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Sexta-feira, Setembro 17, 2021

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Covid-19 | Surto em lar do Pego que originou 11 mortes está dado como extinto (c/áudio)

O surto de covid-19 que começou em 29 de outubro no Centro Social do Pego, no concelho de Abrantes, e motivou 11 mortes foi hoje “dado como extinto”, disse a delegada de Saúde. A determinação da extinção do surto, que registou um total de 87 infetados, ocorre depois dos resultados negativos nas testagens efetuadas a utentes e funcionários na quarta-feira.

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“Os profissionais que foram testados na quarta-feira são todos negativos e os utentes que ainda estavam [com teste positivo] também são negativos, havendo apenas duas pessoas que ultrapassaram os 20 dias previstos nas normas e que, portanto, não apresentam qualquer risco de transmissão, pelo que consideramos o surto do lar do Pego extinto”, referiu a delegada de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, Maria dos Anjos Esperança.

ÁUDIO DELEGADA DE SAÚDE MÉDIO TEJO:

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Na segunda-feira, dia 07 de dezembro, a delegada de Saúde confirmou a ocorrência de mais um óbito no lar, o que fez subir para 11 o número de mortes.

A “última testagem” ficou então marcada para quarta-feira, uma vez que a capacidade de contágio terá diminuído, face ao tempo que já passou desde o início de um surto, que no dia 02 de dezembro apresentava ainda um total de 16 utentes infetados.

Maria dos Anjos Esperança acrescentou naquele dia que, dos 16 doentes infetados, quatro estavam hospitalizados e 12 em ERPI (estrutura residencial para pessoas idosas), havendo ainda sete profissionais também infetados.

“Ao fim deste tempo, as pessoas, mesmo que positivas, já não são infetantes e poderão fazer a sua vida normal”, afirmou, destacando a recuperação da doença de vários utentes com mais de 90 anos.

A responsável disse ainda que “já estão a ser feitas algumas alterações no Lar do Pego para tornar a vivência dentro da instituição o mais normal possível, o mais parecido com aquilo que era antes deste surto”.

Esta ERPI tem 65 utentes e 71 funcionários.

Os óbitos reportam-se a pessoas com idade avançada, com outras patologias respiratórias e cardíacas.

Os primeiros três óbitos foram confirmados em 11 de novembro, tendo aumentado para cinco mortes dois dias depois, altura em que estavam 15 utentes hospitalizados.

Em 14 de novembro, numa nota de pesar às famílias afetadas, publicada na página oficial na rede social Facebook, o presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, confirmou a existência de sete mortes relacionadas com a covid-19 na ERPI do Pego. No dia 17 de novembro, a delegada de Saúde confirmou o oitavo óbito na instituição, número que aumentou no dia 02 de dezembro para 10 e esta semana para 11.

Segundo os dados divulgados hoje pelo ACES do Médio Tejo, o concelho de Abrantes tem 529 casos de covid-19 desde o início da pandemia, 24 óbitos e 283 pessoas recuperadas da doença, estando o município integrado na listagem de risco moderado.

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 5.373 mortes e 340.287 casos de infeção pelo novo coronavírus, estando hoje ativos 71.266, mais 885 do que na quinta-feira.

C/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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