Covid-19 | Maternidade regressa à Unidade Hospitalar de Abrantes depois de quatro meses em Torres Novas

Depois do CHMT, também Leiria volta a aceitar acompanhantes no parto. Foto ilustrativa: Christian Bowen/Unsplash

Os Serviços de Ginecologia, de Obstetrícia e a Unidade de Cuidados Neonatais do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) regressam à Unidade Hospitalar de Abrantes a partir das 9:00 de quinta-feira, dia 23 de julho, anunciou a administração do centro hospitalar. A maternidade de Abrantes foi transferida provisoriamente para Torres Novas no final de março no âmbito da estratégia preconizada para assistência a doentes covid-19 no CHMT.

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Em comunicado, o CHMT dá conta que a transferência da Maternidade transferida para Torres Novas para a Unidade Hospitalar de Abrantes far-se-á durante os dias 20, 21 e 22 de julho. Durante este período será suspensa a atividade do Serviço de Urgência Obstétrica no Centro Hospitalar do Médio Tejo, devendo as utentes dirigirem-se ao Hospital de Santarém ou ao Centro Hospitalar de Leiria ou, ainda, à Unidade Local de Saúde de Castelo Branco. Nos dias 20 e 21 de julho, apesar de já não haver inscrições e/ou admissões de utentes, estará em presença física um Ginecologista-Obstetra, na Unidade Hospitalar de Torres Novas, para eventuais esclarecimentos e atuação exclusivamente emergente.

A Maternidade iniciará a respetiva atividade assistencial na Unidade Hospitalar de Abrantes, no piso 5, a partir da 9:00 do dia 23 de julho, próxima quinta-feira.

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A administração do CHMT, presidida por Carlos Andrade Costa, dá ainda conta que “durante o período em que a Maternidade esteve na Unidade Hospitalar de Torres Novas foram executadas obras de requalificação na Unidade Hospitalar de Abrantes que permitem que os Serviços de Ginecologia, de Obstetrícia e a Unidade de Cuidados Neonatais, ao regressar a esta Unidade hospitalar, ocupem a totalidade do 5º piso,  ficando desta forma protegido e, assim, reforçadas, ainda mais, as condições de segurança para utentes e profissionais de saúde e face a esta nova realidade do Covid-19”.

“As parturientes passam a ter um circuito próprio, estanque e definido”, sublinha a nota informativa. “Entram pela entrada principal, no piso 3, e vão diretamente ao piso 5, onde fazem a sua inscrição e triagem”, pode ler-se.

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O Bloco Cirúrgico para parturientes confirmadamente “não covid19” é, também, no piso 5. Ou seja, no caso de ser necessária a realização de cesariana, esta acontecerá também no piso 5, cujo Bloco Operatório foi igualmente alvo de obras de requalificação.

“Com estas obras de requalificação executadas durante os últimos meses estão reunidas as condições que permitem este regresso da Maternidade à Unidade Hospitalar de Abrantes, em condições reforçadas de segurança para as grávidas e para os profissionais de saúde neste novo contexto de Covid 19”, sublinha a mesma nota informativa.

O regresso dos Serviços de Ginecologia, de Obstetrícia e Unidade de Cuidados Neonatais à Unidade Hospitalar de Abrantes vai “libertar o Bloco Operatório da Unidade Hospitalar de Torres Novas, que verá a sua atividade cirúrgica retomada e aumentada em várias especialidades cirúrgicas”, acrescenta.

Depois do Serviço de Oftalmologia, instalado na Unidade Hospitalar de Tomar, mas que desdobrou tempo cirúrgico e está já a operar na Unidade de Torres Novas, outras especialidades cirúrgicas utilizarão o Bloco Operatório desta Unidade, para recuperar os tempos médios de espera para cirurgia, fortemente afetados pela contingência da Covid-19, conclui a nota informativa.

Constituído pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, separadas geograficamente entre si por cerca de 30 quilómetros, o CHMT funciona em regime de complementaridade de valências, abrangendo uma população na ordem dos 260 mil habitantes de 11 concelhos do Médio Tejo, no distrito de Santarém, Vila de Rei, de Castelo Branco, e ainda dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.

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