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Quinta-feira, Maio 13, 2021

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Covid-19 | Utentes da saúde do Médio Tejo identificam necessidades pós desconfinamento (c/ÁUDIO)

Os utentes da Saúde do Médio Tejo defenderam hoje uma definição de “tarefas imediatas” a implementar para “preparar o futuro pós desconfinamento” e para a retoma da atividade social, económica e da prevenção e prestação de cuidados à população.

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O porta-voz da Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (CUSMT) disse hoje ser “fundamental que se dê atenção às sequelas de quem já teve a doença” da covid-19 e defendeu que “urge” dotar os serviços de saúde pública de meios materiais e humanos” para que estes “cumpram a sua missão”, tendo apresentado em Torres Novas uma listagem de “tarefas” que entendem prioritárias discutir e definir para “preparar o futuro pós desconfinamento” nos cuidados primários de saúde da região.

ÁUDIO: MANUEL SOARES, PORTA-VOZ UTENTES DA SAÚDE MÉDIO TEJO:

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Com o aproximar da última etapa do plano de desconfinamento, e para além do acelerar da vacinação e dos cuidados de prevenção em relação à covid-19, Manuel Soares salientou a “necessidade do reforço do Serviço Nacional de Saúde [SNS]” e da “apresentação de propostas” na defesa de cuidados de saúde de qualidade e proximidade”.

O documento, defendeu, deve servir como “base de reflexão e de discussão” de várias entidades, “desde autarcas a partidos políticos e movimentos independentes que se candidatem às eleições” autárquicas, que se realizam no outono.

Relativamente à pandemia, Manuel Soares notou que “em Portugal e no Médio Tejo os dados indicam melhorias quer no número de infetados, quer no número de óbitos”, mas alertou para as “novas variantes [do vírus] que poderão levar a fenómenos de recrudescimento”.

Além disso, acrescentou, é “fundamental” que se “dê atenção às sequelas de quem já teve a doença”.

Em termos de saúde pública, a CUSMT lembrou que “o nível de saúde das populações é tanto maior quanto mais eficazes forem as ações de prevenção e a adoção de boas práticas de vida”, pelo que é urgente “dotar os serviços de saúde pública de meios materiais e humanos para que cumpram a sua missão”.

Referindo-se aos cuidados de saúde primários, Manuel Soares defendeu “a reabertura das extensões encerradas ou sem funcionamento”, a “aquisição de Unidades Móveis de Saúde”, a “instalação dos prometidos consultórios de dentista” e de “mais Unidades de Cuidados à Comunidade”, para além da recuperação progressiva do acompanhamento de todas as patologias ‘não covid’ e incentivo aos rastreios e ao Plano Nacional de Vacinação”, entre outras medidas.

No documento hoje apresentado, a CUSMT recordou ainda que “as urgências hospitalares são o fim da linha para muitos problemas de saúde e até sociais”, tendo defendido para o Médio Tejo a “integração e divisão equilibrada no Centro Hospitalar (CHMT) dos diversos serviços espalhados pelas três unidades hospitalares” (Abrantes, Tomar e Torres Novas), a par da “extensão da Urgência Pediátrica (instalada em Torres Novas) às unidades de Abrantes e Tomar”.

Além disso, defendem a “implantação de uma Urgência Básica em Ourém”, o “reforço da idoneidade formativa” e a “recuperação das listas de espera de consulta e cirurgia”, entre outras medidas.

Manuel Soares salientou ainda que “os meios rurais não podem, nem devem ficar sem serviços de medicamentos”, manifestando-se “contra a deslocação sistemática de farmácias para as zonas urbanas” e preconizando o reforço dos “mecanismos de apoio à aquisição de medicamentos em meio rural”.

A CUSMT diz ainda que “deverá existir um esforço contínuo de Humanização dos cuidados de saúde e de comunicação/articulação entre os profissionais de saúde, e de estes com os utentes e familiares”, e que “muito do êxito futuro do SNS vai depender do aprofundamento do trabalho em rede (saúde pública; centros saúde; hospitais; cuidados continuados – que têm grande défice de camas; entidades sociais; serviços de transporte de doentes e sinistrados; autarquias; instituições sociais)”.

“O reforço dos Recursos Humanos”, nota, “sempre poucos para as necessidades, só pode ser atingido com vários meios: reforço do internato médico e da idoneidade formativa; criação de condições para atrair mais profissionais (valorização profissional e salarial; melhorias de equipamentos e instalações; telemedicina e digitalização; objectivos de gestão coerentes com a valorização das carreiras; incentivos à fixação; “habilidade” das administrações das unidades de saúde;…)”.

A CUSMT conclui ao afirmar que “o funcionamento dos órgãos institucionais das unidades de saúde, nomeadamente os órgãos consultivos, é essencial para o envolvimento da comunidade (autarquias, escolas, utentes, IPSS, profissionais) no acompanhamento e na definição de metas a atingir”.

C/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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