Covid-19 | PS de Ourém considera “pobre” apoio do município às pessoas

reunião de câmara de Ourém de 4 de agosto de 2020 Foto: mediotejo.net

Um tópico relacionado com os apoios a famílias e empresas no âmbito da pandemia de Covid-19 foi votado na reunião camarária de segunda-feira, 3 de agosto. Os apoios em causa eram referentes às contas da água, saneamento e resíduos sólidos e envolveram valores relativamente baixos, o que motivou uma declaração da oposição do PS a considerar “pobre” o esforço municipal a famílias e empresas. Em resposta, o presidente Luís Albuquerque (PSD-CDS) explicou que estes eram apenas parte dos apoios e que só o pagamento de dois meses de creches e a atribuição de refeições, entre outros apoios, ficara em cerca de 500 mil euros.

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A vereadora Cília Seixo (PS) começou por referir que “a análise dos Apoios COVID- 19 – Famílias e Empresas deixa os vereadores do PS francamente surpreendidos. Sempre questionamos a pobreza dos apoios propostos pelo município naquela que é a maior crise económica e financeira do século; mas olhando agora os registos, sentimo-nos indignados com a “pobreza” de recursos disponibilizados pelo executivo face às pessoas e empresas”.

Segundo a oposição, os apoios em questão foram todos feitos com base numa parceria com a Bewater em que se pagava 50% ou 100% da tarifa fixa da água, o total do saneamento e resíduos, quer às empresas quer às famílias.  O total pago às 47 empresas foi de 6 085,23 euros e a 111 famílias de 2.094.07 euros. “Menos de 1€ por família”, frisou várias vezes a vereadora.

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“Um município que se orgulha do dinheiro que tem em caixa, dos cofres cheios, que viabiliza projetos megalómanos sem avaliação de terrenos nem qualquer estudo de viabilidade económica, que se propõe adquirir um LED para colocar nas paredes da sede do concelho por 30.000 euros, apresenta como resultado do apoio financeiro às famílias e empresas de um dos municípios que mais sofreu com a pandemia um total de 8.177,38 euros!”, constatou.

“Percebemos que este executivo tem principalmente duas preocupações: fazer a contabilidade bem feita e autopromover-se a pensar nas próximas eleições. Mas até esta autopromoção está a ser feita de forma errada, porque quem vai votar são as pessoas, sr. Presidente, não são os números, as contas ou o dinheiro!!”, concluiu.

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Esta análise dos números foi porém contestada por Luís Albuquerque e pelo vice-presidente, Natálio Reis (PSD-CDS), explicando que o município concedeu apoios a outros níveis, como o pagamento de creches durante dois meses e a entrega de cabazes alimentares a pessoas carenciadas, entre outros, num investimento que rondou os 500 mil euros. No que toca à água, saneamento e resíduos sólidos, explicou-se, foram dados os apoios requeridos.

Luís Albuquerque frisaria que o balanço final de todos os apoios municipais para fazer face à pandemia vão ser apresentados em reunião, mas Cília Seixo argumentaria que se estavam a misturar assuntos.

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