Covid-19 | Clubes do Campeonato de Portugal repudiam adiamento da jornada

O adiamento da jornada no Campeonato de Portugal de futebol, devido às medidas impostas por causa da pandemia de covid-19, foi repudiado por 42 clubes do terceiro escalão, entre eles o Sertanense, o Vitória de Sernache e o União de Santarém, por se tratar de uma “discriminação sem paralelo”.

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Na missiva, assinada por 42 dos clubes do terceiro escalão, são dados os exemplos do Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1 e das milhares de pessoas que foram assistir a surfistas nas ondas gigantes da Nazaré como sinais de “uma autêntica discriminação sem paralelo na história do desporto nacional e uma falta de respeito para com os atletas, dirigentes, sociedades desportivas e centenas de patrocinadores, que, num ano delicado, reuniram esforços para fomentar o desporto”.

Tendo feito questão de agradecer à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e às Associações Distritais e Regionais “todo o esforço levado a cabo para que os jogos de futebol da jornada deste fim de semana se realizassem”, os clubes definem as decisões do Governo e da Direção-Geral da Saúde de “escandalosas” e exigem um tratamento melhor para o futebol, pedindo que seja ouvida a Federação Portuguesa de Futebol, para que se possam realizar os jogos adiados em 03 e 04 de novembro.

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Os jogos das competições desportivas amadoras marcados para o fim de semana foram cancelados, devido às restrições impostas para evitar a propagação do novo coronavírus, mantendo-se a calendarização das I e II Ligas de futebol.

O Conselho de Ministros determinou, em 22 de outubro, a limitação de circulação entre concelhos do continente entre as 00:00 de hoje e as 06:00 de terça-feira.

A pandemia de covid-19 já tinha levado à suspensão das competições de futebol, em 12 de março, tendo a I Liga sido retomada em 03 de junho, e ao cancelamento das competições seniores das modalidades de pavilhão, sendo que as camadas jovens ainda não retomaram as provas.

c/LUSA

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Mário Rui Fonseca
A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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