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Sábado, Maio 8, 2021

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Covid-19 | Nova fase de desconfinamento aprovada: saiba tudo o que se pode (voltar a) fazer

O Conselho de Ministros aprovou hoje as regras aplicáveis a partir de 19 de abril, no âmbito do plano de desconfinamento delineado pelo Governo. Contudo, António Costa reforça que "o dever geral de recolhimento" se mantém, pedindo contenção aos portugueses na circulação e nos contactos sociais.

O dever geral de recolhimento mantém-se, ainda que o país avance no plano de desconfinamento, disse hoje o primeiro-ministro, António Costa. O primeiro-ministro falava aos jornalistas no final da reunião de hoje do Conselho de Ministros, que decorreu no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e que aprovou as regras aplicáveis a partir de segunda-feira, 19 de abril, no âmbito do plano de desconfinamento delineado pelo Governo.

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“Esse dever mantém-se, as pessoas devem ter, na medida do possível, a contenção na circulação, a contenção nos contactos sociais, porque nós temos hoje uma taxa de incidência baixa, mas temos essa incidência baixa porque os portugueses a conquistaram num processo de confinamento muito doloroso. E a única forma que temos de manter esta taxa de incidência baixa é continuarmos a ter os comportamentos o mais adequados possível a esta situação”, disse António Costa.

António Costa esclareceu que o dever geral de recolhimento tem exceções e que “o que as medidas de desconfinamento vão fazendo é alargar a medida da exceção”, lembrando que na fase mais restritiva apenas se podia sair para compras essenciais e que neste momento já se pode sair para um conjunto mais alargado de atividades.

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No entanto, frisou a necessidade de se manterem as cautelas. “Eu diria que sempre que possamos ficar em casa, devemos ficar em casa, sempre que possamos diminuir os contactos sociais, devemos diminuir os contactos sociais, de forma a evitar que a pandemia volte a crescer”, concluiu sobre este ponto.

“Eu diria que sempre que possamos ficar em casa, devemos ficar em casa, sempre que possamos diminuir os contactos sociais, devemos diminuir os contactos sociais, de forma a evitar que a pandemia volte a crescer”

Esta abertura aplica-se à generalidade do país, exceto em sete concelhos (Alandroal, Albufeira, Beja, Carregal do Sal, Figueira da Foz, Marinha Grande e Penela), que se vão manter com as regras atualmente em vigor e quatro (Moura, Odemira, Portimão e Rio Maior), que vão recuar para as regras mais ‘apertadas’ da primeira fase de desconfinamento.

No início da conferência de imprensa o primeiro-ministro reconheceu uma evolução negativa do índice de transmissibilidade (Rt) desde o início do processo de desconfinamento, aproximando-se do “lado perigoso” da matriz de risco.

Fonte: COVID19ESTAMOSON.GOV.PT

Modalidades desportivas de “médio risco” regressam

O primeiro-ministro confirmou hoje a retoma das modalidades desportivas de médio risco, “assim como a atividade física ao ar livre de até seis pessoas”.

No lote de médio risco estão incluídas as principais modalidades coletivas, casos do andebol, basquetebol, futebol, futsal, hóquei em patins e voleibol, cujas divisões profissionais prosseguiram durante o segundo confinamento geral, em vigor desde 15 de janeiro.

Corfebol, futebol de praia, hóquei e hóquei em linha, polo aquático, aquatlon, hóquei subaquático e râguebi subaquático também regressarão ao ativo, assim como o râguebi em cadeira de rodas, que completará o leque de desportos para pessoas com deficiência.

Além das modalidades de médio risco, o Governo expande a atividade física ao ar livre até grupos de seis pessoas.

Também os treinos do desporto de formação, nesta gradação de risco, poderão voltar, na sequência do que já tinha confirmado, ainda em março, o secretário de Estado do Desporto e da Juventude, João Paulo Rebelo, cuja retoma da competição está prevista para a quarta fase de desconfinamento, a partir de 03 de Maio.

Para a frente, ficarão as modalidades de alto risco, avançando, se houver uma evolução pandémica favorável, de segunda-feira a duas semanas.

Segundo determinação da Direção-Geral da Saúde (DGS), o regresso às atividades desportivas nestes escalões tem imposição obrigatória de um teste à covid-19 antes da retoma, definindo ainda as categorias de risco, pelo tipo de modalidade ou pela situação epidemiológica a nível regional e local.

O primeiro-ministro disse ainda que, mesmo com o avançar do desconfinamento na generalidade do país, “é evidente que antes da próxima época seguramente não haverá adeptos nos estádios. É uma questão que está resolvida e clara”.

“É evidente que antes da próxima época seguramente não haverá adeptos nos estádios”

Em 01 de abril, o primeiro-ministro já tinha descartado adeptos quer no Grande Prémio de Moto GP, em Portimão, de sexta-feira a domingo, e no regresso da Fórmula 1 ao mesmo local, daqui a duas semanas.

Restauração alarga serviços e lojas reabrem 

Os restaurantes, cafés e pastelarias poderão abrir o serviço de mesa no interior, limitado a grupos de quatro pessoas, anunciou António Costa.

“Os restaurantes e cafés e pastelarias poderão, para além do serviço de esplanada, ter também serviço de mesa ou balcão, não ultrapassando o máximo de quatro pessoas”, disse o governante, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros.

A reabertura da restauração arrancou no dia 05 de abril, iniciando-se pelas esplanadas e com o limite máximo de quatro pessoas. Nesta próxima etapa de reabertura da restauração a 19 de abril, além dos clientes no interior, com um máximo de quatro pessoas, nas esplanadas o limite aumenta para seis pessoas, até às 22:00 ou 13:00 aos fins-de-semana e feriados.

A restauração terá ainda de funcionar com restrições de horários, o que deverá deixar de acontecer em 03 de maio, data a partir da qual o plano do Governo prevê que o número máximo de pessoas no interior dos restaurantes e pastelarias suba para seis e o das esplanadas para 10.

Os centros comerciais e todas as lojas podem reabrir na segunda-feira, cumprindo a lotação fixada pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

“Haverá lugar à abertura das lojas e também dos centros comerciais, independentemente da sua dimensão, mas, mais uma vez, temos de cumprir as normas de lotação fixadas pela Direção-Geral da Saúde”, disse o governante.

Fronteira com Espanha permanece fechada

As regras para a circulação aérea mantêm-se iguais na próxima fase do plano de desconfinamento que se inicia na segunda-feira e a fronteira terrestre com Espanha permanece fechada nos próximos 15 dias, anunciou o primeiro-ministro.

“Relativamente aos voos, a regra é a regra que está em vigor, portanto, na generalidade das origens que tenham menos de 500 casos por 100.000 habitantes, podem vir desde que tenham um teste. Fora isso, podem vir e sujeitar-se a teste, mais quarentena”, afirmou António Costa, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros, que esteve a apreciar a situação da pandemia em Portugal, de forma a avaliar as condições para se evoluir para a próxima etapa do processo de desconfinamento.

O governante deu o exemplo dos passageiros oriundos do Reino Unido, que continuam a poder entrar em território nacional só com o comprovativo de um teste negativo para a presença de SARS-COV-2, e dos que vêm do Brasil, que, além do teste, continuam a ter de sujeitar-se a quarentena.

Quanto à fronteira terrestre com Espanha, António Costa disse que, apesar da evolução positiva da pandemia nos dois países, continua fechada nos próximos 15 dias.

Em 03 de maio, avança a última fase deste plano cuja aplicação prática está, todavia, dependente da evolução dos contágios e do número de novos casos de covid-19.

Agência de Notícias de Portugal

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