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Covid-19 | Manifestação pela Cultura e ‘Fado na Assembleia’ dia 1 de março

A iniciativa “Fado na Assembleia”, uma noite de manifestação artística para defender a Cultura portuguesa até que “a voz nos doa”, tem lugar no dia 1 de março, às 21h00, a cantar e a tocar num palco que terá como cenário a Assembleia da República. Uma das fadistas participantes no evento é Dora Maria, de Abrantes. 

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O evento tem como principal objetivo “manifestar e honrar os direitos e valores culturais e profissionais, em forma de amor à arte, à música e aos nossos intérpretes e músicos de Fado”, expressa a organização em nota de imprensa.

“Vamos fazer um verdadeiro ‘canto de esperança’ e da nossa saudade em estarmos nos palcos e casas de fado a trabalhar, cantando”, lê-se na mesma nota.

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Uma das fadistas participantes no evento é Dora Maria, de Abrantes. Ao mediotejo.net declara que a finalidade da iniciativa passa por “através da arte manifestarmos que estamos aqui, que existimos, que a arte é também o nosso modo de subsistência e que a Cultura é essencial para o País. Não só para nós enquanto artistas mas para manter as mentes sãs das pessoas. É fundamental, um bem precioso, algo não deve ser descurado e afastado da forma que tem estado a ser. Queremos dar o nosso grito através do canto” explica.

Todos os intérpretes de Fado e músicos que queiram manifestar-se desta forma, que segundo a organização “será uma forma digna e representativa da classe”, estão convidados a marcar a sua presença, garantindo-se também “todas as normas de saúde pública e segurança”.

A fadista Dora Maria. Créditos: fotografia publicada no Facebook da artista

Dora Maria nota que a Cultura tem sido um dos sectores mais afetados pela pandemia de covid-19. “Como sabemos os teatros, as casas de fado estão fechadas, estas ligadas à restauração sector também encerrado. Tem havido muito poucos apoios ou quase nenhuns, para quem vive só da música. Tem sido muito difícil” confessa.

Mas esta ação vai para além da economia, os fadistas apelam ao regresso da Cultura. “Um país sem Cultura é um país empobrecido e ausente até de sanidade mental. É importante para as pessoas continuarem a ler, a ouvir música, queremos efetivamente dizer que estamos aqui para o País. Dizer que nós fadistas e que o Fado enquanto Património Imaterial da Humanidade, estamos aqui para ajudar, apoiar na solidão e nos momentos mais difíceis. Para enriquecer o País com Cultura” acrescenta Dora Maria.

Esta iniciativa conta com a organização do movimento Defender Portugal, existente desde 2018 e desde o dia 30 de janeiro em protesto em frente à Assembleia da República para mostrar descontentamento relativamente às medidas impostas pelo Governo para combater a covid-19. “Uma manifestação sem data limite para terminar”, disse o líder do movimento, Luís Freire, ao jornal mediotejo.net.

A iniciativa ‘Fado na Assembleia, “é uma das dinâmicas da manifestação, no âmbito da Cultura. Tem a ver com o manifesto ‘Defender Portugal’ que escrevemos. De alguma forma sensibilizar para as medidas que afetam o setor da Cultura e os artistas”.

De acordo com Luís Freire a iniciativa pretende chamar a atenção para outros problemas, não só de índole financeira. “Esse é um risco das medidas, mas efetivamente a matéria primária é o confinamento da Cultura que não pode existir porque a Cultura é História e tem de existir, tem de estar sempre presente. Estas medidas vieram bloquear a Cultura, um ato que tem de estar a todo o tempo ativo”.

Luís Freire destaca além do problema financeiro, “o psicológico e emocional. Estas pessoas precisam de colocar cá fora, todos os dias, sempre que sentem necessidade de o fazer, na sua cabeça, no seu íntimo, que é a demonstração da Cultura; quer seja pelo canto seja pela escrita” ou qualquer outra forma artística, vinca.

Por isso, o movimento Defender Portugal tem previstas outras iniciativas. “Duas no dia 1 de março, faz um mês que estamos aqui, no contexto da manifestação. Uma no âmbito ambiental e também para as pessoas começarem a interagir à volta de uma tampa, um campanha nacional de recolha de tampas com o objetivo de cariz social e o ‘Fado na Assembleia'”.

Explica que o movimento trabalha ainda “na implementação de medidas no futuro, em unir e despertar as pessoas. Vamos marcar uma manifestação no Porto no âmbito do nosso manifesto” que foi lido na Assembleia da República a 13 de dezembro de 2020 e entregue ao Presidente da República e a toda a classe política, explica.

Luís Freire, e o movimento que lidera, continua à espera de respostas dos decisores políticos. “Silêncio. O senhor primeiro-ministro agradeceu o manifesto e reencaminhou para quem de direito, o senhor Presidente da República recebeu e agradeceu o manifesto mas em termos concretos daquilo que se pedia; audiência para debater estas matérias e vincular alguns avisos, alertas e conselhos que o manifesto leva e falar sobre as soluções que possam ser implementadas em todos os setores da sociedade para mitigar os riscos, não responderam simplesmente a nada” assegura.

O Defender Portugal, segundo Luís Freire trata-se de um movimento “formado por portugueses que têm como único interesse unir e regenerar Portugal, com isenção total de partidos políticos. Não há qualquer interesse, nem colagem a qualquer partido político” vinca.

Chama-lhe “estratégia de ação. Em breve vai ser conhecido um dos projetos que está a ser feito há cerca de 20 anos que é a constituição da Associação Internacional de Prevenção Civil, na fase final de constituição, que está dentro do âmbito desta operação. É um ato de prevenção civil que faltou em Portugal e no mundo durante décadas”.

Diz terem constatado que “por falta de prevenção, cuidado, respeito, senso preventivo, medidas exequíveis, medidas com algum cuidado nos impactos, nas pessoas, foi por falta disso” que chegamos à atual situação e “como tal estamos a reativar um projeto com 20 anos. Vamos até ao fim, ou seja, só saímos daqui quando Portugal estiver no caminho do cuidado no que confere à sociedade civil na mitigação dos riscos, acelerados pelas medidas completamente contraproducentes de toda a classe política desde o 25 de Abril de 1974” considerou Luís Freire.

A organização pede, por uma questão de saúde pública, que se evite ajuntamentos e que apenas os interessados em manifestarem-se estejam presentes. O público pode acompanhar o ‘Fado na Assembleia’ através das redes sociais:

https://www.facebook.com/defenderportugal2020

https://www.facebook.com/NBarrosoProducoes

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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