Covid-19 | Está aí a fase de mitigação, a mais grave de contágio

ACES Médio Tejo soma hoje mais cinco pessoas infetadas pelo novo coronavírus. Foto: DR

A fase de mitigação da pandemia da covid-19 entrou hoje em vigor em Portugal, por determinação da Direção-Geral da Saúde (DGS), envolvendo todo o sistema de saúde, público e privado.

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A preparação dos hospitais e centros de saúde para a covid-19 está definida numa norma que estabelece o modelo de abordagem da pessoa com suspeita de infeção ou com infeção, durante a despistagem, o encaminhamento e o tratamento dos casos.

A fase de mitigação é a terceira e a mais grave fase de resposta à doença covid-19 e é ativada quando há transmissão local, em ambiente fechado, e/ou transmissão comunitária.

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A resposta é focada na atenuação dos efeitos da doença e na diminuição da sua propagação, minimizando nomeadamente a mortalidade associada.

Nesta fase, os doentes ligeiros ficam em casa, os moderados vão aos centros de saúde, os graves, mas não críticos, são encaminhados para os hospitais e os críticos são internados.

Centros de saúde e hospitais terão de dispor de áreas dedicadas à doença covid-19.

Nos hospitais com serviços de pediatria, “poderá ser adequado a reorganização dos serviços” para “dedicar unidades hospitalares exclusivamente ao tratamento de doentes com covid-19 em idade pediátrica, após ser esgotada a capacidade de resposta dos hospitais de referência identificados para o tratamento dos doentes covid-19 em idade pediátrica”.

De acordo com a norma da DGS para a fase de mitigação, fazem testes de despistagem à covid-19 as pessoas com suspeita de infeção, isto é, que apresentam sintomas como febre, tosse persistente ou tosse crónica agravada e dificuldade respiratória.

Contudo, em caso de não ser possível testar toda a gente com suspeita de covid-19, a DGS definiu uma cadeia prioritária: primeiro, são os doentes com critérios de internamento hospitalar; segundo, os recém-nascidos e as grávidas; terceiro, os profissionais de saúde com sintomas.

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Seguem-se os doentes com comorbidades (como asmáticos, insuficientes cardíacos, diabéticos, doentes hepáticos ou renais crónicos, pessoas com doença pulmonar obstrutiva crónica e doentes com cancro) ou pessoas com imunidade mais frágil; e as pessoas em situação de maior vulnerabilidade, como residentes em lares ou que estão em unidades de convalescença.

Por último, são testadas as pessoas em contacto próximo com estes doentes.

Portugal regista hoje 60 mortes associadas à covid-19, mais 17 do que na quarta-feira, e 3.544 casos de infeção, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde

O relatório da situação epidemiológica em Portugal, com dados atualizados até às 24:00 de quarta-feira, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes (28), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (18), da região Centro (13) e do Algarve (1). Relativamente a quarta-feira em que se registaram 43 mortes, hoje observou-se um aumento de 39,5%.

De acordo com os mesmos dados, há 3.544 confirmados, mais 549 (um aumento de 18,3%) relativamente a quarta-feira.

Desde o dia 01 de janeiro, existem 22.257 casos suspeitos, dos quais 2.145 aguardam resultado laboratorial.

Há 16.568 casos que não se confirmaram e 43 doentes que já recuperaram. Em vigilância pelas autoridades de saúde estão 14.994 casos.

A barreira dos 3.500 casos foi ultrapassada no dia em que entrou em vigor a fase de mitigação da pandemia da covid-19, por determinação da Direção-Geral da Saúde (DGS), envolvendo todo o sistema de saúde, público e privado.

A fase de mitigação é a terceira e a mais grave fase de resposta à doença covid-19 e é ativada quando há transmissão local, em ambiente fechado, e/ou transmissão comunitária.

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