PUB

Covid-19 | Recolher obrigatório às 13:00 no fim de semana com exceção de 25 concelhos

A maioria dos concelhos do continente português, com exceção de 25, vai ter este fim de semana proibição de circulação entre municípios e recolher obrigatório entre as 13:00 e as 05:00. Dos 13 concelhos da região do Médio Tejo só os municípios de Sardoal e de Vila de Rei estão em ‘risco moderado’. A proibição de circulação entre concelhos no fim de semana aplica-se a todos os municípios do continente, enquanto o recolher obrigatório às 13:00 de sábado e domingo abrange apenas 253 municípios.

PUB

De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, aplica-se “a todo o território nacional continental a proibição de circulação entre concelhos entre as 23:00 do dia 08 de janeiro e as 05:00 do dia 11 de janeiro de 2021, salvo por motivos de saúde, de urgência imperiosa ou outros especificamente previstos”.

O Governo decidiu “estender as regras atualmente em vigor” no combate à pandemia no território continental, no âmbito do novo estado de emergência, determinando ainda uma “medida cautelar” este fim de semana para os concelhos com maior risco.

PUB

Em conferência de imprensa, após a reunião do Conselho de Ministros, o primeiro-ministro, António Costa, explicou que essa medida inclui a proibição de circulação entre concelhos e o recolher obrigatório a partir das 13:00 e até às 05:00 do dia seguinte durante este fim de semana, medidas que se aplicam nos concelhos com mais de 240 novos casos de covid-19 por 100 mil habitantes.

“Só não se aplicam em 25 concelhos, em que o número de novos casos é inferior a 240”, revelou António Costa.

PUB

Os 25 concelhos do país que ficarão de fora destas restrições são os que se encontram sob risco moderado: Alcoutim; Aljezur; Almeida; Arronches; Barrancos; Carrazeda de Ansiães; Castanheira de Pêra; Castelo de Vide; Coruche ; Ferreira do Alentejo; Freixo de Espada à Cinta; Lagoa; Manteigas; Monchique; Odemira; Pampilhosa da Serra; Proença-a-Nova; Resende; Santiago do Cacém; Sardoal; Sernancelhe; Sines; Torre de Moncorvo; Vila de Rei; e Vila do Bispo.

Na quinta-feira, o Presidente da República decretou a renovação do estado de emergência por mais oito dias, até 15 de janeiro, para permitir medidas de contenção da covid-19.

Costa afasta no imediato suspensão da atividade letiva nas escolas

O primeiro-ministro, António Costa, descartou avançar no imediato com a suspensão da atividade letiva nas escolas devido à evolução negativa da pandemia de covid-19, mas admitiu medidas mais restritivas a partir da próxima semana.

“Há um grande consenso hoje entre os técnicos e os especialistas de que não se justifica afetar o funcionamento do ano letivo. Não devemos ter medidas que impliquem, como adotámos no ano letivo passado, a interrupção da atividade letiva”, afirmou o chefe do Governo em conferência de imprensa após o Conselho de Ministros realizado hoje.

António Costa adiantou também que vai ouvir os parceiros sociais e os restantes partidos políticos sobre a hipótese da adoção de medidas mais restritivas. Questionado sobre o cenário de um novo confinamento, rejeitou antecipar medidas e assinalou a sua “esperança” de que o aumento de casos dos últimos dois dias não se prolongue até à próxima semana.

“O que temos feito até agora é fazer incidir as medidas sobre o fim de semana; um passo em frente significa estender ao resto da semana esse tipo de medidas, portanto, adotar medidas de confinamento mais geral, do tipo que adotámos em março passado. Não queria estar a antecipar medidas, como a esperança é a última a morrer, devemos ter a esperança de que os números de ontem e hoje sejam ainda um ajustamento do período que vivemos nas últimas semanas e que os dados daqui até dia 12 não confirmem esta evolução. Se o confirmarem, é necessário fazer o que é necessário fazer”, vincou.

No horizonte do primeiro-ministro está agora a reunião com especialistas e técnicos, agendada para terça-feira no Infarmed, que deverá clarificar a evolução da pandemia no país e abrir caminho à possível adoção de medidas mais restritivas.

“Entendemos que devíamos aguardar pelo início da próxima semana para podermos dispor de dados mais sólidos, tendo em conta que o período de Natal – seja porque houve mais circulação e um menor número de testes realizados – dava indicações bastante dispares da evolução da situação”, observou António Costa, acrescentando: “Decidimos aguardar pela sessão no Infarmed no próximo dia 12 para podermos ter uma melhor clarificação da situação real da pandemia no país”.

O primeiro ministro relembrou o ‘salto’ do número de novos casos nos últimos dias, referindo que “os números registados na terça-feira passada eram 4.956” e na quarta-feira “já foram superiores a 10 mil” e anunciando ainda antes da divulgação do boletim epidemiológico de hoje da Direção-Geral da Saúde que “os novos casos praticamente chegam aos 10 mil outra vez”.

c/LUSA

PUB
PUB
Mário Rui Fonseca
A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

APOIE O NOSSO JORNAL, TORNE-SE UM LEITOR BENEMÉRITO

Se lê regularmente as nossas notícias torne-se um leitor benemérito fazendo contribuições a partir de 10€/mês, ou doando valores iguais ou superiores a 100€. Esses leitores passam a constar da ficha-técnica como apoiantes deste projeto independente de jornalismo. Pode também fazer uma contribuição pontual (5€, 10€, 20€, o que puder e quiser).