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Segunda-feira, Janeiro 24, 2022
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Covid-19 | Hospitais do Médio Tejo tem menos internados e apenas um com variante Ómicron

Apesar do aumento de casos na região e no país, hoje com novos máximos, o Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) regista uma diminuição no número de doentes internados por covid-19, dos quais apenas um com a variante Ómicron, estirpe que representa já 92.3% dos casos nos hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas. Em contraponto, o CHMT tem registado uma afluência à Urgência “acima da média”, o que gera constrangimentos no atendimento, nomeadamente a quem está em situação de verdadeira urgência, disse fonte hospitalar. As infeções com a variante Ómicron atingiram “números recorde”, colocando “pressão nos sistemas de saúde” em termos globais.

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“Até ao momento, não tem havido aumento significativos nos internamentos covid. No momento estão internados 15 doentes (11 em enfermaria e 4 em cuidados intensivos), sendo que na semana passada estivemos vários dias acima dos 20 internados pelo que, na realidade, o panorama à data de hoje é de menos doentes internados do que na semana anterior”, disse Casimiro Ramos, presidente do Conselho de Administração do CHMT, que agrega as unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas.

O gestor hospitalar disse ainda ter a reportar “apenas um caso de um doente internado em cuidados intensivos com a nova estirpe” da covid-19, sendo que, notou, a variante Ómicron representa “92,3% dos casos analisados pelo Laboratório do Serviço de Patologia Clínica do CHMT”, ou seja, “a quase totalidade dos novos casos covid” do Médio Tejo.

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“De facto, entre 26 e 27 de dezembro, a variante Ómicron já representava 92,3% dos casos analisados pelo Laboratório do Serviço de Patologia Clínica do CHMT, sendo que na última quinzena, de 12 a 27 de dezembro, foram detetados pelo CHMT um total de 172 casos da variante Ómicron. De acordo com o levantamento de dados efetuado pelo CHMT, a variante Ómicron tornou-se a predominante no Médio Tejo a partir de dia 20 de dezembro, quando ultrapassou os casos da variante Delta”, precisou o centro hospitalar, em nota de imprensa.

Por outro lado, pode ler-se, o Centro Hospitalar Médio Tejo (CHMT) é, desde segunda-feira, “a primeira instituição do SNS com a deteção da variante Ómicron, baseada na deteção de quatro mutações por biologia molecular, validada pelo Instituto Nacional de Saúde Pública Ricardo Jorge” (INSA) sendo possível concluir, no âmbito desta certificação, que a variante Ómicron é responsável pela quase totalidade dos novos casos covid-19 da região do Médio Tejo.

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Da análise do CHMT sobre os casos positivos à covid-19 na sua área de influência, a maioria dos contágios (60%) ocorre nos menores de 40 anos, 14% dos casos ocorreram em utentes com idade superior a 60 anos, e apenas 2,9% na faixa etária superior aos 80 anos.

Carlos Cortes, Diretor do Serviço de Patologia Clínica do CHMT, por sua vez, citado na mesma nota, enquadra ainda a importância da deteção das novas variantes pelo Laboratório de Patologia Clínica do CHMT: “A deteção das variantes do SARS-CoV-2 é de grande importância, não só epidemiológica, mas também clínica, já que estamos a perceber que o impacto da sintomatologia da variante Ómicron é menor do que o da estirpe original, ou das suas variantes Alpha (variante do Reino Unido), ou a ainda circulante variante Delta”.

Carlos Cortes reforçou a importância da manutenção de todos os cuidados neste período crítico do ano: “O facto de a maioria dos utentes em que detetámos a variante Ómicron no CHMT estarem assintomáticos ou apresentarem sintomas ligeiros não pode levar a uma despreocupação por parte da população. É essencial o reforço de todos os cuidados, evitando grandes aglomerações, e promovendo o reforço da vacinação e a realização de testes regulares”, alertou.

