Covid-19 | Município da Chamusca cria fundo de emergência para apoiar famílias

A Câmara Municipal da Chamusca aprovou por unanimidade, na reunião do Executivo do dia 17, realizada por videoconferência, a criação de um fundo de emergência municipal para apoio às famílias que estejam a passar dificuldades devido à situação pandémica que estamos a atravessar. A proposta, que partiu da Vice-Presidente Cláudia Moreira (PS), a quem coube apresentar e explicar o documento, pode ainda evoluir para um fundo de emergência de apoio às empresas, segundo avançou o presidente da autarquia.

Para a eleita “é visível que existem no concelho muitas famílias à beira de grandes dificuldades”. Estando o Município da Chamusca “numa situação estável em termos financeiros, não poderia deixar de criar uma solução que pudesse ajudar as famílias sobretudo aquelas que têm sido afetadas pelo desemprego e viram o seu rendimento disponível afetado”, explicou Cláudia Moreira.

O fundo tem para já uma dotação inicial de 20 mil euros e destina-se a ajudar sobretudo no pagamento de despesas regulares como renda, água, eletricidade e gás.

PUB

O regulamento associado define os apoios que são dados às famílias de acordo com patamares, beneficiando os que sofreram uma perda de rendimento superior a 25% face ao rendimento mensal do ano anterior.

Por exemplo, está previsto um valor máximo de comparticipação das rendas, que não pode ir além dos 50%. Também as despesas de eletricidade, água e gás têm um valor máximo de comparticipação.

A totalidade do apoio do fundo de emergência nunca poderá ser superior ao rendimento perdido por cada família. Além disso, os beneficiários não podem ter dívidas ao fisco nem à segurança social.

A Vereadora Gisela Matias (CDU) alertou para o risco de sobreposição de apoios e defendeu a existência de um fundo de apoio às IPSS.

O Vereador Rui Rufino (PSD-CDS) defendeu a necessidade de um orçamento retificativo, tendo os eleitos da maioria explicado que já foi aprovada uma alteração orçamental com a verba inicial necessária para o fundo.

Naquela reunião, o Presidente da Câmara, Paulo Queimado (PS), anunciou que está também a ser estudada a possibilidade de criação de um fundo de emergência para as empresas.

PUB
José Gaio
Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

APOIE O NOSSO JORNAL, TORNE-SE UM LEITOR BENEMÉRITO

Se lê regularmente as nossas notícias torne-se um leitor benemérito fazendo contribuições a partir de 10€/mês, ou doando valores iguais ou superiores a 100€. Esses leitores passam a constar da ficha-técnica como apoiantes deste projeto independente de jornalismo. Pode também fazer uma contribuição pontual (5€, 10€, 20€, o que puder e quiser).