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Sexta-feira, Setembro 24, 2021

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Covid-19 | Gavião contesta ser o terceiro concelho de “maior risco” no país, com apenas 55 casos positivos

Com 55 casos ativos de covid-19, o Gavião passou a ser considerado concelho de “risco extremamente elevado” de contágio, tendo um rácio de 1.931 casos por cada 100 mil habitantes. “Podemos concordar ou discordar [com esta forma de classificar o risco de infeção], e eu discordo”, diz ao mediotejo.net o presidente da Câmara Municipal de Gavião.

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José Pio lembra que este número – que coloca o Gavião no 3º lugar do top dos concelhos de maior risco de contágio, em todo o país – reflete o facto de o concelho ter apenas 3.300 habitantes e considera que “55 casos numa terra como Gavião não podem ser olhados da mesma forma que 5.500 em Lisboa”.

“Somos poucos, temos muito território e a existência destes casos não leva a que as pessoas estejam todas em cima umas das outras”.

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Aliás, segundo a fórmula matemática utilizada pela Direção-Geral de Saúde, José Pio diz que “bastariam 24 casos positivos para que o Gavião já integrasse a lista de risco extremamente elevado”.

ÁUDIO | Presidente da Câmara Municipal do Gavião

O autarca lembra que o grande foco desta infeção teve origem na Santa Casa da Misericórdia. “Nesta comunidade, com a dimensão que tem, havendo na Santa Casa funcionários contaminados, quando saem contaminam outras pessoas da comunidade, naturalmente os familiares”, explica.

Considerando a situação “preocupante”, refere contudo que os 55 casos ativos não são razão de preocupação extrema. “Acredito que rapidamente vamos diminuir” os números de infetados. “Ontem tivemos informação que cinco funcionários da Santa Casa testaram negativo, um utente também já testou negativo, e mesmo na própria comunidade, familiares de funcionários já testaram negativo”, dá conta José Pio.

Neste momento são 21 os utentes da Santa Casa da Misericórdia de Gavião com resultados positivos para a covid-19, a que se juntam 17 funcionários e ainda 17 pessoas na comunidade. José Pio afirma que o foco na Santa Casa “parece controlado” porque “nos últimos dois dias não apareceu nenhum funcionário infetado, apenas dois utentes com infeção. Portanto, quando o rácio dos recuperados supera o rácio dos infetados dizemos que a curva já está a inverter. É o caso da Santa Casa”, diz admitindo que na comunidade “apareceram alguns casos dispersos”, sem haver ligação entre eles. “A ligação é serem familiares de funcionários da Santa Casa”, acrescenta.

No que toca a medidas para combater o novo coronavírus no concelho, o presidente refere em primeiro lugar a testagem à população, nomeadamente aos trabalhadores do Município. “Um funcionário da Câmara, mais propriamente do armazém, resultou positivo e testámos hoje todos os funcionários afetos ao armazém. Também tivemos hoje uma funcionária infetada e vamos dar o tempo para a incubação e segunda-feira testaremos todos os funcionários do edifício principal da Câmara, para garantir a todos os outros a segurança necessária para trabalhar”.

Além disso, “estão a ser identificados todos os contactos próximos das pessoas infetadas, colaborando a Câmara com o Centro de Saúde na comunicação às pessoas das medidas que têm que respeitar”, e “foram disponibilizados transportes para o drive-thru em Ponte de Sor”, no sentido de efetuar uma testagem mais rápida, explica o autarca.

Segundo José Pio, a Santa Casa da Misericórdia “testou massivamente porque a Câmara tem feito um esforço financeiro considerável na aquisição de testes rápidos”, com o apoio do Centro de Saúde, que tem disponibilizado os enfermeiros para a realização dos testes rápidos de despiste ao SARS-CoV-2.

O presidente dá conta que a maioria das pessoas com resultado positivo à covid-19 apresenta-se assintomática. “Poucas têm sintomas, alguns leves, outros mais intensos, mas nenhum que inspire grande cuidado, a não ser os idosos da Santa Casa”, refere, encontrando-se 6 internados no hospital de Abrantes.

Dos dois óbitos registados no concelho, “um era utente da Santa Casa e o segundo encontrava-se na sua habitação”, adianta. Apesar da causa da morte ser atribuída a covid-19, a informação que o presidente da câmara tem “é que o senhor teve um ataque cardíaco”.

No Agrupamento de Escolas de Gavião, onde também se registam infeções, o presidente diz haver “poucas”. O que acontece, diz, “é que a maior parte das mães e pais dos miúdos trabalham na Santa Casa da Misericórdia”. Assim, quando um dos pais testa positivo, “a turma fica em casa com aulas à distância “de forma a garantir que a infeção não se propaga”. O filho é testado, “e dando negativo, volta tudo à normalidade”, relata.

Com o novo estado de emergência em vigor desde as 00h00 desta quarta-feira, dia 09 de dezembro, até às 23h59 de dia 23 de dezembro, nos fins de semana de 12 e 13 de dezembro e de 19 e 20 de dezembro, o recolher obrigatório a partir das 13h00 será aplicado no concelho de Gavião. No município também vigorará a obrigatoriedade de encerramento do comércio e da restauração a partir das 13h00 aos fins de semana.

Os restaurantes podem permanecer em funcionamento após o horário estabelecido para o encerramento, desde que exclusivamente para efeitos de entregas ao domicílio ou para a disponibilização dos bens à porta do estabelecimento ou ao postigo (take-away), não sendo, neste caso, permitido o acesso ao interior do estabelecimento pelo público.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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