Covid-19 | Centro Hospitalar do Médio Tejo ativou nível 2 do Plano de Contingência

Os atendimentos não urgentes são suspensos e fica aumentada a capacidade da enfermaria covid, em Abrantes, que pode chegar a um total de 197 camas, com mais 32 camas em cuidados intensivos.

Desde sexta-feira, 6 de novembro, e durante todo o mês de novembro, fica suspensa “a atividade assistencial não urgente que, pela sua natureza ou prioridade clínica, não implique risco de vida para os utentes, limitação do seu prognóstico e/ou limitação de acesso a tratamentos periódicos ou de vigilância”, anunciou em comunicado o Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT).

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Face ao atual crescimento da incidência da covid-19, o Ministério da Saúde emitiu um Despacho para garantir a melhor coordenação e articulação de resposta às necessidades, equilibrando a assistência regional e inter-regional. Neste Despacho, emitido ao final da tarde de terça-feira, dia 3 de novembro, as medidas contemplam que os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) garantam a ativação do nível dos planos de contingência institucionais, previamente aprovados, para assegurar a resposta às necessidades epidemiológicas locais, equilibrando o esforço assistencial regional e inter-regional.

Na sequência do referido despacho ministerial foi atribuída ao Centro Hospitalar do Médio Tejo uma lotação de 197 camas para doentes Covid.

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O Centro Hospitalar do Médio Tejo anuncia que, “perante este recente Despacho da Tutela, e de forma muito serena, muito tranquila, mas também muito responsável, reuniu de imediato o grupo de trabalho criado a 13 de março, para em conjunto com o Conselho de Administração concretizar as melhores soluções organizacionais e assistenciais para fazer face a esta nova realidade pandémica”.

Da articulação desenvolvida entre o Conselho de Administração e o referido grupo de trabalho, nos últimos dois dias, “saiu o reforço de todo o planeamento que havia sido desenvolvido para fazer face ao primeiro inverno pandémico, ativando desde já, o nível 2 do Plano de Contingência à Covid -19”.

Com a ativação do nível 2 do Plano de Contingência fica aumentada a capacidade da enfermaria Covid, que pode chegar a um total de 197 camas, conforme orientação recebida da tutela. A capacidade de camas de Cuidados Intensivos pode ir até às 32 camas no Serviço de Medicina Intensiva.

“Esta reorganização temporária, que deriva da implementação das orientações agora recebida da tutela, visa maximizar a capacidade de resposta assistencial aos doentes covid e não covid, de forma a que nenhuma situação clínica fique sem o devido acompanhamento assistencial”, refere o CHMT.

O Centro Hospitalar do Médio Tejo vai retomar algumas das medidas adotadas durante a primeira fase da pandemia e, ainda, acrescer outras medidas que resultam da orientação agora transmitida da articulação inter-regional.

O CHMT, refere-se ainda em comunicado, “desde sempre mostrou uma enorme solidariedade e disponibilidade para receber doentes de outros hospitais do SNS em momentos críticos para essas outras entidades hospitalares. Essa disponibilidade e solidariedade nunca colocaram em causa a capacidade assistencial aos doentes covid da área de influência do Médio Tejo e, o mesmo, continuará a ser assegurado neste novo quadro organizativo temporário, que se espera que venha a durar até ao final do próximo mês de fevereiro”.

Estas medidas temporárias, agora decididas, “foram transmitidas aos Presidentes de Câmara, dos Municípios de Abrantes, Tomar e Torres Novas, cidades onde estão instaladas as três Unidades do CHMT, que prontamente demonstraram a sua compreensão e disponibilidade para o que for necessário, tendo demonstrado toda a solidariedade para este momento de reorganização temporária dos Serviços no âmbito da atual fase da pandemia”, refere o comunicado do CHMT.

Alteração dos horários do Serviço de Urgência Básicas

Face à alteração do Plano estratégico transmitido dia 3 de novembro aos hospitais, o CHMT recuperará algumas das medidas já adotadas na primeira fase da Pandemia, nomeadamente, a alteração dos horários do Serviço de Urgência Básica. Decorrente da necessidade de alocar recursos humanos nos cuidados diretos a doentes com infeção por Sars-Cov-2 e todos os outros doentes não covid, decidiu o Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo alterar os horários de funcionamento dos dois Serviços de Urgência Básica, encerrando os mesmos nos períodos noturnos, entre as 24h00 e as 08h00. A admissão de doentes encerrará a essas mesmas Urgências Básicas às 21h00.

Esta alteração entrou em vigor na sexta-feira, dia 6 de novembro, altura em que as duas urgências básicas encerraram às 24h00.

Os utentes que necessitem de recorrer ao Serviço de Urgência do CHMT entre a 00h00 e as 08h00 devem dirigir-se ao Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica.

O encerramento noturno dos dois Serviços de Urgência Básica do Centro Hospitalar do Médio Tejo não compromete a assistência à população, uma vez que se mantêm em funcionamento, 24h00 sobre 24h00, o Serviço de Urgência Médico-cirúrgica, o Serviço de Urgência Pediátrica e o Serviço de Urgência de Obstetrícia.

Consultas externas

No que concerne à atividade assistencial, em particular no respeitante à realização de consultas estas devem seguir a tipologia não presencial, via telefone ou via teleconsulta, desde que tal se revele adequado às circunstâncias clínicas do doente.

Autoproteção de profissionais do CHMT

Qualquer profissional que exerça funções no CHMT, independente do seu vínculo contratual, deve reforçar as medidas de autoproteção, quer em contexto profissional, quer em contexto pessoal.  Os profissionais devem pautar-se pelo grau mais elevado de proteção, adotando comportamentos preventivos de risco de forma a evitar a contaminação por SARS-CoV-2, devendo evitar situações de convívio social/familiar alargado e, restringindo os seus contactos e mobilidade ao estritamente necessário. Qualquer profissional que exerça funções no CHMT, independentemente do seu vínculo contratual, poderá solicitar por sua iniciativa a realização de teste ao SARS-CoV-2.

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Patrícia Fonseca
Sou diretora do jornal mediotejo.net e da revista Ponto, e diretora editorial da Médio Tejo Edições / Origami Livros. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.
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