Covid-19 | Professora infetada coloca 70 alunos em quarentena em Tramagal e Abrantes

Uma professora do Agrupamento de Escolas nº2 de Abrantes acusou positivo para a covid-19, uma situação que colocou em quarentena 70 alunos, disse esta quinta-feira ao mediotejo.net o diretor do agrupamento.

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Segundo Alcino Hermínio, diretor do Agrupamento de Escolas nº 2 de Abrantes, a escola está a recorrer ao ensino à distância para assegurar a continuidade das atividades letivas até que os 70 alunos de turmas do sexto e quinto ano de duas escolas, a Otávio Duarte Ferreira, em Tramagal, e a Dr. Manuel Fernandes em Abrantes, onde a professora leciona, regressem às aulas presenciais.

O caso positivo foi identificado esta quarta-feira, tendo as autoridades de saúde pública determinado que os 70 alunos fossem colocados em quarentena nas suas residências.

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A docente informou ontem o Agrupamento que o teste de despiste ao SARS-CoV-2 “tinha tido resultado positivo e portanto seguimos os procedimentos estabelecidos que passam por contactar a autoridade de saúde e receber orientações que são estabelecidas caso a caso”, explicou o diretor ao nosso jornal.

Segundo Alcino Hermínio o Agrupamento “contactou os encarregados de educação dos alunos que tinham contactado com a professora na segunda-feira, o último dia em que a professora esteve nas escolas. Portanto, foram avisados os pais e foram dadas algumas orientações”.

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Os alunos serão testados ao novo coronavírus “na próxima segunda-feira e em função do resultado do teste seguir-se-ão as orientações da autoridade de saúde”, adiantou Alcino Hermínio, considerando, no entanto, “uma medida claramente preventiva” uma vez que retirou da conversa com a autoridade de saúde serem “muito reduzidas as hipóteses de ter havido contágio da professora para os alunos” porque “nas escolas há procedimentos muito rigorosos que têm sido cumpridos pela generalidade de todos os intervenientes”.

Alcino Hermínio, diretor do Agrupamento de Escolas nº 2 de Abrantes

O diretor realçou “o esforço de todos os alunos, professores, os assistentes para garantir as melhores condições em termos de segurança. Por isso é muito pouco provável que tenha havido algum contagiado pela senhora professora e rapidamente se voltará a uma situação normal de aulas”.

O diretor do Agrupamento acrescenta que no contacto com todos os pais a escola “aproveitou a oportunidade para tranquilizar, dar algumas orientações, cuidados a ter em casa e procurámos transmitir a atitude correta de serenidade e de muito cuidado com as medidas de prevenção do contágio, quer em casa quer nos restantes contextos sociais”.

Após mais esta situação de covid-19 Alcino Hermínio continua a considerar a escola “um local seguro porque não houve situações conhecidas de contágio dentro da escola, portanto são situações que vêm de fora e podem acontecer a qualquer um”.

O professor lembrou que “compete a cada um de nós reduzir ao mínimo as possibilidades de contágio, fazer tudo para que não haja contágio, para que nenhum de nós possa ficar contagiado e trazer para dentro da escola” situação que admite “não se pode garantir em absoluto”.

Contudo, garante que “as escolas do Agrupamento nº2 têm um Plano de Contingência, um conjunto de regras que visam reduzir o máximo possível essas hipóteses e até agora estamos a conseguir. Tem de haver muito trabalho – e há muito trabalho dos professores, dos assistentes – e muito sentido de responsabilidade dos alunos – também há, tenho de enaltecer esse espírito dos nossos alunos. Mas tem de haver um bocadinho de sorte, às vezes há um azar”.

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Paula Mourato
A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.
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