Covid-19 | Sardoal e quatro Câmaras do Médio Tejo ativaram o Fundo Emergência Abem

A Câmara Municipal de Sardoal –  bem como as de Constância, Mação, Ourém e Sertã – integra as 26 autarquias e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) que decidiram activar o Fundo de Emergência Abem Covid-19. O protocolo de emergência foi aprovado por unanimidade, esta quarta-feira, 29 de abril, em reunião de Executivo. A iniciativa pretende levar Saúde aos mais frágeis durante a pandemia do coronavírus, sendo que o Fundo de Emergência permite, sempre que necessário, a entrega ao domicílio de medicamentos, produtos e serviços de saúde.

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Sardoal “foi dos primeiros municípios a aderir” ao programa Abem, lembra o presidente da Câmara Municipal de Sardoal, Miguel Borges. “Assinei uma adenda ao contrato que tem a ver com este período da covid-19” disse. Tal implica “uma maior agilização de procedimentos em relação ao acesso das pessoas, uma maior abertura a pessoas que estão a atravessar algumas dificuldades nesta fase transitória” fruto da pandemia acrescenta.

O Município de Sardoal compromete-se a financiar “50% da comparticipação solidária Abem dos beneficiários identificados, os restantes 50% serão através do Fundo Solidário Abem” refere explicando que até então “não era assim. Financiávamos 100 euros por cada pessoa, por ano, independentemente do consumo de medicamentos que tenham”.

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Para Miguel Borges o objetivo é “permitir o acesso a este Programa a um maior número de pessoas se se enquadrarem nesta situação” de carência devido à covid-19.

Podem usufruir do Fundo de Emergência beneficiários do Programa Abem inseridos em grupos de risco e outros cidadãos que, devido à pandemia apresentem necessidades específicas, desde que referenciados por entidades parceiras do Programa (Autarquias, Instituições Particulares de Solidariedade Social, Cáritas e Misericórdias).

Entretanto, o Fundo Emergência Abem covid-19 divulgou que já conseguiu angariar 159 mil euros para ajudar famílias que tenham dificuldades de acesso a medicamentos.

Em comunicado, este movimento solidário informa que 26 autarquias e IPSS ativaram já o fundo, que atualmente assegura a entrega de medicamentos de 20 hospitais junto das famílias.

Os responsáveis desta iniciativa antecipam que as necessidades de acesso a medicamentos venham a crescer nos próximos dias, em função do crescimento de situações de desemprego e ‘lay-off’ nas empresas, pelo que estão no terreno a identificar cidadãos que, devido à pandemia do novo coronavírus, apresentem necessidades específicas para serem apoiados no acesso a medicamentos, produtos e serviços de saúde.

“A pandemia covid-19 vai levar muitas famílias a situações de carência económica que precisam da ajuda de todos nós para aceder a bens essenciais como os medicamentos. Por outro lado, há doentes de risco que necessitam de receber em casa os medicamentos hospitalares evitando deslocações a hospitais. Com a solidariedade de todos, a Emergência Abem covid-19 vem dar resposta a quem mais precisa”, refere Maria de Belém Roseira, embaixadora da Associação Dignitude, entidade promotora da iniciativa.

A distribuição dos medicamentos hospitalares, entregues por mais de 20 hospitais, permite aos cidadãos recebê-los nas suas casas ou, caso prefiram, numa farmácia local, evitando deslocações que coloquem em risco a sua saúde.

Dezenas de empresas e cidadãos solidários já contribuíram para esta causa totalizando, até ao momento, 159.106,71 euros.

Além das cinco Câmaras do Médio Tejo, aderiram ainda câmaras municipais de Alcobaça, Alfândega da Fé, Bombarral, Chaves, Estarreja, Estremoz, Felgueiras, Figueira da Foz, Mafra, Óbidos, Oleiros, Ribeira Grande, Santa Cruz, Seia, Soure e Vila Velha de Rodão. Aderiram igualmente a Junta de Freguesia de Cacia e a União das Freguesias de Caldas da Rainha – Nossa Sr.ª do Pópulo, Coto e São Gregório. Outras entidades são a Cáritas Diocesana de Bragança-Miranda, a Conferência Vicentina São João de Deus de Pedrouços e a Fundação Nunes Barata.

C/ Lusa

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Paula Mourato
A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.
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