Covid-19 | Alunos de Abrantes regressam às aulas, turma de Constância em confinamento (c/áudios)

Alunos de uma turma da Escola Secundária Dr. Solano de Abreu, em Abrantes, regressam esta segunda-feira, depois de um período de testes e confinamento. Apenas houve um caso positivo, não havendo contágio a outros alunos. Foto: mediotejo.net

Uma turma da escola secundária Solano de Abreu, em Abrantes, regressa esta segunda-feira às aulas, depois de um período de confinamento desde quarta-feira, após uma aluna ter testado positivo à covid-19. Em Constância, uma turma do ensino básico do Centro Escolar de Santa Margarida entra em confinamento esta segunda-feira, depois de uma menina ter acusado positivo na sexta-feira passada. Um mês depois do início do novo ano letivo, a região do Médio Tejo teve episódios confirmados em escolas de vários concelhos, como Entroncamento, Tomar, Torres Novas, e Ourém, além de Abrantes e Constância, mas nenhuma teve de encerrar portas. A Fenprof voltou a exigir testes de despistagem obrigatórios nas escolas.

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Deram negativo os testes à covid-19 efetuados aos alunos de uma turma da escola secundária Solano de Abreu, em Abrantes, assim como os testes realizados a alguns contactos mais próximos e a professores deste estabelecimento de ensino, revelou ao mediotejo.net o diretor do Agrupamento de Escolas nº1, Jorge Costa. Houve dois testes inconclusivos, repetidos no sábado, e que se revelaram negativos à covid-19, anunciou este domingo o responsável:

O plano de contingência naquele estabelecimento de ensino foi ativado depois de uma aluna da Escola Secundária Solano de Abreu ter testado positivo ao novo coronavírus na terça-feira, tendo a turma entrado em regime de aulas não presencial no dia seguinte (quarta-feira). A Escola Solano de Abreu, no centro da cidade, tem cerca de 900 alunos.

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Em confinamento, todos os alunos da turma foram testados na quinta-feira e nenhum acusou positivo. Dois dos testes revelaram-se inconclusivos pelo que foram repetidos no sábado, tendo dado também negativo ao novo coronavírus. A turma regressa às aulas presenciais esta segunda-feira, uma vez que não houve contágio na escola. A única aluna infetada apresenta sintomas ligeiros e está em confinamento.

Turma da Escola Dr. Solano de Abreu, em Abrantes, ficou uns dias em confinamento e regressa esta semana às aulas. Só um aluno se mantém em isolamento. Créditos: mediotejo.net

Também os professores que estiveram em contacto com os alunos daquela turma foram testados mas entenderam as autoridades de Saúde não haver necessidade de confinamento, porque não houve contacto de proximidade, como tal, permaneceram na escola. Com os funcionários também não houve contacto de proximidade. Jorge Costa salientou a confiança no plano de contingência e nas autoridades de saúde, tendo apelados aos estudantes que se protejam, estando, dessa forma, também a proteger os outros.

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Constância | Turma de Centro Escolar de Santa Margarida entra em confinamento

Em Constância, um dos casos reportados no sábado diz respeito a uma menina de 8 anos que frequenta o 1º ciclo no Centro Escolar na freguesia de Santa Margarida da Coutada, tendo a diretora do Agrupamento de Escolas, Olga Antunes, dado conta ao mediotejo.net que a escola, que tem um total de 130 alunos da pré-escolar ao 2º ciclo, acionou de imediato o plano de contingência e avisou os pais das crianças da turma em questão.

Centro Escolar de Santa Margarida (Foto: mediotejo.net)

A turma, com 14 alunos, não vai à escola esta segunda-feira e vai ficar em casa até as crianças realizarem e conhecerem o resultado dos testes ao novo coronavírus. Também dois professores e uma auxiliar vão ficar em casa até terem os resultados dos testes, deu conta Olga Antunes:

 

Fenprof volta a exigir testes de despistagem obrigatórios nas escolas

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) voltou a exigir testes obrigatórios de despistagem da covid-19 nas escolas às pessoas que contactaram com infetados e reclamou transparência na informação sobre o impacto da pandemia nos estabelecimentos de ensino.

Em comunicado, a estrutura sindical considera que a obrigatoriedade dos testes é “útil e indispensável” para “evitar que situações assintomáticas de infeção possam causar problemas cuja gravidade só venha a ser conhecida tardiamente”.

A Fenprof defende que os testes de despistagem devem ser feitos a “todas as pessoas que contactaram de perto com a pessoa infetada”, nomeadamente numa sala de aula, laboratório ou espaço desportivo.

Para a Federação Nacional dos Professores, “é estranho que continue a não haver transparência na informação global sobre o impacto da epidemia nas escolas”.

De acordo com o comunicado, as escolas devem divulgar a existência de casos de infeção e quais os procedimentos adotados.

A maior estrutura representativa dos professores exige, igualmente, o aumento de verbas para a compra de materiais de higienização e limpeza e equipamentos de proteção (como máscaras), assim como o reforço de docentes e assistentes operacionais.

O novo ano escolar arrancou oficialmente em Portugal, para o ensino básico e secundário, em meados de setembro, retomando as aulas presenciais, que tinham sido suspensas em março por causa da pandemia (os estudantes dos 11.º e 12.º anos regressaram às escolas em maio, mas para se prepararem para os exames nacionais de acesso à universidade, os demais alunos tiveram aulas à distância até finais de junho).

c/LUSA

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