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Covid-19 | Bombeiros do Distrito de Santarém alertam que há limites para aumento de ocorrências

A Federação dos Bombeiros do Distrito de Santarém (FBDS) disse hoje que a capacidade de resposta operacional “está a 100%”, sem registo de surtos de covid-19 dentro das corporações, mas alertou que há limites para o aumento de ocorrências.

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“Os bombeiros têm sempre alguma folga [na capacidade de resposta], porque é uma estrutura bastante flexível, mas tem limites, sobretudo se tivermos surtos internos, esse é o grande risco, ou se as ambulâncias começarem a ficar estacionadas nos hospitais”, avançou João Furtado, presidente da FBDS, federação que congrega 28 associações humanitárias e corpos de bombeiros do distrito de Santarém.

Em declarações à agência Lusa, o representante afirmou que a situação pandémica em Portugal é “muito grave”, defendendo que, “se não houver uma redução dos números [de casos de infeção da covid-19], vários serviços vão entrar no limite da capacidade”.

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ÁUDIO: JOÃO FURTADO, PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO BOMBEIROS SANTARÉM:

João Furtado, que também é presidente da Associação dos Bombeiros Voluntários de Abrantes, referiu que o transporte de doentes covid-19 tem sido “cada vez mais intenso” no distrito de Santarém, verificando-se um acréscimo de ocorrências desde o Natal e que “tem vindo, gradualmente, a crescer sempre”.

Apesar do novo confinamento geral, que entrou em vigor na sexta-feira, os bombeiros do distrito de Santarém não registaram uma redução do número de ocorrências, verificando-se um acréscimo do transporte de doentes covid-19 e “uma situação normal de todas as outras ocorrências”.

“Toda a parte operacional ainda não reduziu a atividade, o que significa que o confinamento é muito relativo”, expôs.

Relativamente à capacidade de resposta, João Furtado assegurou que “a parte operacional está a 100%”, sem registo de dificuldades até ao momento, porque não está identificado qualquer surto da covid-19 nos corpos de bombeiros, “mas a situação começa a ser bastante preocupante, sobretudo se as ambulâncias ficarem retidas nos hospitais”.

Sobre a situação de filas de ambulâncias à porta destas unidades, o representante dos bombeiros adiantou que, “neste momento, não tem sido ainda uma preocupação” no Centro Hospitalar do Médio Tejo, ressalvando que, se não se conseguir controlar o número de infeções da covid-19, “vai acontecer”.

Sem cadeias de transmissão identificadas no interior dos quartéis de bombeiros do distrito de Santarém, a federação revelou que, neste momento, existem “à volta de cinco” operacionais infetados, que foram contagiados no exterior, e não há registo de mortes por covid-19.

“Todos temos de contribuir para reduzir este incremento exponencial dos contágios, porque temos uma situação muito mais crítica do que tivemos na primeira fase [em março] e estamos a fazer um confinamento muito mais ligeiro do que se fez na primeira vaga”, apontou.

Relativamente à integração nos grupos prioritários para a vacinação contra a covid-19, João Furtado realçou que os bombeiros estão “na linha da frente, em todos os sentidos”, o que inclui ocorrências relativas à covid-19 e outras que obrigam ao contacto direto com as pessoas.

Agência de Notícias de Portugal

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