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Segunda-feira, Dezembro 6, 2021
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Covid-19 | Casos voltam a subir na região, afetando sobretudo crianças e não-vacinados (c/áudio)

Com Vila Nova da Barquinha entre os únicos 6 concelhos do país em “risco elevado” de contágio de covid-19, tal como o mediotejo.net noticiou, soaram esta semana as campainhas de alarme na região. Os casos aumentaram também bastante noutros concelhos, com Entroncamento, Ourém e Torres Novas a integrarem o grupo de localidades em “alerta”.

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As autoridades de saúde admitem que entrámos já na 5ª vaga da pandemia, uma vez que o Rt (índice de transmissibilidade) indica “uma tendência crescente da incidência de infeções por SARS-CoV-2 a nível nacional (1,15) e em todas as regiões”, pelo que Portugal pode ultrapassar em dezembro os 240 casos de infeção a 14 dias por 100 mil habitantes, como refere a análise de risco divulgada esta semana pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

“O agravamento da situação epidemiológica na Europa e o aumento da intensidade epidémica em Portugal deve condicionar um aumento do nível de alerta do sistema de saúde para aumentos de procura de cuidados de saúde no próximo mês”, alerta ainda o documento. O número de óbitos cresceu também 25% na última semana, a nível nacional.

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Mas o que significa isto, exatamente? Há razões para temer novos confinamentos? 

A diretora da Unidade de Saúde Pública do Médio Tejo, Maria dos Anjos Esperança, não antevê que tal venha a acontecer a curto prazo, embora esse esteja a ser o caminho já traçado por países como a Alemanha e a Holanda.

Por um lado, porque apesar do aumento de testes positivos à covid-19 que agora se verifica, há “menos casos que nas vagas anteriores e também menos casos de internamento e de óbitos, devido à elevada percentagem de vacinação das pessoas”, explica. Por outro, “os casos que agora se verificam são sobretudo em crianças com menos de 12 anos e não vacinadas” – Maria dos Anjos Esperança reforça, por isso, a importância de se vacinar “rapidamente” as camadas da população mais jovem.

ÁUDIO | Maria dos Anjos Esperança, Diretora da Unidade de Saúde Pública do ACES Médio Tejo

Os surtos verificados nos últimos dias na nossa região ocorreram essencialmente nas escolas, explica Maria dos Anjos Esperança, registando-se também um surto num lar em Torres Novas.

Com casos positivos, “mantêm-se as medidas mais restritivas nas escolas, com confinamento das crianças infetadas e não vacinadas, assim como dos contactos de risco”, explica, mas os contactos destes menores com familiares que estejam vacinados “é considerado de baixo risco”, pelo que estes “podem seguir a sua vida normal”.

A delegada de saúde pública deixa contudo o apelo para que todos “se continuem a proteger, usando máscaras em espaços fechados”, mas recorda que esta “é uma doença viral que veio para ficar” e à qual teremos de nos habituar.

O mais recente relatório das “linhas vermelhas” da DGS e do INSA adianta que, no que respeita à mortalidade por covid-19, Portugal está com 8 óbitos por um milhão de habitantes, o que “sugere a interrupção da tendência decrescente que se vinha a observar”.  A mortalidade aumentou 25% em relação à semana anterior (6,4 mortes por um milhão de pessoas), mas é ainda inferior ao limiar de 20 óbitos definido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças.

Quando a internados em Unidades de Cuidados Intensivos, há ainda uma tendência estável, correspondendo a 25% do valor crítico definido de 255 camas ocupadas.

*C/Lusa

Sou diretora do jornal mediotejo.net e da revista Ponto, e diretora editorial da Médio Tejo Edições / Origami Livros. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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