Covid-19 | “Isolamento social foi das decisões mais importantes para prevenirmos esta doença” – Delegada de Saúde Médio Tejo (C/AUDIO)

Maria dos Anjos Esperança tem sido a porta-voz da Saúde Pública na região neste momento de crise, mas salienta o trabalho de informação e prevenção da restante equipa Foto: DR

O Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo registou no Entroncamento, nas últimas 24 horas, um novo caso de doença por covid-19, num dia que mais cinco pessoas foram dadas como totalmente recuperadas da doença e há 55 pessoas em vigilância ativa. A tendência dos últimos dias reflete um número crescente de pessoas a regressar à sua vida normal e uma descida continuada de novos casos de infeção na região.

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Desde o início da pandemia e do 1º caso registado no Médio Tejo (a 16 de março), nos cerca de 230 mil habitantes, os 11 municípios apresentam um total de 487 pessoas infetadas (0,2%, ou seja, 241 casos por cada 100 mil habitantes), das quais 363 já recuperaram da doença (74.5%) e há 15 óbitos a lamentar (3,1% de taxa de letalidade). Os números são baixos, comparativamente a outras regiões do país, e a Delegada de Saúde é peremptória: “O isolamento social foi das decisões mais importantes para prevenirmos esta doença.”

Cinco meses depois do 1º caso na região (que ocorreu no concelho de Tomar) a Delegada de Saúde traça ao mediotejo.net a perspetiva da evolução do vírus na região, lembra os casos mais  difíceis e as histórias de vida relacionadas com a pandemia, as faixas etárias mais afetadas, os surtos mais difíceis de gerir, e desenha o quadro do que poderemos esperar no Inverno, desde já com a antecipação das vacinas para a gripe sazonal.

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No total, o distrito de Santarém apresenta hoje um total acumulado de 1198 casos (711 na Lezíria do Tejo e 487 no ACES Médio Tejo) dos quais 954 pessoas recuperaram da doença. Há 39 óbitos a registar no distrito (24 na Lezíria e 15 no ACES Médio Tejo).

Nos 11 concelhos do ACES Médio Tejo, Tomar regista um total de 135 casos positivos, seguido de Ourém (115), de Torres Novas (67), Abrantes (51), Entroncamento (46), Mação (26), Alcanena (22), Vila Nova da Barquinha (11), Ferreira do Zêzere (8), Constância (4) e Sardoal (2). O ACES Médio Tejo regista hoje um total acumulado de 487 pessoas infetadas (+1), 363 recuperadas (+5), 55 pessoas em vigilância ativa (-8) e 15 óbitos (-).

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O município de Torres Novas tem hoje 19 pessoas em vigilância ativa, seguido de Abrantes e Tomar (7), Entroncamento (6), Vila Nova da Barquinha (5), Mação e Ourém (4), e Constância (3). Ferreira do Zêzere, Alcanena e Sardoal não têm pessoas em vigilância ativa.

Com os 12 casos que se registam agora no ACES Pinhal Interior Sul, onde se inclui Sertã (11 casos) e Vila de Rei (1 caso), a região do Médio Tejo soma um total de 499 casos de doenças confirmadas, 373 pessoas recuperadas e 15 óbitos (3,1% de taxa de letalidade).

Em todo os 13 municípios do Médio Tejo, há 350 casos de infeção registados no período pós-confinamento, mais 201 do que os reportados na fase inicial de contenção da doença.

No Alto Alentejo, Gavião registou este mês em Belver os primeiros nove casos de covid-19. O surto parou por ali. Ponte de Sor apresenta hoje um total acumulado de 18 casos positivos. Pelo menos cinco dos casos são relativos a pessoas que não residem no concelho e que não atualizaram a sua residência fiscal.

A Lezíria do Tejo, por sua vez, apresenta um total acumulado de 711 doentes, dos quais 237 casos no concelho de Santarém, segundo dados da Rede Regional. A Chamusca tem agora um total de 12 doentes, entre os quais um óbito a lamentar. A Golegã tem um total de 10 infeções. A região da Lezíria regista 24 óbitos, 12 dos quais em Santarém.

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O distrito de Santarém soma um total acumulado de 1198 casos (711 na Lezíria do Tejo e 487 no ACES Médio Tejo), e um total de 39 óbitos (24 na Lezíria e 15 no ACES Médio Tejo).  A Lezíria do Tejo apresenta um total de 591 doentes recuperados e o ACES Médio Tejo tem 363, o que dá um total de 954 pessoas recuperadas do vírus.

Portugal regista hoje mais quatro mortes e 219 novos casos

Portugal regista hoje mais quatro mortes por covid-19 e 219 novos casos confirmados de infeção em relação a quinta-feira, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), hoje divulgado.

De acordo com o boletim da DGS, desde o início da pandemia até hoje registaram-se 55.211 casos de infeção confirmados e 1.792 mortes.

A região de Lisboa e Vale do Tejo registou três óbitos nas últimas 24 horas e mais 125 casos de infeção, com um total de 28.579 casos confirmados. Nesta região já morreram 643 pessoas por covid-19.

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O quarto óbito referido pelo boletim foi registado na região Norte que tem hoje mais 63 casos de infeção totalizando 19.793.

O boletim revela ainda que recuperaram nas últimas 24 horas 209 doentes, totalizando, desde o início da pandemia, 40.473 casos de recuperação.

Nas últimas 24 horas há mais dois doentes internados em cuidados intensivos, tendo o número de internados diminuído, sendo agora de 321 (menos 13 em relação a quarta-feira).

A região Centro contabiliza 4.634 casos confirmados (mais oito), o Alentejo regista 868 casos confirmados (mais cinco), e o Algarve 1.007 casos (mais onze).

Relativamente à Região Autónoma da Madeira o boletim dá conta de três novas infeções, totalizando agora 138 casos confirmados desde o início da pandemia e nenhum óbito.

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A região Autónoma dos Açores regista hoje mais quatro casos infeção nas últimas 24 horas, totalizando 192 desde o início da pandemia, e sem nenhuma nova morte a registar, mantendo o total de 15.

No que respeita aos óbitos registados, o Norte mantém-se como a região com o total de mortes mais elevado, com 842 registos, seguido da região de Lisboa e Vale do Tejo com 643 mortes.

A região Centro tem 253 mortes, o Alentejo 22 e o Algarve 17 mortos.

O novo modelo do boletim da DGS, que entrou em vigor na segunda-feira, deixou de fornecer números exatos sobre a distribuição demográfica de casos, mas numa nota enviada às redações esses dados são discriminados.

Quanto a casos confirmados, distribuem-se por todas as faixas etárias, sendo as idades até aos nove anos as menos afetadas por infeções.

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Segundo a DGS, a faixa etária entre os 40 e os 49 anos continua a ser a mais afetada, contabilizando-se um total de 9.121, seguida da faixa etária entre os 30 e 39 anos, com 9.053 casos.

Os dados indicam ainda que, desde o início da pandemia houve 24.816 homens infetados e 30.395 mulheres e do total das vítimas mortais, 901 são homens e 891 são mulheres.

Por faixas etárias, o maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 1.198 óbitos registados desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (349), entre 60 e 69 anos (159) e entre 50 e 59 anos (58).

As autoridades de saúde têm sob vigilância 34.233 pessoas (menos 189 do que na véspera).

C/LUSA

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