Covid-19 | Hospitais do Médio Tejo anunciam nova fase e retoma da normalidade dos serviços

O Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) anunciou hoje o “início de uma nova fase” de resposta à covid-19 com os serviços transferidos a regressarem aos locais de origem e com a reposição do horário completo nas Urgências Básicas. O secretário de Estado da Saúde, António Sales, havia sido recebido em dezembro de 2019 no hospital de Abrantes pelo presidente do CHMT, Carlos Andrade Costa, e pelo presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos. Autarcas, administrador hospitalar e governante seriam pouco tempo depois confrontados com a pandemia da covid-19 e com a necessidade de gizar uma estratégia de sucesso para enfrentar o novo coronavírus e cuidar das pessoas.

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O hospital de Abrantes constituiu-se desde março como o centro de acolhimento dos casos mais graves e combate aos casos mais críticos identificados no Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) com o novo coronavírus. Para libertar espaço, acolher e tratar de pessoas infetadas, e proteger cidadãos e profissionais, os serviços de Maternidade e o Serviço de Ginecologia/Obstetrícia foram transferidos da Unidade Hospitalar de Abrantes para a Unidade Hospitalar de Torres Novas, e o Serviço de Ortopedia passou para Tomar, ficando os hospitais de Torres Novas e de Tomar como retaguarda nesta guerra ao Covid-19.

Em comunicado, o CHMT deu hoje conta que, “no âmbito da nova fase da atual pandemia pelo SARS-CoV2, os Serviços de Urgência Básicas do Centro Hospitalar do Médio Tejo retomarão o seu horário normal de funcionamento, no próximo dia 25 de maio, segunda-feira, a partir das 08:00.

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Na mesma nota informativa, o CHMT refere que o fecho noturno dos dois Serviços de Urgência Básica, em Tomar e Torres Novas, “não comprometeu o atendimento à população, tendo sido assegurada a contínua resposta assistencial a todos os doentes com situações clínicas mais frágeis, sem pôr em causa a concentração de esforços no combate ao Covid-19”.

Regista ainda a administração do CHMT que, neste período de encerramento noturno do Serviço de Urgência Básica, “o número de atendimentos nas diferentes valências do Serviço de Urgência do CHMT, EPE, foi de 17.025, menos 14.541 que no período homologo de 2019, o que representa uma redução de cerca de 46% de atendimentos no Serviço de Urgência”.

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Assim, sublinha, “com o retomar do horário completo dos Serviços de Urgência Básicas reforça-se o processo de retoma da atividade assistencial progressivamente no CHMT”, depois das alterações que foram implementadas ao abrigo do Plano de Contingência ao Covid-19 e em que o hospital de Abrantes constituiu-se como a unidade referência do CHMT para assistência a pessoas infetadas.

Por outro lado, anunciou a administração hospitalar, os Serviço de Ortopedia e de Ginecologia/Obstetrícia “voltam à Unidade Hospitalar de Abrantes durante o próximo mês de junho”, depois de terem sido transferidos para Tomar e Torres Novas, respetivamente.

O CHMT havia dado conta em março último que as medidas que iria implementar representavam “uma nova fase no reforço das medidas do plano de contingência atendendo ao “evoluir da situação da propagação do novo Coronavírus” e do “estado de Alerta em que se encontra (va) o País”, e que as mesma foram apresentadas aos autarcas dos três municípios onde estão instaladas as Unidades Hospitalares do CHMT, (Abrantes, Tomar, e Torres Novas), que “manifestaram total disponibilidade para apoiar a concretização destas medidas de recurso e transitórias, considerando estarmos “numa situação excecional que requer medidas excecionais”.

Assim, o CHMT decidiu transferir “temporariamente e durante tão-só a vigência do Plano de Contingência, a Maternidade e o Serviço de Ginecologia/Obstetrícia da Unidade Hospitalar de Abrantes para a Unidade Hospitalar de Torres Novas”, uma mudança efetuada por forma a deslocar este Serviço do mesmo espaço físico onde ficaram concentrados os principais meios para o combate ao SARS-Cov-2/Covid 19.

Neste âmbito, também o Serviço de Ortopedia, situado da Unidade Hospitalar de Abrantes, foi transferido para a Unidade Hospitalar de Tomar.

“Estas transferências temporárias permitirão reforçar, na Unidade Hospitalar de Abrantes, as condições operacionais ao nível da urgência e emergência e nos aspetos críticos da salvaguarda da vida, para prestarmos os cuidados assistenciais que os doentes necessitam, preservando-se, tanto quanto possível, a segurança de profissionais e utentes do Centro Hospitalar do Médio Tejo”, afirmava então a administração do CHMT, dando conta que as medidas manter-se-ão enquanto se justifique, podendo ser alteradas em virtude do evoluir constante da situação”, o que agora sucede.

O CHMT, cujo Conselho de Administração é presidido por Carlos Andrade, deu hoje conta que a “Unidade Hospitalar de Abrantes tem concluídas as obras que reabilitam parte do piso 10” daquele edifício Hospitalar, ficando assim, e “pela primeira vez na história deste edifício, totalmente capacitado para prestação de assistência hospitalar”.

Este espaço fica assim preparado para receber uma enfermaria de Medicina Interna, com 26 camas.

Segundo dá conta o CHMT, “a reabilitação desta nova enfermaria permite criar as condições para que a Maternidade e a unidade de neonatologia, ao regressarem à Unidade de Abrantes, ocupem a totalidade do 5º piso, ficando desta forma protegidas e, assim, garantidas as condições de segurança para utentes e profissionais de saúde, nesta nova realidade do Covid-19, já que será reativado o antigo bloco de partos”.

Na mesma nota informativa de hoje, o CHMT anuncia o “lançamento do Concurso Público para a aquisição e instalação do equipamento de Ressonância Magnética, um investimento de cerca de 1,3 ME”.

Constituído pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, separadas geograficamente entre si por cerca de 30 quilómetros, o CHMT funciona em regime de complementaridade de valências, abrangendo uma população na ordem dos 260 mil habitantes de 11 concelhos do Médio Tejo, no distrito de Santarém, Vila de Rei, de Castelo Branco, e ainda dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.

c/LUSA

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Mário Rui Fonseca
A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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