Covid-19 | Situação preocupante com novos casos a surgirem em todo o Médio Tejo

O Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo registou 17 novos casos de infeção com o novo coronavírus nas últimas 24 horas e os números continuam a subir de forma preocupante na região e no país. A estas novas infeções hoje confirmadas em oito dos 11 municípios do Médio Tejo, há a registar mais cinco casos na Sertã nos últimos dias e mais quatro casos em Gavião. Portugal contabiliza hoje mais 16 mortos relacionados com a covid-19 e 2.535 casos confirmados de infeção com o novo coronavírus.

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Nas últimas 24 horas, há registo de 8 casos em Torres Novas, 2 em Constância, 2 em Tomar, e um nos concelhos de Alcanena, Sardoal, Entroncamento, Mação e Ferreira do Zêzere. Sertã, no Pinhal Interior, soma mais cinco casos, e Gavião, no Alto Alentejo, tem hoje 4 casos ativos, três dos quais em Vale da Feiteira, na freguesia de Comenda, e um de um jovem estudante residente em Gavião mas a estudar em Abrantes. Nos bombeiros locais também há casos covid-19 em dois operacionais, mas que não residem no concelho.

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Nos 11 concelhos do ACES Médio Tejo, com um total de 898 casos confirmados (+17), Ourém regista 215 casos positivos, Tomar tem 189 (+2), Entroncamento 173 (+1), Torres Novas 113 (+8), Abrantes 89, Mação 46 (+1), Alcanena 31 (+1), Vila Nova da Barquinha tem 16, Constância 11 (+2), Ferreira do Zêzere 10 (+1) e Sardoal 5 casos (+1).

No ACES Médio Tejo, Ourém tem hoje 60 pessoas em vigilância ativa, seguido do Entroncamento (44), Abrantes e Torres Novas (40), Tomar (24), Alcanena (14), Constância (7), Sardoal (5), Vila Nova da Barquinha e Ferreira do Zêzere (4) e Mação (3).

Este ACES regista hoje um total acumulado de 898 pessoas infetadas (+17), 637 recuperadas (-), 245 pessoas em vigilância ativa (+22) e 23 óbitos (-).

No ACES do Pinhal Interior Sul, Vila de Rei mantém um caso de infeção desde o início da pandemia. A Sertã tem um total acumulado de 41 casos confirmados (+5), dos quais 35 pessoas estão recuperadas da doença, mantendo-se seis casos ativos.

Com cerca de 250 mil habitantes, os 13 municípios do Médio Tejo somam hoje um total de 940 casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (898 no ACES Médio Tejo e 42 no ACES Pinhal Interior Sul), 673 pessoas recuperadas (637 no ACES Médio Tejo, 35 em Sertã e 1 em Vila de Rei) e 23 óbitos.

Em todo os 13 municípios do Médio Tejo, há 774 casos de infeção registados no período pós-confinamento, mais 625 do que os reportados na fase inicial de contenção da doença.

No Alto Alentejo, Gavião tem agora 15 casos positivos (+4), tendo registado quatro casos positivos nos últimos dias. Ponte de Sor apresenta um total acumulado de 25 casos positivos. Pelo menos cinco dos casos são relativos a pessoas que não residem no concelho e que não atualizaram a sua residência fiscal, pelo que o município refere apenas a ocorrência de 20 casos.

A Lezíria do Tejo, por sua vez, apresenta hoje um total acumulado de 1408 doentes (+61), dos quais 559 casos no concelho de Santarém (+40), segundo dados da Rede Regional. A Chamusca tem um total de 47 casos confirmados (+6), entre os quais um óbito, e a Golegã regista 37 infeções. A região da Lezíria acumula 40 óbitos, 24 deles em Santarém.

O distrito de Santarém soma um total acumulado de 2306 casos (1408 na Lezíria do Tejo e 898 no ACES Médio Tejo), e um total de 63 óbitos (40 na Lezíria e 23 no ACES Médio Tejo).  A Lezíria do Tejo apresenta um total de 1014 doentes recuperados (+16) e o ACES Médio Tejo tem 637 (-), o que dá um total de 1651 pessoas recuperadas do vírus.

Portugal com mais 16 mortos e 2.535 casos confirmados

Portugal contabiliza hoje mais 16 mortos relacionados com a covid-19 e 2.535 casos confirmados de infeção com o novo coronavírus, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O número de novos casos divulgado hoje é o segundo maior desde o início da pandemia, depois de o recorde ter ocorrido em 16 de outubro, com 2.608 novos casos.

De acordo com o boletim hoje divulgado, Portugal já contabilizou 106.271 casos confirmados e 2.229 óbitos desde o início da pandemia de covid-19.

As autoridades de saúde têm 55.882 pessoas em vigilância, menos 244 do que na terça-feira. A DGS revela ainda que estão ativos 40.804 casos, mais 1.179 que na terça-feira.

Segundo o boletim epidemiológico, das 16 mortes registadas, oito ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo, quatro na região Norte, duas no Centro, uma no Alentejo e outra no Algarve.

Relativamente aos internamentos hospitalares, o boletim revela que nas últimas 24 horas há mais 35 pessoas internadas, totalizando 1.272, e 187 em cuidados intensivos, mais 11 em relação a terça-feira.

Os dados oficiais facultados desde o início da pandemia revelam que o número de hoje de internamentos está próximo dos máximos registados em abril, quando o maior número de doentes internados nos hospitais foi atingido a 16 de abril, com 1.302.

O máximo de internamentos em Unidades de Cuidados Intensivos foi registado em 07 de abril, dia em que 217 pessoas estavam nestas unidades devido à infeção com o novo coronavírus SARS-CoV-2, que provoca a doença covid-19.

Nas últimas 24 horas 1.340 doentes recuperaram, totalizando 63.238 desde o início da pandemia.

Os casos confirmados distribuem-se por todas as faixas etárias, situando-se entre os 20 e os 59 anos o registo de maior número de infeções. No total, o novo coronavírus já afetou em Portugal pelo menos 48.364 homens e 57.907 mulheres, de acordo com os casos declarados.

Do total de vítimas mortais, 1.125 eram homens e 1.104 mulheres. O maior número de óbitos continua a concentrar-se nas pessoas com mais de 80 anos.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 40,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

c/LUSA

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Mário Rui Fonseca
A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.
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