Covid-19 | O lado humano e solidário que a pandemia despertou

Créditos: Pixabay/mediotjeo.net

Centenas de portugueses têm publicado nos últimos dias mensagens nas redes sociais a oferecer ajuda aos vizinhos mais vulneráveis que não podem sair de casa, nomeadamente às pessoas mais velhas e doentes, enquanto no País o número de contaminados pelo novo coronavírus aumenta a cada dia.

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Na realidade, sendo a generosidade uma característica do povo português, esta onda de preocupação social não é exclusiva de Portugal mas do mundo, que atravessa a pandemia de Covid-19. As ofertas de ajuda surgiram nas redes sociais, incluindo Facebook e Twitter, havendo mesmo um movimento designado ‘ViralKindness’ (em português, “Bondade Viral”) e uma mulher da Cornualha (Inglaterra) a criar um cartão virtual para ser impresso ou partilhado entre as pessoas que se disponibilizam para ajudar (ver imagem em baixo já traduzida para português).

O lado solidário que a Covid-19 desencadeou.

O novo coronavírus também criou uma onda de generosidade nas comunidades do Médio Tejo. As ajudas para mitigar os danos do isolamento social somam-se, sejam de particulares, juntas de freguesia ou empresas. No passado fim de semana, um pedido de apoio para encontrar uma casa  em Abrantes onde as enfermeiras que trabalham no Hospital pudessem descansar em segurança foi prontamente respondido.

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O lado solidário que a Covid-19 desencadeou. Foto retirada da rede social Facebook

 

Rapidamente a mensagem se espalhou e chegaram várias respostas com ofertas de alojamento, quer em casas no centro da cidade de Abrantes quer em unidades de Turismo nos arredores, como a Quinta de Coalhos, no Pego, que estendeu a ajuda a “quem precisar de ficar em Abrantes” por causa da pandemia.

O lado solidário que a Covid-19 desencadeou. Foto retirada da rede social Facebook

Na mesma linha, e numa mensagem publicada na rede social Facebook, a Hostel 18, em Constância, colocou 8 camas à disposição de enfermeiros ou médicos. A empresa Ponto Aventura e a empresa Horta Grande associaram-se para “oferecer um cabaz de morangos e legumes e pequeno-almoço gratuito” aos profissionais e saúde que ali pernoitem.

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O lado solidário que a Covid-19 desencadeou. Foto retirada da rede social Facebook

As Juntas de Freguesia cumprem igualmente o seu papel solidário, apoiando os seus fregueses essencialmente na compra de produtos alimentares e medicamentos.

É o caso da Junta de Freguesia de Sardoal que se disponibiliza para fazer comprar no comércio local adquirindo bens essenciais, produtos farmacêuticos e ração para animais, aos residentes na Freguesia com mais de 65 anos ou que sejam doentes crónicos.

Igualmente a União de Freguesias de Mação, Penhascoso e Aboboreira, em parceria com a Cáritas, vai às compras para os seus residentes ou com mais de 65 anos ou com doença crónica. Quem necessitar de bens essenciais, produtos farmacêuticos ou comida para animais basta telefonar nas manhãs dos dias úteis para solicitar o que precisa.

O lado solidário que a Covid-19 desencadeou

Já a Junta de Freguesia de Monsanto, Alcanena, “tendo em consideração os dias de preocupação em que vivemos e iremos continuar a viver, recomendações do Governo e Plano de Contingência aprovado da Freguesia de contenção do COVID-19” considerou necessário tomar medidas adicionais que entram hoje em vigor.

Em parceria com a grande equipa de voluntários de competências várias da Unidade Local de Proteção Civil de Monsanto, a Junta de Freguesia vai ajudar a fazer as compras de quem precisa de ficar resguardado o mais possível, evitando aglomerados de pessoas.

Além do número de telefone fixo da Junta de Freguesia, que os fregueses podem ligar mesmo fora do horário indicado, estes têm ao seu dispor o contacto móvel do presidente da Junta e da secretária (Samuel Frazão e Diana Ferreira) para que os fregueses de Monsanto “sintam a necessária proximidade e sejam evitados contactos pessoais desnecessários” adverte o executivo da Freguesia.

A Junta de Freguesia de Monsanto vai às compras para os residentes na Freguesia, pessoas a partir dos 60 anos, ou com doenças crónicas, ou ainda apoiando os pais que ficam em casa com filhos menores de 12 anos.

O lado solidário que a Covid-19 desencadeou
A solidariedade chega ainda às terras de Tomar. A Junta de Freguesia de Paialvo, à semelhança das demais, ajuda os seus fregueses com mais de 65 anos ou doentes crónicos, indo à farmácia e ao minimercado.
As histórias inspiradoras multiplicam-se, como a do português João Nascimento, que lançou o desafio de criar e fabricar localmente ventiladores para apoiar os profissionais de saúde que combatem o surto na linha da frente. No segundo dia de apelo já contava com 800 especialistas de todo o mundo a quererem colaborar no Open Air, e Daniel Silva, de Torres Novas, é uma dessas pessoas, integrando como voluntário este projeto.

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