arrancou no final de dezembro de 2020, mas só entrou em velocidade de cruzeiro meses depois, com a chegada das doses suficientes ao país para concretizar o plano definido pela `task force´ liderada pelo vice-almirante Gouveia e Melo.

 Índice de transmissibilidade (Rt) mais elevado
Em 22 de novembro deste ano, o Rt (que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de cada pessoa portadora do vírus) está mais elevado (1,19) do que no mesmo dia de novembro de 2020 (1,05). A taxa de incidência do vírus SARS-CoV-2 a nível nacional também tem registado um aumento significativo nas últimas semanas, atingindo os 251,1 casos por 100 mil habitantes a 24 de novembro, quando no início de outubro estava nos 101,7.

As variantes que surgiram em 2021
No final de 2020, as autoridades de saúde nacionais estavam a determinar se a variante do SARS-Cov-2 associada ao Reino Unido, mais tarde denominada de Alpha, estava a circular em Portugal, com as primeiras sequências a serem detetadas logo em janeiro de 2021. Esta variante ainda ganhou algum terreno no início de 2021, chegando a representar quase 60% dos contágios, mas foi rapidamente superada pela Delta, que, em meados de fevereiro, já era responsável por cerca de metade dos casos de covid-19 em Portugal. Desde então, a Delta, considerada mais transmissível que o vírus original, passou a ser a variante dominante no país, à semelhança do que se verifica na Europa, atingindo uma prevalência de 100% nos últimos meses.

Sou diretora do jornal mediotejo.net e da revista Ponto, e diretora editorial da Médio Tejo Edições / Origami Livros. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

Agência de Notícias de Portugal

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