Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -
Terça-feira, Agosto 3, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Covid-19 | Região regista esta semana o maior número de casos desde fevereiro

Segundo os cálculos que o mediotejo.net realiza diariamente, com base nos dados oficiais das autoridades de saúde locais, Alcanena, Entroncamento e Tomar ultrapassaram hoje o patamar-limite de 120 casos por cada 100 mil habitantes que o Governo definiu para os locais de alta densidade populacional, grupo em estes três concelhos foram incluídos.

Em linha com a progressão da pandemia a nível nacional, o número de infeções pelo SARS-CoV-2 subiu de forma significativa na região nos últimos dias. Na última semana registaram-se 172 casos, o maior registo em 5 meses. É preciso recuar ao início de fevereiro para encontrar uma semana com números tão elevados.

- Publicidade -

No início deste mês registava-se um índice de transmissibilidade (Rt) inferior a 1 (0,90), o que colocava o Médio Tejo em contraciclo com as restantes sub-regiões de Lisboa e Vale do Tejo. Podia dizer-se que a situação estava “controlada”, mas nos últimos 8 a 10 dias deu-se uma inflexão, com o Rt a subir para valores de 1,20 (um pouco acima da média nacional, que está agora no 1,12) e Ourém a entrar em “situação de alerta” na listagem do Governo, onde já figurava Constância em “risco elevado”.

- Publicidade -

Segundo os cálculos que o mediotejo.net realiza diariamente, com base nos dados oficiais das autoridades de saúde locais, Alcanena, Entroncamento e Tomar ultrapassaram hoje o patamar-limite de 120 casos por cada 100 mil habitantes que o Governo definiu para os locais de alta densidade populacional, grupo em estes três concelhos foram incluídos (ver mapa). Contudo, para as decisões das autoridades de saúde são tidos em conta os valores dos 14 dias anteriores à revisão das listas de risco. A próxima revisão está prevista para 29 de julho, pelo que a evolução da pandemia nos próximos dias será determinante para estes concelhos.

Constância é o único concelho do Médio Tejo que se encontra em “risco elevado” na listagem do Governo e hoje registou mais um caso positivo, aumentando para os 571 casos por cada 100 mil habitantes – muito acima do limite de 240 fixado para os territórios de baixa densidade populacional e já no nível de “risco muito elevado” (laranja), acima dos 480 casos por 100 mil habitantes.

Ourém permanece em “situação de alerta”, registando hoje mais 3 infeções pelo SARS-CoV-2 e um valor de 157 casos por cada 100 mil habitantes. 

Nas últimas 24 horas foram contabilizadas mais 11 infeções pelo SARS-CoV-2 na região do Médio Tejo, em Constância (1), Entroncamento (1), Ourém (3), Tomar (3) e Torres Novas (3).

Há hoje 458 pessoas em vigilância ativa no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, a que se juntam 51 na Sertã e 27 em Vila de Rei, que pertencem ao Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Sul, totalizando 536 pessoas em acompanhamento pelas autoridades de saúde na região do Médio Tejo, no total.

Desde o início da pandemia foram registados 14.490 casos de infeção pelo SARS-CoV-2 na região do Médio Tejo, com 13.728 recuperados e 397 óbitos. Há neste momento 397 casos ativos.

Mais 3.261 novos casos e oito mortos em Portugal nas últimas 24 horas

Registaram-se hoje 3.261 novos casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2, com o Norte a superar a região de Lisboa e Vale do Tejo, e oito mortes atribuídas à covid-19, segundo os dados divulgados pela Direção-Geral da Saúde.

Estão internadas em enfermaria mais 25 pessoas, num total de 805 pacientes, e mais três em unidades de cuidados intensivos (UCI), onde agora se encontram 176 doentes com covid-19.

Os oito óbitos hoje contabilizados pela DGS foram registados nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo (cinco), Norte (dois) e Algarve (um). Uma das vítimas mortais hoje contabilizadas foi um homem entre os 40 e os 49 anos, com o grupo etário 60-69 anos a registar dois óbitos (um homem e mulher). As restantes cinco vítimas mortais associadas à doença covid-19 – dois homens e três mulheres – pertenciam a grupos com idades superiores aos 70 anos.

