Covid-19 | Médio Tejo regista oito casos, Portugal ultrapassa a barreira das mil infeções

O Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo registou oito novos doentes por covid-19 nas últimas 24 horas, num dia em Portugal teve 1278 infetados. Foto ilustrativa: DR

O Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo registou oito novos casos por covid-19 nas últimas 24 horas, com dois casos em cada um dos concelhos de Abrantes, Entroncamento, Tomar, e Ourém. A Unidade de Saúde Familiar (USF) D. Francisco de Almeida, em Abrantes, que havia encerrado no dia 2 por infeção de um profissional, voltou hoje a abrir portas. Portugal voltou hoje a ultrapassar a barreira das 1.000 infeções diárias por covid-19, atingindo 1.278 casos.

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O número de óbitos de utentes do Lar dos Ferroviários, no Entroncamento, infetados com o novo coronavírus SARS-CoV-2 subiu para sete (um deles inconclusivo), permanecendo internados cinco dos 45 idosos positivos, disse hoje o presidente do município. O presidente da Câmara Municipal do Entroncamento, Jorge Faria (PS), referiu à Lusa que estão a ser feitos hoje novos testes a utentes e funcionários, num total de 112, contando ter na sexta-feira um valor atualizado de casos da covid-19 na instituição.

A Delegada de Saúde Pública, Maria dos Anjos Esperança, já havia dado conta de 62 casos ativos no surto do lar dos Ferroviários, 46 dos quais em utentes e 16 em funcionários, com seis pessoas internados no hospital de Abrantes (cinco utentes e um funcionário) e um total de sete óbitos em utentes naquela instituição.

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Nos 11 concelhos do ACES Médio Tejo, com um total de 783 casos confirmados (+8), Ourém regista 187 casos positivos, Tomar tem 170 (+2), Entroncamento 158 (+2), Torres Novas 91, Abrantes 77 (+2), Mação 40, Alcanena 28, Vila Nova da Barquinha 13, Ferreira do Zêzere 9 e Constância 7. Sardoal tem 3 casos confirmados desde o início da pandemia.

No ACES Médio Tejo, o Entroncamento tem hoje 59 pessoas em vigilância ativa, seguido de Ourém (40), Alcanena (29), de Torres Novas (27), Tomar (22), Abrantes (16), Vila Nova da Barquinha (5), Ferreira do Zêzere, Constância, Mação e Sardoal (1).

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Este ACES regista hoje um total acumulado de 783 pessoas infetadas (+8), 465 recuperadas (-), 202 pessoas em vigilância ativa (-18) e 21 óbitos (-).

No ACES do Pinhal Interior Sul, Vila de Rei mantém um caso de infeção desde o início da pandemia. A Sertã tem um total acumulado de 36 casos confirmados, dos quais 12 pessoas estão recuperadas da doença e 24 casos mantêm-se ativos.

Com cerca de 250 mil habitantes, os 13 municípios do Médio Tejo somam hoje um total de 820 casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (783 no ACES Médio Tejo e 37 no ACES Pinhal Interior Sul), 478 pessoas recuperadas (465 no ACES Médio Tejo, 12 em Sertã e 1 em Vila de Rei) e 21 óbitos.

Em todo os 13 municípios do Médio Tejo, há 661 casos de infeção registados no período pós-confinamento, mais 512 do que os reportados na fase inicial de contenção da doença.

No Alto Alentejo, Gavião registou em agosto os únicos nove casos de covid-19. Ponte de Sor apresenta um total acumulado de 23 casos positivos. Pelo menos cinco dos casos são relativos a pessoas que não residem no concelho e que não atualizaram a sua residência fiscal, pelo que o município refere apenas a ocorrência de 18 casos.

A Lezíria do Tejo, por sua vez, apresenta um total acumulado de 1162 doentes (+10), dos quais 447 casos no concelho de Santarém, segundo dados da Rede Regional. A Chamusca tem um total de 27 casos confirmados, entre os quais um óbito, e a Golegã tem um total de 35 infeções (+1). A região da Lezíria regista 36 óbitos, 23 deles em Santarém.

O distrito de Santarém soma um total acumulado de 1945 casos (1162 na Lezíria do Tejo e 783 no ACES Médio Tejo), e um total de 57 óbitos (36 na Lezíria e 21 no ACES Médio Tejo).  A Lezíria do Tejo apresenta um total de 882 doentes recuperados (+35) e o ACES Médio Tejo tem 465 (-), o que dá um total de 1347 pessoas recuperadas do vírus.

Portugal regista 1.278 infetados nas últimas 24 horas

Portugal voltou hoje a ultrapassar a barreira das 1.000 infeções diárias por covid-19, atingindo 1.278 casos, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Desde o início da pandemia, em março, este é o segundo maior número de casos de infeção. O maior foi em 10 de abril com 1.516. O terceiro dia com mais casos registados foi em 31 de março com 1.035.

Os dados de hoje revelam ainda que nas últimas 24 horas se registaram 10 mortes relacionadas com a covid-19. No total, Portugal já registou 2.050 mortes e 82.534 casos de infeção, estando hoje ativos 28.967 casos, mais 788 do que na quarta-feira.

A DGS indica que das 10 mortes registadas, três ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde também se verifica o maior número de infeções, cinco na região Norte e duas na região Centro.

Relativamente aos internamentos hospitalares, o boletim revela que estão internadas 801 pessoas (mais 37 nas últimas 24 horas), das quais 115 em cuidados intensivos (mais 11 em relação a quarta-feira).

As autoridades de saúde têm em vigilância 46.182 contactos, mais 159 em relação a quinta-feira, e 480 doentes foram dados como recuperados nas últimas 24 horas.

Desde o início da pandemia em Portugal já recuperaram da doença 51.517 pessoas.

Os casos confirmados distribuem-se por todas as faixas etárias, situando-se entre os 20 e os 59 anos o registo de maior número de infeções. A faixa etária 40 e os 49 é a que regista o valor mais elevado.

O novo coronavírus já infetou em Portugal pelo menos 37.514 homens e 45.020 mulheres, de acordo com os casos declarados. Do total de vítimas mortais, 1030 eram homens e 1020 mulheres. O maior número de óbitos continua a concentrar-se nas pessoas com mais de 80 anos.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e cinquenta e um mil mortos e mais de 35,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

c/LUSA

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