Covid-19 | Missas adiadas ou ao ar livre em Abrantes e Sardoal para travar surto de Carvalhal (c/AUDIO)

Padre Adelino Cardoso deu conta que as missas em torno da aldeia do Carvalhal (Abrantes) foram adiadas por 15 dias ou serão realizadas ao ar livre, para evitar propagação do vírus. Foto arquivo: mediotejo.net

As autoridades de saúde pediram aos autarcas de Abrantes e Sardoal para intercederem junto dos padres da região para que adiassem o regresso das celebrações religiosas em torno da aldeia de Carvalhal (Abrantes), com 16 casos positivos de covid-19, pedido que foi aceite pelos padres. Em declarações ao mediotejo.net, o pároco Adelino Cardoso, arcipreste de Abrantes, disse que o pedido foi atendido e as missas naquelas aldeias foram adiadas ou serão realizadas ao ar livre.

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“É por um bem maior, que é a saúde das pessoas, e as celebrações religiosas em Carvalhal e nas aldeias próximas ou vão ser adiadas por 15 dias ou serão realizadas ao ar livre”, disse o religioso, a poucas horas da retoma das celebrações religiosas em Portugal no âmbito das medidas de desconfinamento definidas pelas autoridades.

O distanciamento entre os participantes e o uso de materiais de proteção vão ser os sinais mais visíveis nos templos e lugares de culto, sendo comuns a todas as celebrações religiosas, segundo as medidas de proteção estipuladas pela Direção-Geral da Saúde (DGS), tendo o padre Adelino Cardoso lembrado algumas das medidas implementadas e obrigatórias dentro das igrejas, como o distanciamento social de dois metros, ou o uso obrigatório de máscara.

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Cada confissão tem ainda de adaptar os seus rituais específicos às novas regras, com o objetivo de tentar fornecer a maior segurança possível a todos os envolvidos nas cerimónias.

A Delegada de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, Maria dos Anjos Esperança, havia solicitado o apoio dos autarcas de Abrantes e de Sardoal para tentarem sensibilizar os párocos das freguesias em redor do Carvalhal, para adiassem a retoma das celebrações por 15 dias, tendo manifestado a sua satisfação por esta decisão da igreja.

Nesse sentido, a delegada de saúde apelou à Igreja para que “colabore no sentido de se dar início às celebrações, pelo menos nos locais próximos daquela localidade, não agora, mas dentro de, pelo menos, 15 dias”, lembrado que “o período de incubação da doença é de 2 a 14 dias” e que, “com a sensibilização de todos, se podem evitar novos casos de doença”.

O objetivo é evitar a concentração de pessoas e ajudar a prevenir e a travar a propagação do vírus.

Afirmando que “o sucesso das medidas preconizadas depende dos cidadãos”, a responsável defendeu que, “nesta altura, deve-se “evitar todas as manifestações que possam gerar um aglomerado de pessoas” por ser “difícil manter um afastamento de, pelo menos, dois metros” entre os cidadãos.

Quanto ao surto no lar em Carvalhal, Maria dos Anjos Esperança disse que está em curso a “investigação necessária para circunscrever o mais possível o aparecimento de novos casos”.~

Um “pequeno surto” de covid-19 foi detetado num lar em Carvalhal no dia 22 de maio e infetou um total de 16 pessoas (15 pessoas do lar e um habitante da aldeia), tendo aquela instituição sido evacuada no domingo e os utentes internados na unidade hospitalar de Abrantes, do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT).

c/LUSA

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