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Covid-19 | Ordem dos Psicólogos lança guia para combater “fadiga pandémica”

A Ordem dos Psicólogos lançou um guia para nos ajudar a lidar com o que já é designado como “fadiga pandémica” e que, segundo a Organização Mundial de Saúde, afetará já mais de 60% da população europeia. A pandemia exigiu uma grande capacidade de adaptação de todos nós e a Ordem dos Psicólogos diz que é natural que estejamos “fartos” desta situação, que dura há meses e não tem ainda um fim à vista.

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O documento da Ordem dos Psicólogos alerta para uma maior propensão para a depressão durante este novo período de confinamento

Agora, avisam, “para muitas famílias vão aumentar o número de factores de stresse, sobretudo para aquelas que experienciarem a doença e grandes alterações da sua rotina diária, que sejam confrontadas com situações de desemprego, que vivam com dificuldades financeiras ou que tenham de conciliar o teletrabalho com o cuidado de filhos menores ou outros familiares”.

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De acordo com um estudo do Instituto Nacional Ricardo Jorge, sete em cada dez portugueses que estiveram em quarentena acusaram sofrimento psicológico. “No primeiro confinamento, o nosso esforço e sacrifício eram alimentados pela esperança de resultados positivos, numa ‘missão’ que nos unia a todos. Neste segundo confinamento, esperamos igualmente resultados positivos, mas podemos sentir-nos mais bloqueados e menos motivados perante um futuro que permanece incerto e restrições impostas para combater a pandemia que ainda não nos permitiram regressar à ‘vida normal'”, alertam.

“É natural que nos possamos sentir menos motivados para seguir as orientações e os comportamentos de proteção, após tantos meses a viver com limitações, sacrifícios e incerteza” – mas agora é ainda mais importante seguir as recomendações das autoridades de saúde. Fica o conselho da Ordem dos Psicólogos: “Viva um dia de cada vez. Concentre-se no aqui e agora e no que neste contexto, ainda assim, pode controlar. Por exemplo, as atividades que está e pode fazer: preparar uma refeição, fazer exercício, jogar um jogo, ler um livro, ver um filme.”

Além disso, recomendam, “tente fazer, todos os dias, algo que lhe dê prazer ou um sentimento de realização (por exemplo, comer uma refeição de que goste, ler algumas páginas de um livro, ligar a um amigo, arrumar uma divisão da casa ou terminar uma tarefa do trabalho)”. Os objectivos devem ser flexíveis e realistas.

O confinamento significa isolamento físico, mas não tem de significar isolamento ou distanciamento emocional. “As relações com os outros são o que faz a nossa vida valer a pena, e essa realidade não se alterou. Por isso, é tempo de reduzir a proximidade física, mas aumentar a nossa conexão social e relacional.

A conexão com os outros é o nosso “superpoder”, torna nos mais inteligentes, felizes, produtivos e resilientes. E também ajuda a combater o impacto do confinamento na Saúde Física e Psicológica, melhorando o funcionamento cardiovascular, endócrino e do sistema imunitário”.

Se os sentimentos de ansiedade e inquietação forem excessivos e persistentes, se não sente prazer em atividades de lazer, se está profundamente triste, se tem vontade de consumir álcool em excesso, se está extremamente irritado ou agressivo, se se sentir completamente sobrecarregado ou incapaz de funcionar e fazer a sua rotina diária, se sentir que está a ficar sem controlo, PEÇA AJUDA. Ligue para a Linha de Aconselhamento Psicológico do SNS24: 808 24 24 24 (depois deve selecionar a opção 4 / aconselhamento psicológico. A chamada é gratuita e o atendimento personalizado funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Sou diretora do jornal mediotejo.net e da revista Ponto, e diretora editorial da Médio Tejo Edições / Origami Livros. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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