Covid-19 | CHMT revela dificuldades em recrutar enfermeiros e assistentes operacionais

O Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) tem em curso procedimentos de recrutamento para Assistentes Operacionais e Enfermeiros para as unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, concursos que se têm prolongado no tempo devido à desistência dos candidatos. O CHMT deu conta, em nota de imprensa, que “muitos” enfermeiros e assistentes operacionais, depois de aceites, desistem, alegando a proximidade a doentes covid-19, e lança um apelo de “responsabilidade e consciência” aos profissionais.

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O CHMT revela serem “muitos” os casos de candidatos que, depois de aceites, não comparecem no Serviço e ainda “os que desistem depois de um ou dois dias de trabalho, alegando a proximidade a doentes covid-19, como justificação da sua desistência”.

Em sequência, o Centro Hospitalar do Médio Tejo apela “à responsabilidade e consciência” dos candidatos a estas Bolsas de Recrutamento no sentido de apenas se candidatarem as pessoas que pretendam executar as funções descritas na Bolsa de Recrutamento.

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Apela ainda que os candidatos estejam conscientes, no ato da sua candidatura, que se candidatam a prestar serviços num hospital e que, por esse facto, poderão ter contacto com doentes infetados, nomeadamente, com o SARS-Cov2.

O Centro Hospitalar do Médio Tejo sublinha que “não obstante os riscos inerentes à prática de funções em ambiente hospitalar, todos os procedimentos de segurança e proteção individual são garantidos aos seus profissionais de saúde”.

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Até ao momento apenas dois profissionais se infectaram no âmbito das suas funções no CHMT. Considerando aquela entidade pública que, tais números, “atesta o elevadíssimo grau de segurança que se tem ao trabalhar no CHMT” e ” desde que cumpridos por cada colaborador todos os adequados procedimentos de auto-proteção”.

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Paula Mourato
A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.
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