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Covid-19 | “Ó vereador, vem à procura de vacinas em sobra?” – Quaresma de Oliveira aponta “vexame” de vacinação irregular

O vereador do PSD na Câmara de Torres Novas, João Quaresma de Oliveira, abordou o caso da vacinação do vereador socialista Carlos Ramos e de como esta afetou a imagem do executivo municipal. “Entrar numa unidade de saúde e ser brindado com o cumprimento: ‘Ó vereador vem à procura de vacinas em sobra?’, não é de todo agradável”, comentou, quando “apenas uma pessoa neste executivo deu azo a esta situação, quando indevidamente aceitou tomar uma sobra de vacina ao arrepio das mais elementares regras morais e de ética política”, referiu.

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O tema da vacinação à covid-19 havia sido discutido na reunião pública de 9 de fevereiro, mas o facto do vereador Carlos Ramos ter aproveitado uma sobra, enquanto elemento da Proteção Civil, para também se vacinar, só foi tornado público posteriormente.

Na reunião de executivo do final de fevereiro, em informação enviada às redações, Quaresma de Oliveira lembrou que tanto o PSD como o BE fazem parte do executivo municipal, não obstante não tenham pelouros atribuídos e demais recursos, competindo-lhes sobretudo “fiscalizar” a gestão socialista. “Mas todos fazemos parte do executivo municipal e todos estamos sujeitos ao vexame e gozo politico pelo sucedido”, frisou.

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Quaresma de Oliveira considerou que o PS agiu com “alheamento e indiferença” à gravidade do sucedido.. “É um deixar passar o tempo, que isto também passa”, refletiu.

“No País, o Ministério Público tem na presente data cerca de três dezenas de inquérito em curso relacionadas com irregularidades no plano de vacinação. Três deles relativos a responsáveis autárquicos de Lisboa, Portimão e Reguengos de Monsaraz. Em Lisboa, o vereador responsável pela proteção civil apresentou a sua renuncia ao cargo”, lembrou.

Já em Torres Novas, continuou, “a preocupação é preparar a defesa destes factos face a uma qualquer investigação que entretanto venha a ocorrer. O vereador Carlos Ramos, que tinha responsabilidades na Proteção Civil, vai passando entre os pingos da chuva. O PS, por sua vez insiste em deixar o tempo passar, tendo-se limitado a emitir um comunicado, no qual nem se percebe a diferença entre Presidente do Partido no concelho e Presidente na Câmara. Um comunicado em que esta grave situação foi tratada como se o PS em Torres Novas e o Município se tratassem de um só. Grave de mais para passar em branco”.

Embora a lei não permita demitir o vereador, podia-se-lhe ter retirado todos os pelouros, alertou. “Até porque se trata de um vereador que, sem motivos que o justificassem, viu a sua permanência na Câmara Municipal passar de meio tempo para tempo inteiro, com a justificação de que estes tempos exigiam mais da proteção civil”, afirmou.

Quaresma de Oliveira terminou a intervenção a considerar que Carlos Ramos deveria ter colocado o lugar à disposição do presidente da Câmara ou manter-se como vereador mas sem pelouros e em regime de não permanência, “ou pura e simplesmente renunciar ao mandato”.

O vereador Carlos Ramos “violou a confiança política em si depositada e no fim de tudo isto ainda sai premiado: menos pelouros, menos trabalho, menos responsabilidade, mas as mesmas mordomias de um cargo a tempo inteiro”, criticou.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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