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Segunda-feira, Janeiro 24, 2022
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Covid-19 | Vacinas são eficazes contra Ómicron, diz Organização Mundial da Saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que as vacinas são eficazes contra a nova variante Ómicron da covid-19, detetada na África do Sul, ao protegerem os infetados de doença grave.

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“Não há razão para duvidar” de que as vacinas atuais protegem os doentes infetados com Ómicron contra formas graves de covid-19, indicou o responsável pela resposta de emergência em saúde pública da OMS, Michael Ryan, numa entrevista à France-Presse.

“Temos vacinas muito eficazes que se mostram potentes contra todas as variantes até agora, em termos de gravidade da doença e hospitalização, e não há razão para acreditar que não seja o caso” com a Ómicron, disse Michael Ryan, frisando que se está no início de estudos de uma variante detetada apenas a 24 de novembro e que desde então foi registada em cerca de 40 países. 

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A vacina desenvolvida pelas empresas Pfizer e BioNTech “ainda é eficaz” contra a variante Ómicron do vírus com “três doses”, mas “provavelmente” insuficiente com apenas duas, como garantiu hoje a BioNTech, em comunicado. Apesar da eficácia com três doses, a BioNTech que quer finalizar uma vacina adequada à variante Omicron “até março” de 2022.

Além disso, o responsável da OMS acrescentou que o comportamento geral observado até agora “não mostra um aumento da gravidade” da doença. “Alguns locais da África Austral estão a relatar sintomas mais ligeiros”, disse Michael Ryan.

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Também o diretor executivo da farmacêutica Pfizer, Albert Bourla, refere que os sintomas causados pela Ómicron parecem mais leves do que os causados por outras variantes da covid-19, mas alertou para a transmissão que é mais rápida.

“Não acho que seja uma boa notícia ter algo que se espalha rapidamente”, disse Bourla, num fórum organizado pelo The Wall Street Journal, frisando que ao se espalhar rapidamente significa que vai chegar a milhões de pessoas e pode dar origem a outra mutação. “Ninguém quer isso”, precisou.

A variante Ómicron, classificada como “preocupante” pela Organização Mundial da Saúde, foi detetada na África Austral e desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, em 24 de novembro, foram notificadas infeções em vários países de todos os continentes, incluindo Portugal.

O Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) indicou esta terça-feira que o número de casos associados à variante Ómicron em Portugal é atualmente de 37 e coloca a hipótese de circulação comunitária desta variante no país de uma forma residual.

A covid-19 provocou pelo menos 5.261.473 mortes em todo o mundo, entre mais de 265,80 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Agência de Notícias de Portugal

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