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Segunda-feira, Setembro 20, 2021

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Covid-19 | Surto infeta 24 pessoas em lar de Belver após segunda toma das vacinas (c/áudio)

Quando tudo parecia tranquilo e todos estarem protegidos do vírus SARS-CoV-2 eis que, oito dias após a toma da segunda dose da vacina contra a covid-19, surge um caso positivo no Centro Social Belverense, em Belver, Gavião. A realização de testes rápidos indicou um total de 23 utentes novamente infetados, a par de uma funcionária. É possível um novo surto acontecer após a segunda dose da vacinação? É, segundo a médica de saúde pública, Maria dos Anjos Esperança. O presidente da instituição, Jorge Martins, tem dúvidas e reclamou pela realização de testes PCR. Sem sucesso.

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Com 21 utentes assintomáticos e em isolamento numa ala do lar, e dois utentes hospitalizados, Jorge Martins disse que esta segunda-feira foram realizados os testes PCR mas, por indicação da autoridade de saúde pública, mas só aos utentes e funcionários que testaram negativo”. Uma decisão que Jorge Martins diz não entender, considerando que “deveriam ser testados também os que testaram positivo, para a tranquilidade de todos e da própria estrutura funcional”.

Aliás, o dirigente, que gere agora a instituição à distância uma vez que não foi vacinado por um critério que entende “errado”, afirma ser absolutamente condenável que dirigentes tenham acesso a vacinas sem estarem nos grupos prioritários. Jorge Martins defende que pelo menos um dirigente de cada IPSS devia poder ser vacinado para poder prestar o seu serviço de proximidade e diz sentir-se “revoltado” pelos abusos tornados públicos.

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ÁUDIO: JORGE MARTINS, PRESIDENTE CENTRO SOCIAL BELVERENSE:

“Neste momento temos dois lares em funcionamento. Um para as pessoas que testaram positivo e outro para as pessoas que testaram negativo”, explica Jorge Martins, presidente da direção do Centro Social Belverense, que operacionalizou a ação diária para uma situação de surto, apontando dificuldades quer ao nível dos custos financeiros quer na própria logística da instituição, designadamente quanto à operacionalidade dos funcionários do lar.

Uma situação de todo inesperada e que surge depois de terem sido administradas a utentes e funcionários as duas doses da vacina contra a covid-19. Há justificação científica para novas infeções após a segunda toma da vacina? A delegada de Saúde Pública do ACES Médio Tejo, questionada sobre o caso, diz que sim.

ÁUDIO: MARIA DOS ANJOS ESPERANÇA, DELEGADA DE SAÚDE PÚBLICA:

 

Ao mediotejo.net o presidente da direção do Centro Social Belverense, Jorge Martins, adiantou que “23 utentes testaram positivo e 18 testaram negativo” quando testados através dos testes de diagnóstico rápidos. Vinte e um idosos da instituição encontram-se “assintomáticos”, assegurou. “Dois apresentavam sintomas, nomeadamente temperatura alta e foram ao hospital, onde estão”, acrescentou.

O Centro Social Belverense tem capacidade para 41 utentes na valência de ERPI. No total, entre utentes e funcionários, a ERPI do Centro Social contabiliza cerca de 80 pessoas.

Centro Social Belverense a braços com segundo surto desde o início da pandemia. Foto: CSB

A testagem no lar surgiu após uma utente apresentar febre e dores de cabeça no domingo, dia 31 de janeiro. Mas como tinham sido vacinados no dia 28 de janeiro pensou-se serem reações à vacinação.

Contudo, um estudo em Portugal revelou que 95 a 97% dos vacinados apresentam anticorpos apenas quinze dias depois, não estando cumprido o período para a completa imunização.

Os utentes positivos têm de ficar em isolamento por um período de 10 dias, ciclo que termina no final desta semana. Resta aguardar pelos resultados dos testes PCR hoje realizados a utentes e funcionários que acusaram negativo na bateria de testes rápidos.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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