Terça-feira, Março 2, 2021
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Covid-19 | “Os doentes não param de chegar. Temos de parar. E parar é ficar em casa”, apela CHMT (c/video)

“A situação é muito complicada. Nunca tivemos pessoas tão novas em Cuidados Intensivos. Temos 18 camas de Cuidados Intensivos cheias, temos as urgências cheias. Precisamos de perceber que temos de parar. E parar é ficar em casa”. O apelo é do presidente do Conselho de Administração (CA) do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), Carlos Andrade Costa, que fez um ponto de situação dos últimos dias nos hospitais do CHMT – em Abrantes, Tomar e Torres Novas.

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“Fique em casa” – Apelo dramático do Centro Hospitalar do Médio Tejo

Na terça-feira, dia em que a pandemia em Portugal registou 218 mortes por covid-19 e ultrapassou os 9200 óbitos, o Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) já havia lançado um apelo dramático para que a população cumpra o confinamento, com os hospitais cheios de doentes, que não param de chegar e afluir às Urgências e a necessitar de cuidados de enfermaria e cuidados intensivos. O objetivo da mensagem é só um: Fique em casa!

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Em comunicado, o CHMT diz que o alerta é para todos: “Fique em casa! Se não quer ver imagens destas no nosso país, fique em casa. Proteja-se e proteja os seus. Cuide de si, cuide de todos!”, apela, mostrando a dor da morte e recorrendo ao testemunho de uma profissional de saúde que adverte para o estado pandémico em que o país se encontra.

O CHMT revelou na segunda-feira ter 139 doentes internados devido à infeção causada pelo vírus SARS-CoV-2, 123 dos quais em enfermaria e 16 em cuidados intensivos, estando a prestação do serviço hospitalar sob “muita pressão” e com todos os recursos agora serem dedicados prioritariamente à população do Médio Tejo.

Tendo feito notar que o aumento de casos registado nas últimas semanas “tem seguido a dinâmica nacional”, o CHMT afirma que, desde o início da pandemia, em março de 2020 até ao passado dia 31 de dezembro, morreram 146 utentes internados devido à covid-19.

O Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) suspendeu a semana passada todas as visitas aos doentes internados nos hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas, devido ao “fortíssimo aumento dos casos de contágio” pelo novo coronavírus.

Em comunicado, o CHMT refere que a medida tem “efeitos imediatos” e, com a mesma, “pretende salvaguardar o melhor interesse da segurança clínica, não só dos próprios doentes, bem como dos profissionais” daquele centro hospitalar que serve cerca de 250 mil habitantes da região do Médio Tejo.

Com o mote ‘Não o queremos ver aqui. Proteja-se!’, o Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) iniciou há alguns meses uma campanha direcionada principalmente para as redes sociais e meios digitais relacionada com a pandemia de covid-19.

Fátima Pimenta, diretora do Serviço de Medicina Interna do CHMT, já alertava na ocasião para a necessidade de que “cada um tem de cumprir o seu papel. Temos doentes de todas as faixas etárias. Portanto protejam-se. Fiquem o mais possível em casa, estejam o menos tempo possível em grupo, mantenham o distanciamento social.”

O arranque desta campanha multimédia começou com a divulgação de um vídeo que mostra o trabalho médico na unidade de cuidados intensivos. O CHMT apela, nesta campanha, ao uso de máscara e à aplicação das restantes medidas de autoproteção para evitar o recurso às unidades de Saúde.

“Estou aqui por opção minha. Para cuidar dos outros. Mas não vos queremos ver aqui. não facilitem. Protejam-se!”.

Esta foi a mensagem de Susana Pedrosa, assistente operacional que todos os dias desde março tem estado a trabalhar numa das enfermarias dedicadas ao Covid-19, instalada na Unidade Hospitalar de Abrantes.

Constituído pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, separadas geograficamente entre si por cerca de 30 quilómetros, o CHMT funciona em regime de complementaridade de valências, abrangendo uma população na ordem dos 260 mil habitantes de 11 concelhos do Médio Tejo, no distrito de Santarém, Vila de Rei, de Castelo Branco, e ainda dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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