Covid-19 | Testes rápidos vão começar a ser utilizados para sintomáticos, surtos e profissionais de saúde de risco – ACES (c/áudio)

Os testes rápidos vão começar a ser utilizados para sintomáticos, surtos e profissionais de saúde de risco a partir de novembro, sendo as vantagens dos testes rápidos de antigénio (TRAg) apontadas na sua utilização para as pessoas sintomáticas, nos primeiros cinco dias de sintomas compatíveis com covid-19, a pessoas sem sintomas, mas em situações concretas, nomeadamente de surto, e a rapidez, já que oferecem a quem está no terreno, aos médicos e às equipas de saúde, resultados rápidos, que permitem implementar mais precocemente medidas de saúde pública.

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A Delegada de Saúde do ACES Médio Tejo, Maria dos Anjos Esperança, disse ao mediotejo.net que a vantagem em utilizar estes testes em surtos, como em lares, está na ajuda imediata na deteção dos casos positivos, como no caso do surto de ontem do lar do Pego (Abrantes) e onde os testes realizados permitiram identificar de forma célere 35 casos positivos entre utentes e funcionários e implementar de forma rápida as necessárias medidas de saúde pública e evitar a propagação do víris na comunidade.

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A diretora-geral da Saúde esclareceu esta semana que os testes rápidos para deteção do vírus da doença covid-19 devem ser usados em pessoas com sintomas compatíveis, casos de surto e profissionais de saúde com maior risco de exposição.

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) publicou na segunda-feira uma norma com a nova estratégia de testes rápidos de antigénio (TRAg) e Graça Freitas, na conferência de imprensa para atualização de informação sobre a pandemia de covid-19 em Portugal, explicou os três contextos em que têm indicação para serem usados à data.

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A “principal razão” para utilização de TRAg são “as pessoas sintomáticas, nos primeiros cinco dias de sintomas” compatíveis com covid-19, disse a diretora-geral da Saúde, frisando que teve “o cuidado de dizer pessoas sintomáticas e não pessoas covid-19 positivo, porque só o teste é que dará o diagnóstico”.

A segunda indicação de TRAg “é menos generalista” e refere-se “a pessoas sem sintomas, mas em situações concretas, nomeadamente de surto, em que, de facto, a rapidez [na realização de testes e na obtenção de resultados] é muito importante”.

A “grande vantagem” dos testes rápidos “é exatamente a rapidez”, já que “oferecem a quem está no terreno, aos médicos e às equipas de saúde, resultados rápidos, que permitem implementar mais precocemente medidas de saúde pública”, frisou.

Os testes rápidos de antigénio “podem ainda usar-se numa terceira situação”, ou seja, no “rastreio periódico de profissionais de saúde em contexto de maior risco de exposição”.

Graça Freitas disse que “é bastante elevada a probabilidade” de um TRAg detetar um caso positivo de infeção pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, mas deixou claro que um teste rápido de antigénio com resultado negativo numa pessoa “com forte suspeição clínica de covid-19 não dispensa a realização de um teste molecular para confirmação”.

“Portanto, um teste de antigénio rápido negativo numa pessoa fortemente suspeita obriga [a] que [se] faça um teste PCR”, sublinhou.

Segundo a diretora-geral da Saúde, “a utilização de testes rápidos vai permitir dois objetivos essenciais: reduzir e controlar ainda mais a transmissão [da covid-19] e prevenir e mitigar o impacto da doença no sistema de saúde, nos seus serviços e nas populações mais vulneráveis”.

Já a estratégia de utilização de TRAg “tem duas componentes essenciais”, sendo que a primeira é introduzir testes rápidos, além do teste molecular, de PCR, usado desde o início da pandemia, e a segunda é definir em que contextos devem ser utilizados.

Graças Freitas explicou que a DGS só agora tomou a decisão de usar TRAg, porque “estes testes são o resultado da evolução do conhecimento, já andamos há muito tempo a ouvir falar de testes rápidos”, mas “só agora temos disponíveis no mercado testes rápidos com boa sensibilidade e boa especificidade”.

Também só agora “temos indicações internacionais que dizem que é seguro utilizar” testes rápidos de antigénio “sobretudo” em pessoas com “sintomatologia compatível” com covid-19 e “nos primeiros cinco dias de sintomas”.

Segundo a diretora-geral da Saúde, a nova norma relativa os testes rápidos de antigénio só norma produz efeitos a partir do dia 09 de novembro para “garantir que todos os intervenientes no processo, que são muitos e complexos, têm tempo de se ajustar às mudanças”.

Graças Freitas frisou que a estratégia da DGS, como órgão técnico-normativo do Ministério da Saúde, “continua coesa e é a mesma desde o início: testar, seguir, rastrear, isolar”, à qual acrescentou “humanizar”.

c/LUSA

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Mário Rui Fonseca
A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.
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