Quinta-feira, Março 4, 2021
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Covid-19 | Diretor de Medicina Intensiva do CHMT defende Páscoa controlada (c/video)

No Dia Mundial do Doente, Nuno Catorze, diretor do Serviço de Medicina Intensiva no hospital de Abrantes, fez um ponto de situação do combate à pandemia no Centro Hospitalar do Médio Tejo, tendo defendido uma Páscoa mais controlada em termos de movimentos de pessoas relativamente ao que sucedeu no Natal para que o número de novos casos e pessoas internadas possa diminuir de forma sustentável.

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Num vídeo partilhado nas redes sociais pelo CHMT, Nuno Catorze traça também o retrato dos doentes chegados ao longo do último ano no âmbito da pandemia e deixa um alerta: “temos de ter uma Páscoa controlada, o que não tivemos no Natal, temos de ter na Páscoa. Vamos ter de limitar visitas, viagens, porque de facto os adultos não aprendem”.

O Centro Hospitalar do Médio Tejo iniciou no dia 05 de fevereiro uma nova fase do plano de contingência da pandemia de covid-19, com a transferência do Serviço de Cardiologia de Abrantes para Torres Novas, e a instalação de mais 26 camas em enfermaria e quatro em cuidados intensivos em Abrantes, totalizando assim uma capacidade instalada de internamento de 184 camas em enfermaria e de 24 camas em Medicina Intensiva para covid-19, com quatro camas para doentes com outras patologias.

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No dia 11 de janeiro, o CHMT já havia ativado uma nova fase deste plano de contingência, com a instalação de mais 26 camas em enfermaria e cinco em cuidados intensivos na unidade de Abrantes, hospital de referência para tratamento de doentes covid-19 na região do Médio Tejo, e com a transferência do Serviço de Ortopedia de Abrantes para Tomar, a que se juntou agora a transferência do Serviço de Cardiologia de Abrantes para Torres Novas.

Com estas medidas implementadas na semana passada, o CHMT abriu assim a sétima enfermaria para doentes de covid-19 na Unidade Hospitalar de Abrantes, com uma capacidade de 26 camas por cada enfermaria.

Doentes de hemodiálise começaram a ser vacinados no CHMT

Os doentes de Hemodiálise do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) iniciaram no dia 3 de fevereiro a vacinação contra a Covid-19. Maria do Carmo, de Vila de Rei, foi uma dessas doentes e não deixou de manifestar a sua satisfação. “Levei a vacina. Estou contente. Fico mais protegida”, disse.

Num vídeo partilhado nas redes sociais, o CHMT partilha um testemunho e dá conta que neste primeiro dia de vacinação foram administradas 36 primeiras doses de vacinas a doentes seguidos no Serviço de Nefrologia que tem, atualmente, mais de 50 doentes em tratamento de hemodiálise, na Unidade Hospitalar de Torres Novas.

Fisioterapeutas ajudam doentes covid-19 nos cuidados intensivos

Nos Cuidados Intensivos do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) as equipas integram profissionais de várias áreas, incluindo fisioterapeutas, na ajuda aos doentes covid-19.

O CHMT partilhou o registo de uma das equipas de fisioterapeutas que diariamente prestam, também, cuidados de saúde a doentes infetados pelo SARS-Cov-2 e o alerta mais uma vez para o cumprimento das medidas de confinamento e proteção individual em vigor.

Médica relata a realidade vivida no CHMT: “Não temos como desligar”

Lídia Caley é médica interna e está no terceiro ano de formação na especialidade de Medicina Interna no CHMT.  No testemunho que deu, num vídeo partilhado pelo centro hospitalar, relata a dificuldade de desligar do ambiente que vive diariamente no combate à Covid-19 em Abrantes, na Unidade de Cuidados Intensivos. A médica apontou que, neste momento, “estamos numa fase de doentes muito novos, alguns com algumas doenças já estabelecidas, outros nem por isso“.

“Estamos numa fase de doentes muito novos. É cansativo porque nós saímos daqui e não temos como desligar. Temos de nos unir, apesar do cansaço. Nós somos a linha vermelha que não pode ser ultrapassada. Se passarmos esta linha não há mais ninguém que vá dar a mão à população”, alerta a profissional de saúde.

