Domingo, Fevereiro 28, 2021
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Covid-19 | Falta de meios inibe teletrabalho na Câmara de Ourém

O município de Ourém tem apenas 30 dos seus 550 funcionários em teletrabalho, admitiu o presidente da Câmara Municipal, Luís Albuquerque, face a uma questão levantada pelo mediotejo.net. Segundo o autarca, não há condições tecnológicas para permitir alargar o regime a mais trabalhadores.

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Segundo o mapa de pessoal de 2021, o município de Ourém possui mais de 550 trabalhadores. Perto de metade deste número são na prática funcionários ligados às escolas (que se encontram a funcionar), sendo que também há mais de 60 pessoas afetas à Divisão de Obras Municipais e Serviços Urbanos. Uma larga fatia dos funcionários da Câmara trabalha, pois, fora dos edifícios municipais.

O mediotejo.net recebeu porém uma denúncia a alertar para o facto de que a Câmara de Ourém, com o novo confinamento, só colocou em teletrabalho “os  trabalhadores que especificamente o exigiram por motivos de saúde, não tendo aos restantes sido dada essa possibilidade, nem sequer ajustado o regime de trabalho para minimizar os contactos”.

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Segundo a mesma denúncia, o município limitou-se a desfasar em 15 minutos a hora de entrada e de saída dos funcionários, para evitar a aglomeração junto do sistema de ponto. Permanecem porém vários funcionários a trabalhar na mesma sala, em serviços que poderiam estar a ser realizados em teletrabalho.

A mesma fonte adianta que a Câmara não soube investir em mecanismos de acesso remoto, para que o teletrabalho se pudesse concretizar.

Questionado sobre esta situação, Luís Albuquerque salientou que, perante a lei, a obrigatoriedade do teletrabalho só se verifica caso existam condições. O município não tem porém recursos tecnológicos para colocar mais pessoal em teletrabalho, razão pela qual apenas 30 pessoas se encontram a trabalhar neste regime. Há ainda 20 funcionários a trabalhar no Centro Municipal de Exposições, por forma a não se concentrarem no edifício camarário.

“Não é coisa que se faça de um dia para o outro”, comentou o presidente quando questionado sobre um eventual esforço do município para que o teletrabalho se concretize. “São precisos meses, anos até” para que se criem tais condições, refletiu, mantendo a mesma posição quanto ao regime de teletrabalho.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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1 COMENTÁRIO

  1. Ou seja, a pandemia ‘anda aí’ desde março e não houve tempo para planear.
    Porreiro era se o chefe da informática fosse o chefe dos recursos humanos! Assim já não havia forma de falhar no planeamento. Naturalmente é uma piada, porque os recursos humanos e a informática estão no mesmo serviço…

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