Questionado sobre a afluência às Urgências do CHMT, Casimiro Ramos disse, por sua vez, que por parte “de doentes não covid tem havido uma maior pressão no serviço, embora ainda numa situação controlada” ao dia de hoje.

“Sim, efetivamente na última semana tem havido uma afluência acima da média às Urgências de casos de utentes que ali se dirigiram sem que a sua situação o justificasse”, o que, notou, “limita o atendimento aos utentes que, efetivamente, necessitam de apoio da Urgência”.

No atual cenário, assegurou, “não existe falta de camas ou de meios” no CHMT.

“Se a afluência às Urgências crescer de forma significativa, poderemos ter constrangimentos devido à necessidade de recursos humanos, mas tem-se verificado total disponibilidade dos recursos humanos do CHMT para introduzir as medidas necessárias para uma gestão flexível da afetação de profissionais aos vários serviços”, afirmou.

O gestor hospitalar deu ainda conta que o plano de contingência do CHMT está subdivido em três níveis, estando neste momento no nível B, o intermédio, ou seja, “em situação de vigilância e com aumento da capacidade na abertura de número de camas para doentes covid e não covid, para libertar vagas na urgência”, e com “limitação do número de visitas, ou, até, cancelamento das mesmas para proteção dos doentes e profissionais”.

Questionado sobre as consequências de uma eventual necessidade de acionar o Nível C, Casimiro Ramos disse que as mesmas “serão o cancelamento de cirurgias e consultas programadas não urgentes”, tendo feito notar que, “mesmo nesse nível, manter-se-á a capacidade de resposta às situações urgentes”.

No Hospital de Santarém o panorama é similar, tendo o Conselho de Administração afirmado não existir aumento de internamentos devido à covid-19.

“Até ao momento não. Temos atualmente internados 10 doentes em enfermaria, menos 20 do que há um mês, por exemplo. Não temos doentes internados em cuidados intermédios e intensivos”, disse à Lusa fonte oficial do Hospital de Santarém, tendo acrescentado não haver falta de camas ou de outros meios, inclusive humanos.

“Não. As camas são ativadas consoante as necessidades e estão definidas nos vários níveis do plano de contingência”, afirmou, tendo assinalado um aumento de afluência à Urgência.

“A grande maioria dos doentes encaminhados pelo SNS24 são doentes não urgentes, os quais contribuem para prolongar o atendimento dos urgentes. Face ao aumento do número de infetados, prevê-se um aumento da afluência à Urgência nas próximas semanas”, concluiu.

Portugal registou hoje 26.867 novas infeções com o coronavírus SARS-CoV-2, um novo máximo desde o início da pandemia, e mais 12 mortes associadas à covid-19, indicam números divulgados pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

O Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Médio Tejo também registou um novo máximo de novos casos nas últimas 24 horas, tendo sido confirmadas 536 novas infeções, 142 das quais no concelho de Ourém, 95 em Torres Novas, 76 em Tomar, 61 em Abrantes, 50 no Entroncamento, 41 em Alcanena, 34 em Ferreira do Zêzere, 17 em Mação, 14 em Vila Nova da Barquinha, e 5 em Sardoal. Dos 11 municípios deste ACES, só Constância não registou novos casos de infeção nas últimas 24 horas, dia em que também não houve mortes a assinalar.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou hoje para um “tsunami de casos” de infeção com o coronavírus que causa a covid-19 devido à circulação em simultâneo das variantes Delta e Ómicron, a mais transmissível.

Tedros Adhanom Ghebreyesus fez este alerta na videoconferência de imprensa regular sobre a evolução da pandemia da covid-19, transmitida da sede da OMS, em Genebra, na Suíça.

“Estou muito preocupado que a Ómicron, sendo mais transmissível, circulando ao mesmo tempo que a Delta, esteja a levar a um tsunami de casos”, afirmou, realçando que as duas variantes do SARS-CoV-2 são, “de momento, ameaças gémeas”.

Segundo o dirigente da OMS, as infeções com a variante Ómicron atingiram “números recorde”, colocando “pressão em sistemas de saúde”.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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