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Covid-19 | Todas as pessoas com mais de 80 anos incluídas na 1.ª fase do plano de vacinação

Todas as pessoas com mais de 80 anos de idade vão ser incluídas na primeira fase do plano de vacinação contra a covid-19, anunciou o coordenador do plano, Francisco Ramos, uma medida já elogiada pela delegada de Saúde Público do ACES Médio Tejo, Maria dos Anjos Esperança. Francisco Ramos considerou que esta é “provavelmente a mais importante” alteração ao plano de vacinação do país, uma decisão justificada pelo aumento da incidência da doença.

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“Aquilo que fica integrado no plano é manter o grupo dos 50 aos 79 anos com as comorbilidades, mas incluir também nesta fase 1 todas as pessoas com mais de 80 anos, independentemente de qualquer comorbilidade ou patologia que tenham”, adiantou Francisco Ramos, que falava em Lisboa durante a apresentação da atualização do plano de vacinação.

ÁUDIO: MARIA DOS ANJOS ESPERANÇA, DELEGADA SAÚDE PÚBLICA ACES MÉDIO TEJO:

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De acordo com a revisão, está prevista a vacinação ainda no decurso da primeira fase – que se estende até abril – de 670 mil pessoas com 80 ou mais anos. A ‘taskforce’ responsável pelo processo estima que até ao final de março existam já 170 mil pessoas dentro deste grupo com a vacinação completa e outras 170 mil apenas com a primeira toma da vacina.

“Foi possível perceber neste tempo de pandemia que era importante incluir o grupo dos idosos com mais de 80 anos, em função dos níveis de evolução da pandemia e do nível de severidade atingido nesta altura”, reiterou Francisco Ramos.

Paralelamente, o coordenador explicou a alteração introduzida no plano de vacinação com o reforço das metas definidas pela Comissão Europeia na última semana, que apontou à vacinação de pelo menos 80% das pessoas com mais de 80 anos e os profissionais de saúde contra a covid-19.

“Aquilo que temos garantido são 2.214.000 doses a receber até final de março. Para atingir este objetivo vamos precisar de 1.642.000 doses para vacinar por completo 800 mil pessoas e 520 mil para iniciar a vacinação. É possível atingir este objetivo com as doses que temos contratadas com a Pfizer, a Moderna e na expectativa de que a vacina da AstraZeneca seja aprovada”, notou, assumindo que a aprovação pudesse ocorrer na sexta-feira pela Agência Europeia do Medicamento (EMA), o que efetivamente veio a suceder.

Já sobre eventuais casos de pessoas com 80 ou mais anos que estejam acamadas em casa, Francisco Ramos assegurou que “haverá equipas de vacinação ao domicílio”, mas salientou que se trata de “um esforço suplementar e que a nível local terão de ser encontradas essas soluções”.

Perda de doses deve evitar-se mas vacinação deve respeitar prioridades – DGS

A Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda que para evitar o desperdício de doses da vacina contra a covid-19 deve vacinar-se “qualquer pessoa elegível”, mas respeitando a ordem de prioridades “na medida do possível”.

“A administração de vacinas é organizada de forma a evitar o desperdício de doses, pelo que a vacinação deve prosseguir, mesmo que não estejam vacinadas todas as pessoas identificadas como mais prioritárias dentro da Fase 1”, adianta a DGS na norma sobre a “Fase 1 da Campanha de Vacinação contra a covid-19”, divulgada no sábado e publicada no ‘site’.

A Direção-Geral da Saúde refere que nestes casos, por exemplo, “a vacinação deve prosseguir para as pessoas com comorbilidades com menos de 65 anos de idade mesmo que não estejam vacinadas todas as pessoas com 65 ou mais anos de idade”.

Segundo a DGS, “os frascos (não perfurados) que sobrarem de uma sessão vacinal” devem ser utilizados no mesmo dia e os “já perfurados não podem ser transportados”.

“A Campanha de Vacinação contra a covid-19 é planeada de acordo com a alocação das vacinas contratadas para Portugal, administradas faseadamente a grupos prioritários, até que toda a população elegível esteja vacinada”, lê-se no documento, onde constam os grupos prioritários para receber a vacina.

Entre os grupos prioritários para receber a vacina na fase 1 passam a estar também as pessoas com 80 ou mais anos.

A norma contempla questões relacionadas com o armazenamento e distribuição das vacinas e os pontos de vacinação, que podem ser adaptados, se for necessário, a esta campanha de vacinação, em articulação com as autarquias e outros parceiros.

Enquanto a disponibilidade das vacinas for limitada, designadamente na Fase 1, a vacinação é priorizada para quem mais dela beneficia, pelo que não devem ser priorizadas para vacinação as pessoas que recuperaram da infeção por SARS-CoV-2.

No entanto, nalguns contextos, como por exemplo, nos lares para idosos ou instituições similares e unidades da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, é recomendada a vacinação de todas as pessoas elegíveis, independentemente da história prévia de infeção por SARS-CoV-2, “para uma melhor gestão do plano logístico e de administração”, refere a norma.

Todos os atos vacinais devem ser registados, no momento da vacinação, na Plataforma Nacional de Registo e Gestão da Vacinação – VACINAS, onde será feita a monitorização do número de vacinas administradas.

As pessoas que forem diagnosticadas com infeção por SARS-CoV-2 após a primeira dose, não devem ser vacinadas com a segunda dose.

Segundo dados divulgados na quinta-feira pelo Governo, já tinham sido atribuídas 249.337 primeiras doses e 53.652 segundas doses de vacinas.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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