Covid-19 | Requerentes de asilo transferidos para Santa Margarida manifestaram “hesitações”

Requerentes de asilo transferidos para Santa Margarida já foram todos testados e aguardam pelos resultados. Foto arquivo: mediotejo.net

Os 32 migrantes infetados pela covid-19 que foram transferidos para o Campo Militar de Santa Margarida, Constância, no distrito de Santarém, manifestaram “algumas hesitações” em continuarem confinados, mas “já foi resolvida essa resistência”, afirmou hoje fonte do Governo.

“Houve essas naturais dificuldades, mas os cidadãos estão a ser permanentemente acompanhados por uma equipa de mediadores, de tradutores e de apoio psicológico”, avançou à Lusa fonte oficial da Secretaria de Estado para a Integração e as Migrações, referindo-se à transferência de 32 migrantes infetados que se encontravam em quarentena na Base Aérea da Ota, em Alenquer, distrito de Lisboa, e que foram transferidos para o Campo Militar de Santa Margarida.

Na quarta-feira, os últimos 56 requerentes de asilo, dos quais 32 testaram positivo à covid-19, que se encontravam em quarentena na Base Aérea da Ota, foram transferidos para vários locais, disse hoje à agência Lusa fonte oficial da Câmara Municipal de Alenquer.

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“Relativamente à transferência dos cidadãos migrantes que estavam na Ota, confirma-se que foram transferidos. Os que tiveram resultados negativos nos testes foram para soluções de alojamento na Área Metropolitana de Lisboa. Os positivos, efetivamente, foram para o Campo Militar de Santa Margarida, para garantir o seu acompanhamento sanitário e a continuação do confinamento até terem testes negativos”, indicou fonte oficial da Secretaria de Estado para a Integração e as Migrações.

No processo de transferência dos 32 migrantes infetados, verificou-se “algumas hesitações e alguma dificuldade em entender que teriam de continuar confinados”, referiu a mesma fonte.

“Nesta transferência, perceberam que teriam de continuar confinados, portanto houve uma certa resistência, por essa razão, mas entretanto já foi resolvida essa resistência e já estão todos mesmo no campo”, reforçou fonte da Secretaria de Estado para a Integração e as Migrações.

Quanto aos 24 migrantes que testaram negativo à covid-19, a mesma fonte não tem conhecimento que tenha havido qualquer tipo de dificuldades, adiantando que os cidadãos estão a ser transferidos para diferentes locais, para soluções de alojamento na Área Metropolitana de Lisboa, em articulação com diferentes entidades, inclusive o Instituto da Segurança Social e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Segundo fonte oficial da Câmara de Alenquer, dos 56 migrantes que se encontravam na Base Aérea da Ota, 32 foram transferidos para o Campo Militar de Santa Margarida, em Constância, no distrito de Santarém, e os restantes para Lisboa, separados em dois grupos de 16 e oito e divididos por dois locais diferentes na capital.

A mesma fonte explicou que os 56 foram separados em função de testarem negativo ou positivo à covid-19, das etnias e religiões a que pertencem e face à necessidade de a Força Aérea ter de voltar a receber alunos e ter de preparar o próximo ano letivo.

Para a Unidade Militar de Santa Margarida, foram transferidos os que continuam infetados.

O primeiro grupo de 58 migrantes foi transferido da Ota em 08 de maio, seguindo-se um segundo, de 52, no dia 14.

Em 20 de abril, foram colocados em quarentena na Base Aérea da Ota, no distrito de Lisboa, 171 cidadãos estrangeiros requerentes de asilo que estavam hospedados num ‘hostel’ em Lisboa, por a grande maioria ter testado positivo à presença do novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Portugal regista hoje 1.277 mortes relacionadas com a covid-19, mais 14 do que na quarta-feira, e 29.912 infetados, mais 252, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção-Geral da Saúde.

Portugal entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

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