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Covid-19 | Coordenadora do ACES Médio Tejo vence vírus em 10 dias e regressa ao trabalho (c/áudio)

A delegada de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, que acusou positivo ao novo coronavírus a 26 de dezembro, precisou de 10 dias para ficar livre dos sintomas da doença e já regressou ao trabalho. Maria dos Anjos Esperança disse ao mediotejo.net que os sintomas que teve, alguns dos quais não vêm nos manuais, foram o cansaço e dores musculares muito intensas.

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“Não é fácil”, começou por dizer ao nosso jornal a coordenadora de Saúde Pública do ACES Médio Tejo, dando conta que está sem sintomas há três dias e que já está a trabalhar, embora a partir de casa. “Faz hoje 10 dias da doença, sinto-me com forças e já estou a trabalhar”, afirmou, tendo relatado os sintomas que teve durante este período.

ÁUDIO: MARIA DOS ANJOS ESPERANÇA, DELEGADA SAÚDE PÚBLICA ACES MÉDIO TEJO:

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“Foi a falta de forças e uma indisposição que me fez desconfiar e fazer o teste” e que acabou por resultar positivo ao SARS-CoV-2, tendo referido que “as dores musculares e o cansaço” foram o pior de ultrapassar. “Só tive uma noite com um pico de febre, mas as dores musculares são terríveis”, disse, relativamente a um processo em que esteve em isolamento profilático domiciliário com o seu marido e com ajuda de paracetamol para atenuar as dores.

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Maria dos Anjos Esperança, uma das principais figuras no combate ao covid-19 na região do Médio Tejo, acusou positivo ao novo coronavírus no dia 26 de dezembro e entrou em isolamento profilático domiciliário, a par do seu marido, também com teste positivo ao SARS-CoV-2, disse no dia 28 ao mediotejo.net.

Em declarações ao nosso jornal, Maria dos Anjos Esperança disse que foi fazer o teste de despiste à covid-19 por ter “dores de corpo” e “falta de forças”, sintomas que poderiam estar associados ao vírus SARS-CoV-2 e que o mesmo deu positivo no sábado, dia 26 de dezembro, para si e para o seu marido, estando ambos em isolamento profilático domiciliário. O seu filho, que visitou os pais no Natal, acabaria por ser também infetado.

Maria dos Anjos Esperança é responsável pela coordenação das respostas de saúde pública dos cerca de 225 mil habitantes nos 11 municípios do ACES do Médio Tejo e um dos rostos mais visíveis no combate à pandemia na região.

Maria dos Anjos Esperança, 63 anos, natural de Figueiró dos Vinhos, coimbrã de gema, coordena a Unidade de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo a partir do seu gabinete em Tomar, mesmo ao lado do Tribunal, e onde, desde março, mês do primeiro caso positivo detetado na região, tem vivido uma das experiências mais intensas da sua carreira profissional.

Nunca, nem quando surgiu a Sida ou a Gripe A, foi necessária uma coordenação desta magnitude para conter uma pandemia.

O ACES Médio Tejo tem 2.706 quilómetros quadrados e abrange 11 municípios com cerca de 225 mil utentes/frequentadores, sendo composto pelos municípios de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.

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Mário Rui Fonseca
A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.
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