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Sexta-feira, Janeiro 21, 2022
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Covid-19 | Ómicron já vai ser dominante no Natal, governo pondera prolongar “pausa” de janeiro

“Vamos ter uma transmissão brutal”, e no pior momento possível. O aviso foi feito ao governo por Óscar Felgueiras, investigador e matemático que integra a equipa responsável pela estratégia contra a pandemia, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, segundo o Expresso.

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“A Ómicron está a espalhar-se a uma velocidade que ainda não vimos com nenhuma outra variante” do coronavírus, alertou também esta quinta-feira o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Ghebreyesus. 

No Reino Unido, onde a Ómicron foi detetada mais cedo do que noutros países europeus, verificou-se hoje o valor mais alto de infecções em dois anos de pandemia, com quase 80 mil novos casos positivos.

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De acordo com os dados revelados na terça-feira pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, a Ómicron é responsável por 10% dos casos em Portugal, prevendo-se que esse valor triplique até ao próximo domingo. No Natal será já a variante dominante.

A gravidade da doença parece ser inferior à provocada por outras variantes e as vacinas administradas conferem alguma proteção, segundo estudos preliminares, mas ainda não há informação suficiente.

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A multiplicação do número de infeções num curto período de tempo e em pleno Inverno é o que todos os especialistas queriam evitar. À luz dos dados que hoje conhecemos, a “fase de contenção” que o governo planeou fazer em janeiro talvez chegue demasiado tarde. A funcionar, um novo confinamento deveria ser feito já, à semelhança do que tem sido decidido noutros países europeus, para tentar travar a progressão da nova variante enquanto se reforça a vacinação.

A ministra da Saúde irá falar esta sexta-feira ao país, em conferência de imprensa, previsivelmente para alertar para os novos desafios que esta variante nos coloca, e para pedir cuidados redobrados nos encontros familiares nesta quadra.

António Costa deixou hoje expresso, por meias-palavras, que o governo não quer “cancelar o Natal” mas provavelmente irá prolongar a “pausa forçada” de janeiro. Um confinamento que durará mais uma semana, até final do mês, até ao Carnaval? Tudo irá depender da evolução e do comportamento da Ómicron, e de quanta pressão adicional conseguirão (ainda) aguentar os nossos hospitais.

Governo prevê avançar com 4.ª dose da vacina

Portugal já apresentou um pedido de compra conjunta de uma nova vacina covid-19 adaptada à variante Ómicron, para o caso de ser necessária uma quarta dose, anunciou hoje em Bruxelas o primeiro-ministro.

“Está a decorrer um processo de compra conjunta de uma vacina já adaptada à [variante do vírus] Ómicron, que estará disponível após a primavera, e já apresentámos o pedido de aquisição”, disse António Costa, em declarações à entrada para a reunião do Conselho Europeu.

O chefe do Governo explicou ainda que o pedido de compra abrange a quantidade suficiente para poder ser administrada “uma quarta dose de reforço [da vacina], se ela vier a ser necessária como, infelizmente, é de prever”.

António Costa referiu ainda esperar que essas vacinas possam ser doadas por não ter sido necessário utilizá-las.

*Com Lusa

Sou diretora do jornal mediotejo.net e da revista Ponto, e diretora editorial da Médio Tejo Edições / Origami Livros. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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