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Sábado, Novembro 27, 2021

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Covid-19 | Helena Olhicas, uma enfermeira no olho do furacão (c/VIDEO)

O primeiro caso de covid-19 foi registado na região do Médio Tejo a 16 de março. Assinalando 1 ano de pandemia, estamos a publicar uma série de artigos num Dossier Especial, ao longo desta semana.

Com 45 anos de idade e 25 dedicados à profissão, Helena Olhicas, enfermeira e coordenadora da Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) de Abrantes, disse ao mediotejo.net que não há formação alguma que prepare os profissionais para lidar com uma pandemia e com um vírus que era desconhecido de todos. Cada vacina administrada, afirma, é como que uma injeção de esperança, tendo assegurado que os profissionais de saúde, por mais esgotados que estejam, não se deixam vencer pelo cansaço.

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Um ano depois do primeiro caso de covid-19 ter sido confirmado no Médio Tejo, decorre a todo o vapor o processo de vacinação da população tendo por objetivo proteger e atingir a tão ambicionada imunidade de grupo. Um processo que arrancou em janeiro em Mação, com o início da vacinação em lares, e para o qual as equipas de vacinação do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo não têm tido mãos a medir.

“Este é um processo [de vacinação] que abre portas à esperança e à positividade perante este drama e esta calamidade que se abateu em Portugal e no mundo. É um raio de esperança, principalmente para os mais idosos, um injetar de sentimento de vida e de luz ao fundo do túnel”, frisou Helena Olhicas, tendo destacado o trabalho de “sinergia” entre todas as unidades funcionais do ACES Médio Tejo.

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Com 45 anos de idade e 25 dedicados à profissão, Helena Olhicas, é enfermeira e coordenadora da Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) de Abrantes. Foto: Jorge Santiago

Mais vacinas houvesse e mais pessoas já teriam sido vacinadas, tal o empenho e dedicação destes profissionais de saúde que estão no terreno e que a enfermeira Helena Raquel Olhicas, de Tramagal, Abrantes, bem testemunha e personifica. “Nós não nos vencemos pelo cansaço, temos sempre pessoas disponíveis, mesmo quando os recursos estão cansados e esgotados”, assegurou esta profissional, que se levanta todos os dias às seis da manhã mas não tem hora de se deitar. “Chegamos sempre muito tarde”, nota.

Questionada sobre o que mais a marcou neste ano de pandemia, Helena diz que os momentos mais difíceis foram aqueles em que eram colocadas à prova as capacidades de resiliência, perante o cansaço e as evidências de um dia a dia em que está no olho do furacão: “a elevada mortalidade, as pessoas debilitadas depois da infeção, ver jovens ventilados”, elencou. São alguns dos registos que lhe ficarão para sempre na retina, dando conta de estar também preocupada que, com o gradual desconfinamento, as pessoas possam descuidar-se. “Não podemos baixar a guarda”, alerta, como que lembrando que o vírus continua por aí.

“Nós não nos vencemos pelo cansaço”, assegura a enfermeira natural de Tramagal. Foto: Jorge Santiago

No dia de em que se vacinavam 100 pessoas em Abrantes, a 12 de março, com a vacina da Astrazena, Helena Olhicas coordenava a equipa médica, falava com os populares que iam ser vacinados, orientava, sossegava e transmitia informações e conselhos. O processo de vacinação decorreu naquele dia no quartel dos bombeiros de Abrantes, um dos quatro grandes centros de vacinação do ACES Médio Tejo, e cada uma das 100 pessoas que foi vacinada com a primeira dose da vacina recebia como que uma injeção de esperança para ganhar defesas e ultrapassar os eventuais problemas de saúde que o SARS-CoV-2 pode causar.

Uma vida dedicada a uma paixão e a uma profissão que é mais do que um trabalho ou emprego. Em tempos de pandemia, esta é mesmo uma missão até porque, lembra Helena, “ninguém estuda para lidar com uma pandemia. Não se aprende com os livros. Aprende-se com o dia a dia e com a experiência no terreno”, reflete Helena, uma enfermeira sem medo e que combate a pandemia na linha da frente, lado a lado com a população.

Helena Olhicas, enfermeira e coordenadora da Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) de Abrantes, levanta-se cedo mas nunca sabe a que horas chegar a casa. Foto: Jorge Santiago

Naquele dia, só no centro de vacinação de Abrantes, foi atingido um total de 1.600 inoculações, algumas das quais com a segunda dose. Nos 11 municípios do ACES Médio Tejo, já foram administradas cerca de 40 mil vacinas, 10 mil pessoas com a segunda toma.

De acordo com os últimos dados da Direção-Geral da Saúde, Portugal tem atualmente 1.235.136 pessoas vacinadas contra a covid-19: 863.570 com a primeira dose e 371.566 com a segunda dose.

Centro de vacinação instalado no quartel dos bombeiros em Abrantes. Foto: Jorge Santiago

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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