Covid-19 | Casos positivos em escolas do Entroncamento, Ourém e Torres Novas obrigam a quarentena (c/AUDIO)

Escola Básica e Jardim de Infância da Zona Verde no Entroncamento. Foto: DR

Uma criança do Jardim de infância da Zona Verde no Entroncamento testou positivo para a Covid-19, obrigando ao isolamento profilático de toda a turma, revelou o Presidente da Câmara Municipal. Segundo Jorge Faria, no Entroncamento foi detetado outro caso positivo num estudante da Escola Secundária, no entanto, a situação não implicou o isolamento dos colegas uma vez o aluno em causa só participou no primeiro dia de aulas. Em Torres Novas, duas irmãs testaram positivo para a Covid-19, o que obrigou à suspensão das aulas em duas turmas da Escola Básica 1 de Santa Maria, que pertence ao Agrupamento de Escolas Artur Gonçalves. Em Ourém, três alunos de uma escola secundária acusaram positivo ao Sars-CoV-2 e as três turmas vão ficar em isolamento. Os respetivos alunos vão fazer testes na próxima semana, não regressando às aulas na segunda-feira. Um dos casos foi detetado na sexta-feira e dois foram confirmados este sábado.

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Jorge Faria, presidente da Câmara do Entroncamento, disse ao mediotejo.net que, por determinação do Delegado de Saúde, além das crianças do jardim de infância, foram isoladas também a educadora e as auxiliares que estiveram em contacto com o menino. Assim vão permanecer até que se saiba o resultado dos testes a efetuar no dia 28:

Ainda no Entroncamento, foi detetado outro caso positivo neste caso de um estudante da Escola Secundária, no entanto, a situação não implicou o isolamento dos colegas pelo facto de o contacto ter sido reduzido. É que o aluno em causa só participou no primeiro dia de aulas. O caso está a ser acompanhado pelo Delegado de Saúde.

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Em Torres Novas, duas irmãs, filhas de uma funcionária da biblioteca municipal, testaram positivo para a Covid-19, o que obrigou à suspensão das aulas em duas turmas do Centro Escolar de Santa Maria, que pertence ao Agrupamento de Escolas Artur Gonçalves.

A situação obrigou a que cerca de 50 alunos, duas professoras e uma auxiliar estejam em suas casas a cumprir quarentena, estando a biblioteca a funcionar normalmente, como relatou ao mediotejo.net a vereadora Elvira Sequeira, da Câmara de Torres Novas:

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Os pais das duas meninas estão igualmente a cumprir isolamento profilático uma vez que também testaram positivo.

Em Ourém, três alunos de uma escola secundária acusaram positivo ao Sars-CoV-2 e as três turmas vão ficar em isolamento. Os respetivos alunos vão fazer testes na próxima semana, não regressando às aulas na segunda-feira, disse ao mediotejo.net a Delegada de Saúde Pública do Médio Tejo, Maria dos Anjos Esperança:

DGS rejeita falta de uniformização de critérios na resposta a casos em escolas

A Direção-Geral da Saúde (DGS) rejeitou que exista falta de uniformidade das autoridades nos critérios de resposta a casos de covid-19 detetados nas escolas, face às notícias de medidas distintas no envio de pessoas para isolamento profilático.

De acordo com a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, não existem ainda números consolidados sobre a existência de casos de contágio com o coronavírus SARS-CoV-2 nas escolas, cerca de uma semana após o início do ano letivo, uma vez que ainda está a ser realizada a recolha dessa informação. No entanto, não deixou de caracterizar como “bastante pacífico” o arranque da atividade escolar no país ao nível de casos e de surtos.

“Apesar de todas as indicações transmitidas há meses às escolas, há escolas bem preparadas e outras que não o fizeram tão bem. É diferente ter um caso numa escola em que cada sala funciona como uma ‘bolha’ e numa escola em que, apesar de ter condições físicas para separar os alunos, todas as crianças, independentemente da sua idade, ficavam juntas”, começou por referir Graça Freitas na conferência de imprensa sobre a evolução da pandemia de covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

A diretora-geral da Saúde reiterou a importância da investigação epidemiológica da autoridade de saúde local para a adoção de uma “medida proporcional” que permita enviar o menor número de pessoas para casa.

“Não se trata de não haver uniformização de critérios, trata-se de situações diferentes avaliadas de forma diferente. Quer para os lares, quer para as escolas, há uma preocupação pedagógica de comunicar com as pessoas que gerem estas instituições para que sejam tomadas medidas preventivas”, acrescentou.

Por outro lado, Graça Freitas sinalizou também que ocorreram casos de encerramento de salas ou de áreas mais abrangentes em alguns estabelecimentos de ensino que se deveram a uma decisão do Ministério da Educação e não do Ministério da Saúde.

“Há circunstâncias em que é uma determinação do Ministério da Educação, razões profissionais, em que os profissionais das escolas estão doentes ou são contactos próximos; não é uma decisão da Saúde”, notou, sublinhando: “Quando há surtos, têm sido de pequena dimensão, o que tem permitido uma intervenção direcionada. Tem corrido bem e esperamos em pouco tempo ter essa estatística”.

C/LUSA

 

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