Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -
Sábado, Julho 24, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Covid-19 | Fábrica da Mitsubishi no Tramagal coloca os 400 trabalhadores em ‘lay-off’

Os cerca de 400 funcionários da fábrica da Mitsubishi Fuso Truck Europe (MFTE) em Tramagal, Abrantes, foram esta quarta-feira enviados para casa em regime de ‘lay-off’. Para já, esta unidade industrial irá parar até dia 19 de abril, confirmou o mediotejo.net junto dos trabalhadores.

- Publicidade -

A administração da MFTE discutiu a aplicação desta medida excecional com os trabalhadores, justificando-a com o período de mitigação da pandemia de Covid-19 bem como a falta de matéria prima para a montagem dos camiões.

Valter Ferreira, coordenador regional da União de Sindicatos/CGTP-In de Santarém, disse à Lusa que “a medida foi anunciada como sendo, para já, até dia 19 de abril, sendo que esta situação se pode prolongar, dependendo do evoluir da situação”, tendo feito notar que o regime de lay off “vai ter como consequência que os trabalhadores tenham direito durante este período apenas a 2/3 da remuneração” habitual.

- Publicidade -

“Esta situação exige um esforço de todos a nível nacional, da Segurança Social, do Governo e dos trabalhadores, no sentido de preservar os postos de trabalho, e esperemos que no final de tudo isto não tenhamos mais esta perda”, afirmou.

Contactada pela Lusa, a administração da MFTE disse que “a laboração continua suspensa” e confirmou que “avançou para o lay off simplificado a partir de hoje e até haver normalização da situação”.

O ‘lay-off’ simplificado, que permite a redução temporária do período normal de trabalho ou a suspensão de contrato de trabalho, entrou em vigor na semana passada, sendo uma das medidas excecionais aprovadas pelo Governo para manutenção dos postos de trabalho no âmbito da crise causada pela pandemia de Covid-19.

Através do mecanismo ‘lay-off’, os salários dos trabalhadores são em parte suportados pelo Estado, evitando que as empresas façam despedimentos.

A fábrica da MFTE já havia suspendido a produção automóvel no dia 23 de março, por duas semanas, uma medida que se prolongaria até 05 de abril para prevenir a expansão do Covid-19.

Em comunicado, a empresa instalada no concelho de Abrantes, maior exportadora do distrito do Santarém, faz saber na ocasião que, no seguimento da “decisão do Grupo Daimler de parar a produção na maior parte das suas unidades na Europa, a fábrica portuguesa localizada em Tramagal decidiu suspender toda a atividade produtiva” a partir daquela data.

Por outro lado, podia ler-se na mesma nota, o “encerramento de alguns fornecedores importantes também inviabiliza a continuação do normal funcionamento da cadeia de abastecimento” da MFTE, situação que se manteve até ao dia de hoje.

A fábrica da MFTE em Tramagal é o centro de produção da FUSO na Europa e emprega cerca de 400 trabalhadores diretos, integrando a Daimler Truck, a maior construtora mundial de veículos pesados.

Em 2019 fabricou 11.036 veículos Canter, sendo mais de 90% para exportação para o mercado europeu e também para os Estados Unidos, Israel, Turquia e Marrocos.

A empresa faturou cerca de 222 milhões de euros em 2019, sendo o maior exportador do distrito de Santarém.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 209 mortes, mais 22 do que na quarta-feira (+11,8%), e 9.034 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 783 em relação à véspera (+9,5%).

Dos infetados, 1.042 estão internados, 240 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 68 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março, tendo a Assembleia da República aprovado hoje o seu prolongamento até ao final do dia 17 de abril.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 de março o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

*Com Lusa

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here