Covid-19 | Autoridade de saúde pede adiamento de missas em Carvalhal (Abrantes) e Sardoal (c/AUDIO)

Autoridade de saúde pede adiamento de missas em Carvalhal (Abrantes) e Sardoal. Foto: DR

A Delegada de Saúde Publica do Médio Tejo pediu aos autarcas de Abrantes e de Sardoal para que intercedam junto dos padres da região para que adiem o regresso das celebrações religiosas em torno da aldeia de Carvalhal (Abrantes), onde um surto de covid-19 ocorreu num lar e infetou um total de 16 pessoas (15 pessoas do lar e um habitante da aldeia). O objetivo é evitar a concentração de pessoas e ajudar a prevenir e a travar a propagação do vírus neste período de 14 dias de incubação.

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“Já fiz o pedido, a igreja tem sido uma parceira, a exemplo do que se passou em Fátima, e vamos ver se conseguimos que as missas nesses locais decorram um pouco mais tarde”, disse ao mediotejo.net a Delegada de Saúde Pública, tendo lembrado a importância de adiar a retoma das celebrações das celebrações religiosas em Carvalhal e nas aldeias próximas durante este período de incubação de 14 dias do vírus SARS-CoV-2.

O pedido de Maria dos Anjos Esperança foi dirigido aos presidentes das autarquias de Abrantes e de Sardoal, tendo os autarcas confirmado ao nosso jornal que contactaram os párocos da região nesse sentido, numa lógica de prevenção e de contenção da propagação da doença.

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A autoridade de saúde lembra que “é um dever de todos respeitar e pôr em prática todas as medidas tendentes a mitigar o contágio”, fazendo notar a importância de “evitar todas as manifestações que possam gerar um aglomerado de pessoas.

O lar de idosos na aldeia de Carvalhal foi evacuado no domingo, dia 24 de maio, naquela freguesia do concelho de Abrantes, após a confirmação de um total de 17 casos de infeção pela covid-19, entre utentes, funcionários e proprietários, além de um homem de 67 anos residente na aldeia.

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A delegada de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, Maria dos Anjos Esperança, disse que esta situação “deriva da socialização e de uma quebra das boas práticas”, e que, das várias pessoas que vivem na mesma habitação, entre “filho, pais, avós e outras pessoas”, estão todos positivos. Entretanto, um dos resultados a um funcionário gerou dúvidas e ao ser repetido acabaria por se revelar negativo.

O surto que ocorreu num lar em Carvalhal (Abrantes) infetou assim um total de 16 pessoas (15 pessoas do lar e um habitante da aldeia), estando a decorrer ainda o período de 14 dias de incubação do vírus, espaço de tempo em que outros cidadãos podem ser portadores do vírus e o estejam a transmitir sem o saber, uma vez pode não haver sintomas de doença durante este período de tempo.

“Todos sabemos que é difícil manter um afastamento de pelo menos dois metros entre nós. O sucesso das medidas preconizadas depende dos cidadãos”, lembram as autoridades.

Este sábado, dia 30 de maio, voltam a ser autorizadas as celebrações comunitárias de acordo com regras definidas entre a DGS e as confissões religiosas.

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