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Covid-19 | Pandemia marca discursos no Dia do Concelho de Gavião

Devido ao surto de covid-19 no lar da Santa Casa da Misericórdia de Gavião, que infetou 12 funcionários, o concelho de Gavião regista esta segunda-feira, 23 de novembro, dia de feriado municipal, 37 casos confirmados, dos quais 21 ativos, 16 recuperados e zero óbitos. Devido às últimas contas do Governo, Gavião é agora um concelho de risco elevado de propagação do novo coronavírus.

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Em declarações ao nosso jornal, o presidente da Câmara Municipal de Gavião, José Fernando Pio, referiu que “os números” de infetados por SARS-CoV-2 “mantém-se iguais aos de ontem”, ou seja, 21 casos ativos, entre eles 12 funcionários da Santa Casa da Misericórdia de Gavião sendo os restantes casos positivos para a covid-19 “no Agrupamento de Escolas de Gavião”, disse o autarca, e cinco familiares dos 12 funcionários doentes, apurou o mediotejo.net.

Neste momento, a novidade prende-se com o facto de “amanhã a Santa Casa da Misericórdia contar já com o apoio da Emergência Social” no sentido da realização de trabalho socialmente necessário, para assegurar a capacidade de resposta da instituição. Esse apoio chega “da Segurança Social e da Cruz Vermelha, sendo um deles um enfermeiro”, adianta José Pio.

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Mas o mediotejo.net sabe que mais um funcionário da Santa Casa e quatro utentes do lar testaram positivo nos testes rápidos de despiste realizados na instituição. Contudo, essa positividade para a covid-19 terá de ser confirmada pelos testes PCR, teste de diagnóstico que será realizado amanhã. Se resultar positivo, contabilizará 13 funcionários e quatro utentes da instituição doentes.

O concelho de Gavião estava fora da lista de risco elevado no dia 16 de novembro e, agora, entrou para a lista dos concelhos de risco elevado. José Pio já havia dito que “cá estaremos para assumir todas as consequências que isso possa acartar”. No entanto, assegura que Gavião “tem sido um concelho exemplar”, agradecendo a todos os munícipes o cumprimento escrupuloso das regras emanadas da Direção Geral da Saúde.

José Pio manifesta-se “plenamente de acordo” com as medidas impostas pelo Governo e transmitidas pelo primeiro-ministro António Costa. “São regras duras mas indispensáveis para que a pandemia desapareça rapidamente. E rapidamente também possamos pensar no Natal em família que é aquilo que não tivemos na Páscoa”, concluiu.

Cerimónia oficial do dia do concelho de Gavião, a 23 de novembro de 2020. Créditos: mediotejo.net

No seu discurso no dia do concelho, celebrado esta segunda-feira, 23 de novembro, o presidente declarou que “nos últimos dias somos constantemente postos à prova, a nossa força, o nosso caráter, e a nossa resiliência, levam-nos a agir rápida e eficazmente na defesa da segurança, da saúde e do bem-estar dos nossos concidadãos”.

Recordou que a Santa Casa da Misericórdia de Gavião, “e por consequência todos os gavionenses, foram atingidos nos últimos dias por um surto de SARS-CoV- 2, também o Agrupamento de Escolas de Gavião, tem sido afetado por diversos casos positivos do vírus, inquietando toda a comunidade”.

Assegura que a Câmara Municipal “tem enfrentado este grave problema de saúde pública, em estreita colaboração com a mesa administrativa, com todos os funcionários e utentes” da instituição “com a Direção do Agrupamento, com todos funcionários, pais e alunos, com toda a determinação, articulando a sua ação com as entidades públicas de saúde envolvidas no problema do novo coronavírus, sejam elas concelhias, distritais ou nacionais”.

Segundo José Pio, disponibilizando “os meios e recursos municipais necessários a esta luta contra a pandemia, seja para a execução de medidas tomadas pelas próprias instituições, seja para ajudar outras entidades públicas a melhor desenvolverem a sua ação, como as estruturas de saúde e de segurança”.

Afirma que a atual situação de pandemia “exige de nós atitudes e comportamentos a que não estávamos habituados, mas que entendemos como fundamentais para evitar a propagação do vírus e defender a saúde de todos”.

Santa Casa da Misericórdia na vila de Gavião. Créditos. mediotejo.net

Para José Pio “todos temos a obrigação de cumprir as regras que são emanadas pela Direção Geral de Saúde, sob pena de tornar inglório, todo o trabalho e esforço feito até aqui, por cada um de nós”. Um esforço que sublinha e reconhece em “todos os gavionenses”.

Reconhece que o Estado de Emergência “tem condicionado a vida das pessoas, das empresas, das instituições públicas e privadas, com custos tremendos para a nossa economia e para a nossa sociedade”.

Mas aceita que assim seja “em nome da defesa do nosso bem maior que é a vida. Importa ser resiliente, mas cauteloso, depende das atitudes individuais a vitória neste combate. Temos de agir com cautela e com uma nova consciência nas relações em sociedade – em casa, no trabalho, nas empresas e nas instituições”.

O presidente acredita que “sairemos desta privação mais fortes e unidos, para enfrentarmos os desafios que temos pela frente. As autarquias, como entidades políticas próximas dos cidadãos, atentas às suas necessidades imediatas estarão sempre na linha da frente de todas as batalhas pelo bem-estar de toda a comunidade”, conclui.

Em todos os concelhos de risco elevado, isto é, todos os que têm mais de 240 novos casos de infeção por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, mantém-se o recolher obrigatório durante a semana das 23h00 às 05h00 e o encerramento dos estabelecimentos comerciais às 22h00 e dos restaurantes e equipamentos culturais às 22h30. Nestes concelhos, estão ainda previstas ações de fiscalização do cumprimento de teletrabalho obrigatório.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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