E esta realidade “toca” os profissionais, descreveu Lídia Caley: “Toca-nos um bocadinho porque também somos novos. Neste momento a média de idades é de 49/50 anos. Pode ser um de nós, pode ser um familiar nosso e isso é que custa mais”.

Campanha do CHMT apela a um objetivo: “Fique em casa”!

Teresa Oliveira, tem 29 anos, e é médica interna na especialidade de Medicina Intensiva no Hospital de Abrantes, do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT).  Desde o início da pandemia que entra na área dedicada ao tratamento de doentes com Covid-19, nos Cuidados Intensivos.  O que encontra dentro deste serviço fê-la, mais uma vez, lançar o apelo: “Por favor, fique em casa”.

“Muitas das pessoas que aqui estão internadas são mais novas as que os meus pais, alguns deles têm a idade dos meus irmãos mais velhos. e muitos não tem outros problemas ou co-morbilidades”. E, no final deste relato Teresa Oliveira pede “por favor, fiquem em casa”.

Fique em casa!

O Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) tem lançado vários apelos para que a população cumpra o confinamento.  O objetivo da mensagem é só um: Fique em casa!

Num dos últimos comunicados, o CHMT diz que o alerta é para todos: “Fique em casa! Se não quer ver imagens destas no nosso país, fique em casa. Proteja-se e proteja os seus. Cuide de si, cuide de todos!”, apela, mostrando a dor da morte e recorrendo ao testemunho de uma profissional de saúde que adverte para o estado pandémico em que o país se encontra.

O CHMT revelou na quarta-feira ter 144 doentes internados devido à infeção causada pelo vírus SARS-CoV-2, estando a prestação do serviço hospitalar sob “muita pressão” e com todos os recursos agora serem dedicados prioritariamente à população do Médio Tejo.

Tendo feito notar que o aumento de casos registado nas últimas semanas “tem seguido a dinâmica nacional”, o CHMT afirma que, desde o início da pandemia, em março de 2020 até ao passado dia 31 de dezembro, morreram 146 utentes internados devido à covid-19.

O Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) suspendeu todas as visitas aos doentes internados nos hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas, devido ao “fortíssimo aumento dos casos de contágio” pelo novo coronavírus.

Em comunicado, o CHMT refere que a medida tem “efeitos imediatos” e, com a mesma, “pretende salvaguardar o melhor interesse da segurança clínica, não só dos próprios doentes, bem como dos profissionais” daquele centro hospitalar que serve cerca de 250 mil habitantes da região do Médio Tejo.

Com o mote ‘Não o queremos ver aqui. Proteja-se!’, o Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) iniciou há alguns meses uma campanha direcionada principalmente para as redes sociais e meios digitais relacionada com a pandemia de covid-19.

Fátima Pimenta, diretora do Serviço de Medicina Interna do CHMT, alerta para a necessidade de que “cada um tem de cumprir o seu papel. Temos doentes de todas as faixas etárias. Portanto protejam-se. Fiquem o mais possível em casa, estejam o menos tempo possível em grupo, mantenham o distanciamento social.”

O arranque desta campanha multimédia começou com a divulgação de um vídeo que mostra o trabalho médico na unidade de cuidados intensivos. O CHMT apela, nesta campanha, ao uso de máscara e à aplicação das restantes medidas de autoproteção para evitar o recurso às unidades de Saúde.

“Estou aqui por opção minha. Para cuidar dos outros. Mas não vos queremos ver aqui. não facilitem. Protejam-se!”.

Esta é a mensagem de Susana Pedrosa, assistente operacional que todos os dias desde março tem estado a trabalhar numa das enfermarias dedicadas ao Covid-19, instalada na Unidade Hospitalar de Abrantes.

Constituído pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, separadas geograficamente entre si por cerca de 30 quilómetros, o CHMT funciona em regime de complementaridade de valências, abrangendo uma população na ordem dos 260 mil habitantes de 11 concelhos do Médio Tejo, no distrito de Santarém, Vila de Rei, de Castelo Branco, e ainda dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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