No balanço desde o início da pandemia, o maior número de óbitos continua a concentrar-se nos idosos com mais de 80 anos, seguidos da faixa etária entre os 70 e os 79 anos.

Os dados divulgados pela DGS mostram também que estão ativos mais 1.995 casos, para um total de 51.771, e que 1.258 pessoas foram dadas como recuperadas nas últimas 24 horas, o que aumenta o total nacional para 861.707 recuperados.

Sobre a caracterização etária dos novos casos de infeção confirmados, é nos jovens entre os 20 e os 29 anos (homens e mulheres) que se registaram mais casos, com mais 825 infetados nas últimas 24 horas. Seguem-se as faixas etárias seguintes, 30-39 anos e 40-49 anos, com 575 e 472 novos infetados, respetivamente, em comparação com os dados do dia anterior.

Os dados da DGS mostram ainda que as crianças entre os 0 e os 09 anos de idade registaram mais 338 casos e os jovens entre os 09 e os 19 anos contabilizaram 450 novos casos. Entre os quinquagenários registaram-se mais 293 casos, entre os sexagenários 148 novos casos e entre os septuagenários a DGS contabilizou 90 novas infeções. Na população com mais de 80 anos, o boletim da DGS dá conta de 69 novos casos.

O índice de transmissibilidade (Rt) do novo coronavírus SARS-Cov-2 em Portugal (a nível nacional) mantém-se em 1,12 e a taxa de incidência de casos de infeção por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias está, também a nível nacional, nos 355,5.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo, que tem sido o epicentro das novas infeções nas últimas semanas, foram notificados 1.279 novos contágios, contabilizando-se, até agora, nesta área geográfica 363.991 casos e 7.336 mortos.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram em Portugal 17.207 pessoas e foram diagnosticados 930.685 casos de infeção.

Manifestações em Lisboa e Porto contra medidas sanitárias impostas pelo Governo

Cerca de 600 pessoas manifestaram-se hoje em frente à Assembleia da República, em Lisboa, contra as medidas de prevenção contra a pandemia de covid-19, nomeadamente o uso obrigatório de máscara e o certificado digital de vacinação.

“Não somos gado” e “no meu corpo ninguém me toca” foram alguns dos gritos de ordem dos manifestantes que participaram nesta ação de protesto, que teve início no Terreiro do Paço e foi organizada pelo movimento “Acorda Portugal”, que se apresenta como “um grupo de cidadãos sem qualquer ligação a partidos políticos” e reclama ter juntado, “em apenas dois dias, 10 mil pessoas num grupo de redes sociais”.

Munidos de cartazes e de bandeiras de Portugal, a maioria deles sem máscara e sem cumprir o distanciamento de segurança, manifestaram o seu desagrado pelas “medidas ditatoriais” das autoridades sanitárias.

“Esta história do certificado digital apenas tem como propósito estabelecer uma ditadura e nós opomo-nos a isso. Nós prezamos os direitos humanos. Nós somos humanos. Nós não somos gado”, afirmou à agência Lusa o organizador e porta-voz do movimento “Acorda Portugal”, Daniel Leal.

Manifestação em frente à Assembleia da República, a 18 de julho de 2021. Créditos: Movimento Acorda Portugal

Também no Porto, algumas centenas de pessoas, quase todas sem máscara, manifestaram-se hoje contra o certificado digital covid-19 e outras medidas antipandémicas impostas pelo Governo, recusando balizas à liberdade de movimentos.

Os manifestantes empunhavam cartazes com frases como “liberdade, sim; segregação e opressão, não” ou “livres – não voltar atrás”.

Falando perante os manifestantes, Cátia Moura, do movimento “Acorda Portugal”, afirmou que “o que o que está em causa é a liberdade”, não concordando “com medidas completamente opressivas e absurdas”.

*C/Lusa

Sou diretora do jornal mediotejo.net e da revista Ponto, e diretora editorial da Médio Tejo Edições / Origami Livros. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome