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Terça-feira, Janeiro 18, 2022
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Covid-19 | Casos multiplicam-se na região, com 9 concelhos acima das “linhas vermelhas”

Na comparação entre 2020 e 2021, ultrapassámos já esta semana o número de infeções registadas no mesmo período, no ano passado.

Nas últimas 24 horas registaram-se 139 casos positivos de covid-19 na região de abrangência do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, o valor mais elevado desde o início da 5ª vaga da pandemia. Há agora quatro concelhos em “risco elevado” (Constância, Entroncamento, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha), todos com valores acima de 480 casos por cada 100 mil habitantes, e quatro concelhos em “alerta” (Abrantes, Alcanena, Ourém e Tomar), por terem ultrapassado o limiar dos 240 casos por cada 100 mil habitantes. 

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O maior número de infeções pelo SARS-CoV-2, nos últimos 14 dias, regista-se em Torres Novas, com 270 casos positivos. Segue-se Ourém (212), Entroncamento (152), Tomar (122) e Abrantes (109).

É também em Torres Novas que há hoje mais casos em vigilância ativa (316), seguindo-se Ourém (190), Entroncamento (149), Abrantes (115) e Tomar (98). No total, há agora 1.056 pessoas a serem monitorizadas diariamente pelas autoridades de saúde pública nos concelhos do ACES Médio Tejo.

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Na Sertã e em Vila de Rei, concelhos que pertencem ao Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Sul, é a Sertã que gera mais preocupação, em risco elevado de contágio. Os dados relativos a sexta-feira, 26 de novembro, indicam que há 102 casos positivos neste momento, e 259 pessoas em vigilância ativa. Em Vila de Rei há 6 casos positivos e 12 pessoas em vigilância ativa.

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Na comparação entre 2020 e 2021, percebe-se que estamos próximos de ultrapassar (linha azul) o número de casos registados no mesmo período (valores médios), no ano passado (linha vermelha). Em 2020, o pico do número de casos diários verificou-se na semana de 15 de novembro. Este ano, mantendo-se a progressão atual, o pico poderá ser igualado já nos primeiros dias dezembro e superar os valores  anteriores, na semana do Natal e de Ano Novo. Essas são as expectativas dos epidemiologistas ao serviço da Direção-Geral de Saúde, e por isso o governo decidiu colocar o máximo número de pessoas em casa nos primeiros 10 dias de janeiro, estendendo as férias escolares e tornando o teletrabalho obrigatório, para “contenção de casos”.

Contudo, a gravidade dos casos registados não é, neste momento, comparável. Com os elevados níveis de vacinação, o número de doentes em cuidados intensivos mantém-se reduzidos, tal como o número de mortes. 

No Hospital de Abrantes, que é a unidade de referência no Médio Tejo para internamentos por covid-19, mantém-se uma capacidade instalada de 16 camas em enfermaria e quatro em cuidados intensivos, que podem ir até dez camas, se necessário. Esta semana a ocupação aproximou-se destes números mas o CHMT está em condições de “duplicar a atual capacidade de resposta de forma praticamente instantânea, se tiver que o fazer”, explicou na semana passada a Administração, “mas deixando de fazer outras coisas”, frisou.

Casos aumentam sobretudo na região de Lisboa e Vale do Tejo

Portugal contabiliza hoje mais 3.364 casos confirmados de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 e 12 mortes associadas à covid-19, além de um novo aumento do número de internados em enfermaria e em cuidados intensivos, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje. Estão agora internadas 708 pessoas (mais três do que na sexta-feira), das quais 104 em cuidados intensivos (mais quatro).

Das 12 mortes registadas nas últimas 24 horas, cinco ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, três na região Norte, uma na região Centro, duas no Alentejo e uma no Algarve.

O maior número de óbitos continua a concentrar-se entre os idosos com mais de 80 anos (11.997), seguindo-se as faixas etárias entre os 70 e os 79 anos (3.951) e entre os 60 e os 69 anos (1.677).

Há agora 51.689 casos ativos de covid-19 (mais 809 face ao total de sexta-feira) e recuperaram 2.543 pessoas, o que aumenta o total nacional de recuperações para 1.069.716. Em relação a sexta-feira, as autoridades de saúde têm mais 2.985 contactos em vigilância, totalizando 59.582.

Segundo o boletim da DGS, nas últimas 24 horas o maior número de infeções ocorreu na região de Lisboa e Vale do Tejo, com 1.159 notificações, contabilizando esta área geográfica, desde o início da crise pandémica, 438.045 casos e 7.816 mortes.

Na região Norte, registaram-se mais 944 casos, totalizando 429.333 e 5.642 óbitos desde o início da pandemia.

Foram contabilizados mais 720 casos de covid-19 na região Centro, que tem agora um total acumulado de 157.964 infeções e 3.247 mortes.

O Algarve notificou mais 294 casos, acumulando 47.979 contágios e 502 óbitos, e há mais 114 novos casos no Alentejo, que soma 42.125 contágios e 1.061 mortos desde março de 2020.

Já a região Autónoma da Madeira contabilizou, nas últimas 24 horas, segundo a DGS, 122 novos casos, somando 14.344 infeções e 89 mortes, e os Açores mais um novo caso, totalizando 10.020 contágios e 48 mortes.

As autoridades regionais dos Açores e da Madeira divulgam diariamente os seus dados, que podem não coincidir com a informação divulgada no boletim da DGS.

O novo coronavírus já infetou em Portugal pelo menos 1.139.810 pessoas – 529.103 homens e 609.921 mulheres –, indicam os dados da DGS, segundo os quais há 786 casos de sexo desconhecido, que se encontram sob investigação, uma vez que esta informação não é fornecida de forma automática.

Entre as 18.405 vítimas mortais registadas desde o início da pandemia, estão 9.638 homens e 8.767 mulheres.

A covid-19 provocou pelo menos 5.180.276 mortes em todo o mundo, entre mais de 259,46 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

*Com Lusa

Sou diretora do jornal mediotejo.net e da revista Ponto, e diretora editorial da Médio Tejo Edições / Origami Livros. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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