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Sábado, Outubro 16, 2021

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Covid-19 | Delegada de Saúde alerta para o perigo das ‘Caixas Solidárias’ (c/audio)

São vários os exemplos de solidariedade em Portugal, designadamente com a criação das chamadas ‘Caixas Solidárias’ que já chegaram ao território do Médio Tejo. Esta iniciativa nacional também com Grupo na rede social Facebook, marca presença em concelhos como Abrantes, Constância, Sardoal ou Tomar. A delegada de Saúde Pública do Médio Tejo, no entanto, excluiu as “Caixas Solidárias” como “boa forma de ajudar o próximo” porque “são veículos de transmissão do vírus” SARS-CoV-2 agente causador da doença covid-19.

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Tratam-se de estruturas de apoio lançadas por pessoas anónimas mas também por várias instituições, incluindo Juntas de Freguesia, com o objetivo de ajudar economicamente os mais vulneráveis da comunidade. O procedimento, nestas iniciativas solidárias, passa por deixar bens alimentares dentro da Caixa, para quem estiver em situação de carência, possa tirar sem ter de pedir.

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Mas o alerta sobre este tipo de iniciativas entretanto chegou da delegada de Saúde Pública do Médio Tejo. Maria dos Anjos Esperança, não colocando em causa a sua finalidade até por tratar-se de uma ação “de solidariedade que uns devem ter para com outros” afirma haver “muitos riscos nessas Caixas”.

Maria dos Anjos Esperança tem sido a porta-voz da Saúde Pública na região neste momento de crise, mas salienta o trabalho de informação e prevenção da restante equipa Foto: DR

A delegada de Saúde Pública do Médio Tejo excluiu as “Caixas Solidárias” como “boa forma de ajudar o próximo” porque “são veículos de transmissão do vírus” SARS-CoV-2 agente causador da doença covid-19.

Maria dos Anjos Esperança considera que “quer os particulares quer as instituições – Juntas de Freguesia, Câmaras – todos sabem onde se encontram as pessoas que necessitam de bens sejam eles materiais, económicos sejam até de afeto”. Por isso, defende igual ajuda mas de outra forma.

“As pessoas vão pôr os alimentos [dentro da Caixa] não se sabe se têm as mãos lavadas, não se sabe de onde vêm os alimentos” alerta reconhecendo que nos supermercados bens alimentares “também estão nas prateleiras, é verdade! Também corremos esse risco, mas que todos temos de correr porque precisamos de nos abastecer, em função das nossas necessidades”.

Já as ‘Caixas Solidárias’ “não é uma forma que possamos ter à disposição das pessoas, que depois vão mexer, escolher e pode haver uma contaminação do vírus” diz.

Além disso “podem ser colocados na Caixa alimentos perecíveis, com outros riscos alimentares. São Caixas que podem estar à chuva, ao sol, podem estar ao frio”, notou ainda Maria dos Anjos Esperança, em declarações ao mediotejo.net.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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