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Quarta-feira, Dezembro 1, 2021

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Covid-19 | Profissionais de saúde do CHMT começaram a receber dose de reforço (C/ÁUDIO)

A dose de reforço contra a covid-19 começou a ser administrada este sábado aos profissionais de saúde do Centro Hospitalar do Médio Tejo, nos hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas. Dos mais de 2 mil profissionais, cerca de 400 vão ser vacinados este fim de semana.

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Em declarações ao mediotejo.net, Piedade Pinto, Enfermeira Diretora do CHMT, disse que “perto de 99%” dos profissionais de saúde tiveram as duas doses da vacinação, que não há ao momento profissionais infetados por covid-19, e que hoje os médicos, enfermeiros, assistentes técnicos e operacionais começaram a receber a terceira dose tendo feito notar que a vacina não só os protege como dá segurança aos doentes.

ÁUDIO | PIEDADE PINTO, ENFERMEIRA DIRETORA DO CHMT:

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“Os profissionais que estamos a vacinar neste momento são os profissionais elegíveis de acordo com a norma da DGS, são, neste sábado e domingo, os profissionais que exercem funções nos Serviços de Urgência dos três hospitais, nos cuidados intensivos e na medicina covid. Contamos para o próximo fim de semana continuar e, mantendo-se o ritmo, felizmente iremos chegar ao Natal com mais de 70% do pessoal do CHMT vacinado com as três doses”, disse Piedade Pinto.

DGS apela aos portugueses para que mantenham confiança na vacina

A diretora-geral da Saúde apelou para que os portugueses mantenham a confiança na vacina contra a covid-19, frisando que a vacinação “é neste momento necessária” e que os reforços servem para pôr “a imunidade num patamar muito elevado”

“Quero deixar aqui bem claro para se manter a confiança nas vacinas. Sempre dizemos que não sabíamos, que era uma incógnita, quanto tempo durava a imunidade”, disse aos jornalistas Graça Freitas, numa conferência de imprensa realizada no dia 18 na sede do Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde).

A diretora-geral da Saúde explicou que “há vacinas que se levam uma única vez na vida e que dão proteção para sempre”, há outras que precisam de reforços na infância e outras que precisam de reforços na idade adulta, sendo a vacina do tétano uma das que requerer reforços ao longo da vida.

“É uma excelente vacina [tétano], mas tem um prazo de duração da sua imunidade ótima. Os reforços são isso, são para reforçar melhorar, voltar a pôr a imunidade num patamar muito elevado”, precisou.

Graça Freitas realçou também que “a vacinação é necessária neste momento”, como foi na primeira etapa.

Questionada se Portugal vai atingir a meta de 1,5 milhões de pessoas vacinas até dezembro, Graça Freitas respondeu que “é mais do que uma meta, é um desígnio nacional”.

“Não depende da Direção-Geral da Saúde, nem do Serviço Nacional da Saúde, nem do núcleo que apoio, nem do Infarmed. O Estado português comprou as vacinas, as estruturas do Ministério da Saúde estão a trabalhar em conjunto, temos um núcleo de coordenação. Estamos preparados para vacinar, as administrações regionais de saúde têm a sua organização montada”, disse

A responsável sustentou que esta meta depende da adesão à vacinação das pessoas residentes em Portugal.

“Atingir esta meta está nas mãos de todos nós. O inverno é uma estação agressiva para a nossa saúde”, indicou.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou na quinta-feira que as pessoas a partir dos 18 anos que receberam a vacina contra a covid-19 da Janssen vão poder receber uma dose de reforço após 90 dias da administração da primeira

Graça Freitas disse que esta decisão surge porque há estudos internacionais que indicam uma diminuição da imunidade das pessoas que tomaram a vacina da Janssen.

A responsável avançou que se está a fazer neste momento “uma análise de vacina a vacina”, estando o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge a estudar a efetividade das vacinas por marca.

A DGS também anunciou no dia 18 que, no caso das pessoas que entre a população que está já a receber a terceira dose da vacina – a partir dos 65 anos de idade, profissionais de saúde, do setor social e bombeiros -, passam a estar também incluídos os recuperados da doença que tenham recebido uma dose.

A DGS decidiu encurtar o intervalo entre a segunda dose e a terceira para um período de 150 a 180 dias, ou seja, cinco a seis meses.

Graça Freitas explicou que os recuperados de covid-19 que vão receber a segunda dose totalizam 140 mil pessoas e o critério para a convocação da administração será a idade.

Segundo a diretora-geral da Saúde, 600 mil pessoas levaram o reforço da terceira dose da vacina contra a covid-19, a mais de um milhão foi administrada a vacina da gripe e cerca de 400 mil pessoas fizeram a coadministrarão destas duas vacinas.

Graça Freitas deu ainda conta que a administração do reforço das vacinas nos lares de idosos “está praticamente concluída, à exceção daqueles que tiveram surtos de covid”.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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