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Covid-19 | Médio Tejo com quatro grandes centros de vacinação em Abrantes, Ourém, Tomar e Torres Novas

O Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo definiu quatro grandes centros para a 2ª fase do plano nacional de vacinação contra a covid-19, em espaços de grandes dimensões, e que, em Abrantes, irá decorrer no Quartel dos Bombeiros, em Ourém no Centro de Exposições, em Tomar no pavilhão Jácome Ratton, e em Torres Novas no Palácio dos Desportos. Além destes espaços, que devem continuar a servir as restantes fases do plano nacional de vacinação, os centros de saúde de cada concelho vão também integrar o processo.

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A 2ª fase do plano de vacinação nacional contra a covid-19 teve início a 8 de fevereiro, com a vacinação de idosos com 80 ou mais anos e pessoas com mais de 50 anos e com patologias associadas (insuficiência cardíaca, doença coronária, insuficiência renal ou doença respiratória crónica sob suporte ventilatório e/ou oxigenoterapia de longa duração), tendo o primeiro-ministro, António Costa, fixado hoje como objetivo vacinar 1,4 milhões de portugueses até “ao princípio de” abril, depois de já terem sido administradas mais de “meio milhão de vacinas”.

“Na semana passada, ultrapassámos o meio milhão de vacinas já administradas, o objetivo que temos é que, até ao princípio de abril, consigamos cumprir o objetivo de vacinar 1,4 milhões de portugueses entre aqueles que estão nos grupos de riscos prioritários e os que prestam serviços nos serviços essenciais”, afirmou António Costa.

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Pavilhão Jácome Ratton acolhe em Tomar um dos grandes centros de vacinação no Médio Tejo. Foto: DR

Numa altura em que está a arrancar a nova fase da vacinação contra a covid-19, o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo esteve nos últimos dias a afinar processos e a articular com os municípios a escolha de espaços para a administração das vacinas. Os quatro grandes centros de vacinação em Torres Novas, Tomar, Ourém e Abrantes resultam de espaços cedidos, de grandes dimensões, e que permitem acolher muitos utentes em simultâneo, mantendo as regras de distanciamento social.

A par destes, haverá igualmente “polos de vacinação nas sedes dos centros de saúde de todos os concelhos” de forma a “facilitar a vacinação de pessoas com mais dificuldade de mobilidade”, disse ao mediotejo.net Diana Leiria, diretora executiva do ACES Médio Tejo.

“Nos grandes centros de vacinação teremos em média 4 postos de vacinação, com dois enfermeiros por posto. As equipas serão acompanhadas por médico. As nossas equipas terão ainda o apoio de uma ambulância e dois bombeiros e ainda a colaboração da proteção civil e autarquias nalguns aspetos logísticos”, referiu a responsável.

Quartel dos Bombeiros Voluntários de Abrantes. Créditos: CMA

Questionada sobre o ritmo de vacinação e a calendarização da mesma, Diana Leiria disse que o mesmo “dependerá da quantidade de vacinas rececionadas em cada semana”, e que estão contabilizados 12.500 utentes inscritos nas unidades de saúde com idade igual ou superior a 50 anos e pelo menos uma das patologias referenciadas registada no sistema.

A vacinação de idosos com 80 ou mais anos e de pessoas com mais de 50 anos com doenças associadas arrancou na quinta-feira e sexta-feira em Mação com 102 vacinas, prosseguindo na sexta-feira e sábado com a vacinação de 220 bombeiros. Na próxima semana o processo de inoculação estender-se-á a outros concelhos desta sub-região, ainda não especificados e em quantidades ainda não apuradas.

Relativamente à organização e planeamento, Diana Leiria reconheceu que “não é fácil compatibilizar todo o trabalho realizado na sequência da pandemia com a atividade normal. Temos priorizado a vacinação, sem descurar o atendimento urgente ou inadiável aos nossos utentes. Tal só é possível com muitas horas de trabalho para além das obrigações contratuais de todos os nossos profissionais que, apesar do cansaço, se mantém no ativo com um enorme sentido de missão pública. Os nossos recursos humanos são verdadeiros heróis”, frisou.

Questionada sobre o apoio dado pelos municípios, a diretora executiva do ACES Médio Tejo que “as autarquias têm sido nossos parceiros privilegiados”.

“Têm apoiado disponibilizando espaços, computadores, transporte das nossas equipas e até refeições, pois com o confinamento não poderíamos ter tantos profissionais a vacinar fora das nossas unidades sem garantir alimentação”, afirmou.

Palácio dos Desportos em Torres Novas. Foto: DR

Ao longo da última semana o ACES Médio Tejo esteve a administrar segundas doses aos seus profissionais, bem como a utentes e profissionais de Estruturas Residenciais Para Idosos (ERPI), tendo, até ao momento [dia 12 de fevereiro], e desde o dia 05 de janeiro, o processo de vacinação decorrido “em 178 ERPI e similares, num total de 7.700 pessoas, 60% das quais já com a segunda dose”.

Estão ainda “elencadas mais de uma dezena de instituições que não foram vacinadas ou não completaram a vacinação por ter surgido um surto”, as quais serão vacinadas assim que haja a validação de fim de surto pela respetiva autoridade de saúde.

No total, “94% dos profissionais elegíveis estão vacinados, a grande maioria com a segunda dose”, destacou Diana Leiria.

Diana Leiria, diretora executiva do ACES Médio Tejo. Créditos: mediotejo.net

Na sequência da atualização do plano nacional foram integrados para vacinação contra a covid-19 todos os idosos com 80 ou mais anos, independentemente de terem qualquer comorbilidade ou doença.

Além desses, serão vacinadas as cerca de 400 mil pessoas a nível nacional com 50 ou mais anos e que tenham, pelo menos, uma das seguintes patologias: insuficiência cardíaca, doença coronária, insuficiência renal ou doença respiratória crónica sob suporte ventilatório e/ou oxigenoterapia de longa duração.

A convocatória de idosos com 80 anos ou mais e de pessoas com doenças de risco entre os 50 e 79 anos será preferencialmente feita por mensagem SMS, sempre que haja informação do número de telemóvel do utente no sistema.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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